Quadrilha é apontada como autora de três mortes

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Publicada em 29/05/2019 às 22:59:00

 

Gabriel Damásio
Uma investigação da De-
legacia de Carmópolis 
e da Coordenadoria de Polícia Civil do Interior (COPCI) pode ajudar a elucidar uma série de assassinatos recentes ocorridos na cidade. Pelo menos três destes crimes são atribuídos a um grupo envolvido com o tráfico de drogas na cidade. Cinco acusados de envolvimento com o grupo foram presos, sendo três deles no fim da tarde desta terça-feira: Bruno Santos Viana, o "Cabeludo", 25 anos; Caio José da Silva Santos, 22; e Marcos Vinícius Martins da Silva, o "Vini Jeguinho", 19. As prisões fizeram parte da chamada 'Operação Quinto Mandamento', deflagrada pelas duas unidades policiais.
Um dos crimes atribuídos ao grupo é a morte de Anne Carolyne de Souza Sobral, 26 anos, cujo corpo foi encontrado em 14 de abril deste ano no antigo Terminal Rodoviário da cidade. Segundo o delegado Wanderson Bastos, responsável pelo caso, o crime foi enquadrado como feminicídio, porque a vítima tentou reagir a uma tentativa de estupro praticada por Caio e Vinícius, que a mataram com um tiro na cabeça, enquanto dormia no local. "Eles, se valendo do fato de que ela estava sob efeito de drogas e dormindo na Rodoviária, vão até o local e tentam estuprá-la. Ela grita e, diante da reação dela para não ser estuprada, o Vini atira na cabeça da garota e ela morre. Quem levou o Vini até o local foi o Caio", disse o delegado, confirmando ainda que Carolyne era dependente de drogas.  
Os suspeitos estão envolvidos também na morte de Maurício Santos Filho, o "Nego Bom", 30 anos, morto na véspera do feminicídio, em 13 de abril, próximo a casa de espetáculo Muçambe. A polícia apurou que Maurício saía da casa e foi atacado por 'Cabeludo' e 'Jeguinho', com os quais ele teria se envolvido em uma briga. Wanderson explicou que, inicialmente, não foi feita uma associação entre estes crimes, embora os intervalos tenham sido curtos. "Começamos as investigações e tivemos algumas dificuldades até que fomos trazendo evidências aos alvos que mostravam a participação de pelo menos uma mesma pessoa em ambos os crimes, o Marcos Vinícius", afirmou o delegado.
Os policiais chegaram a algumas informações que confirmaram o envolvimento dos três acusados nos crimes e apontaram para o envolvimento de outros dois presos: Miguel Alves de Oliveira Júnior, o 'Ninho Cambaio', 19, e Reginaldo de Jesus Xavier, o 'Reginho', 31, que já tinham sido detidos no mês passado. Os cinco foram relacionados ao crime contra Anderson Nunes Silva Santos, o 'Bambinha', assassinado em setembro de 2017, quando estava com 16 anos. Na ocasião, o adolescente foi cercado e imobilizado pelos envolvidos, antes de ser executado a tiros por 'Cambaio'. 
Para o delegado responsável, a conclusão era de que os cinco presos formavam uma espécie de grupo de extermínio, que assassinava as vítimas conforme os interesses da própria quadrilha e de outras gangues, atuantes em crimes ligados ao tráfico. "Esse grupo atuava eliminando usuários de drogas que se tornavam devedores dos traficantes daquela região. Há uma célula mater, um núcleo, que atua nesses homicídios", afirmou Bastos. Os presos devem ser indiciados por homicídio qualificado, associação criminosa e tráfico de drogas.

Gabriel Damásio

Uma investigação da De- legacia de Carmópolis  e da Coordenadoria de Polícia Civil do Interior (COPCI) pode ajudar a elucidar uma série de assassinatos recentes ocorridos na cidade. Pelo menos três destes crimes são atribuídos a um grupo envolvido com o tráfico de drogas na cidade. Cinco acusados de envolvimento com o grupo foram presos, sendo três deles no fim da tarde desta terça-feira: Bruno Santos Viana, o "Cabeludo", 25 anos; Caio José da Silva Santos, 22; e Marcos Vinícius Martins da Silva, o "Vini Jeguinho", 19. As prisões fizeram parte da chamada 'Operação Quinto Mandamento', deflagrada pelas duas unidades policiais.
Um dos crimes atribuídos ao grupo é a morte de Anne Carolyne de Souza Sobral, 26 anos, cujo corpo foi encontrado em 14 de abril deste ano no antigo Terminal Rodoviário da cidade. Segundo o delegado Wanderson Bastos, responsável pelo caso, o crime foi enquadrado como feminicídio, porque a vítima tentou reagir a uma tentativa de estupro praticada por Caio e Vinícius, que a mataram com um tiro na cabeça, enquanto dormia no local. "Eles, se valendo do fato de que ela estava sob efeito de drogas e dormindo na Rodoviária, vão até o local e tentam estuprá-la. Ela grita e, diante da reação dela para não ser estuprada, o Vini atira na cabeça da garota e ela morre. Quem levou o Vini até o local foi o Caio", disse o delegado, confirmando ainda que Carolyne era dependente de drogas.  
Os suspeitos estão envolvidos também na morte de Maurício Santos Filho, o "Nego Bom", 30 anos, morto na véspera do feminicídio, em 13 de abril, próximo a casa de espetáculo Muçambe. A polícia apurou que Maurício saía da casa e foi atacado por 'Cabeludo' e 'Jeguinho', com os quais ele teria se envolvido em uma briga. Wanderson explicou que, inicialmente, não foi feita uma associação entre estes crimes, embora os intervalos tenham sido curtos. "Começamos as investigações e tivemos algumas dificuldades até que fomos trazendo evidências aos alvos que mostravam a participação de pelo menos uma mesma pessoa em ambos os crimes, o Marcos Vinícius", afirmou o delegado.
Os policiais chegaram a algumas informações que confirmaram o envolvimento dos três acusados nos crimes e apontaram para o envolvimento de outros dois presos: Miguel Alves de Oliveira Júnior, o 'Ninho Cambaio', 19, e Reginaldo de Jesus Xavier, o 'Reginho', 31, que já tinham sido detidos no mês passado. Os cinco foram relacionados ao crime contra Anderson Nunes Silva Santos, o 'Bambinha', assassinado em setembro de 2017, quando estava com 16 anos. Na ocasião, o adolescente foi cercado e imobilizado pelos envolvidos, antes de ser executado a tiros por 'Cambaio'. 
Para o delegado responsável, a conclusão era de que os cinco presos formavam uma espécie de grupo de extermínio, que assassinava as vítimas conforme os interesses da própria quadrilha e de outras gangues, atuantes em crimes ligados ao tráfico. "Esse grupo atuava eliminando usuários de drogas que se tornavam devedores dos traficantes daquela região. Há uma célula mater, um núcleo, que atua nesses homicídios", afirmou Bastos. Os presos devem ser indiciados por homicídio qualificado, associação criminosa e tráfico de drogas.