Sergipe fora do mapa

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Orgulho e alegria, só na canção de Rogério
Orgulho e alegria, só na canção de Rogério

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Publicada em 30/05/2019 às 22:44:00

 

Rian Santos
riansantos@jornaldodiase.com.br
Em artigo oportuno, 
muito comentado, o 
colega Gilson Souza levantou a voz contra a conversa mole, sem pé nem cabeça, de que Sergipe é o País do forró, como cantou Rogério, inspirado por um assombro de ufanismo saudável, o peito estufado de orgulho e coração transbordante de alegria. Por óbvio, o texto não agradou os gestores na Prefeitura de Aracaju e no Governo do Estado. Todos os dados relacionados ao fluxo local de turistas, no entanto, dão razão ao jornalista.
O País do Forró não consta nos mapas. Fosse diferente, Aracaju não estaria em último lugar entre as capitais nordestinas mais procuradas pelos turistas, segundo levantamento da agência ViajaNet. Ontem, a Infraero confirmou a impressão corrente, agora amparada por dados oficiais: Sem política cultural e de turismo, Sergipe só atrai a curiosidade de alguns gatos pingados, muito pouca gente, quase ninguém.
Há algo de podre nesta terra amaldiçoada pela praga de um cacique. Segundo a Infraero, entre 2014 e 2018, o Aeroporto de Aracaju registrou uma queda de 13,5% no número de passageiros. Tudo indica, este ano, sem nenhuma providência, o movimento no terminal com jeitão de rodoviária será muito pior, com menos de 1 milhão de passageiros, entre chegadas e partidas.
Gilson já cantou a bola, sem apelar para entrelinhas e meias palavras: "A verdade é clara. Não há política cultural em Sergipe capaz de transpor nossas produções artísticas a outros horizontes, principalmente no que diz respeito à cultura junina. Nem por parte da iniciativa privada e muito menos por parte do poder público. Essa história de 'País do Forró' é conversa para boi dormir". 
Eu assino embaixo. O que ocorreu no encerramento do Forró Caju 2018, quando Devinho Novaes, um cantor de arrocha, tomou para si o palco devido aos sanfoneiros, não deixa ninguém mentir. O constrangimento imposto depois aos nossos artistas, obrigados a percorrer uma verdadeira via crucis até ver a cor do dinheiro acordado em contrato, é fato de conhecimento público. A concentração absurda de recursos públicos em eventos de natureza comercial mal disfarçada, no entanto, ainda carece de discussão, precisa vir à luz, urgente.

Em artigo oportuno,  muito comentado, o  colega Gilson Souza levantou a voz contra a conversa mole, sem pé nem cabeça, de que Sergipe é o País do forró, como cantou Rogério, inspirado por um assombro de ufanismo saudável, o peito estufado de orgulho e coração transbordante de alegria. Por óbvio, o texto não agradou os gestores na Prefeitura de Aracaju e no Governo do Estado. Todos os dados relacionados ao fluxo local de turistas, no entanto, dão razão ao jornalista.
O País do Forró não consta nos mapas. Fosse diferente, Aracaju não estaria em último lugar entre as capitais nordestinas mais procuradas pelos turistas, segundo levantamento da agência ViajaNet. Ontem, a Infraero confirmou a impressão corrente, agora amparada por dados oficiais: Sem política cultural e de turismo, Sergipe só atrai a curiosidade de alguns gatos pingados, muito pouca gente, quase ninguém.
Há algo de podre nesta terra amaldiçoada pela praga de um cacique. Segundo a Infraero, entre 2014 e 2018, o Aeroporto de Aracaju registrou uma queda de 13,5% no número de passageiros. Tudo indica, este ano, sem nenhuma providência, o movimento no terminal com jeitão de rodoviária será muito pior, com menos de 1 milhão de passageiros, entre chegadas e partidas.
Gilson já cantou a bola, sem apelar para entrelinhas e meias palavras: "A verdade é clara. Não há política cultural em Sergipe capaz de transpor nossas produções artísticas a outros horizontes, principalmente no que diz respeito à cultura junina. Nem por parte da iniciativa privada e muito menos por parte do poder público. Essa história de 'País do Forró' é conversa para boi dormir". 
Eu assino embaixo. O que ocorreu no encerramento do Forró Caju 2018, quando Devinho Novaes, um cantor de arrocha, tomou para si o palco devido aos sanfoneiros, não deixa ninguém mentir. O constrangimento imposto depois aos nossos artistas, obrigados a percorrer uma verdadeira via crucis até ver a cor do dinheiro acordado em contrato, é fato de conhecimento público. A concentração absurda de recursos públicos em eventos de natureza comercial mal disfarçada, no entanto, ainda carece de discussão, precisa vir à luz, urgente.