Procedimento pode ser feito em casa

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Publicada em 31/05/2019 às 22:39:00

 

Os pacientes que não têm mobilidade para irem até a unidade de saúde para fazer a troca diária do curativo estão recebendo acompanhamento da enfermeira Paula Futuro em casa. Por ter um aspecto amplo, a pesquisa também leva em consideração as condições fisiopatológicas do pé diabetico que, de acordo com a profissional da saúde, atrasam o processo de cicatrização, "até porque existem outros fatores que influenciam diretamente neste processo de melhora", frisou. A evolução dos integrantes do ensaio clínico é acompanhada, também, por meio de formulário específico, onde estão descritas informações importantes como, por exemplo, os medicamentos dos quais o paciente faz uso, se é hipertenso, tabagista, o Índice de Massa Corpórea, se está com sobrepeso e, a mais importante, se a glicema está abaixo de 200 mg/dl.
Um dos pacientes selecionados é uma senhora de 42 anos de idade, moradora do bairro Getúlio Vargas, localizado na região central da capital sergipana. Há dez anos ela vem sofrendo, cotidianamente, em virtude das consequências do pé diabético. Diagnosticada aos 20 anos com diabetes, ela conta que até os 32 teve uma vida normal e economicamente ativa, pois trabalhava como auxiliar de limpeza. "Mas, um dia estava limpando a pizzaria onde trabalhava e pisei em um prego, depois disso ficou assim", comenta a paciente, apontando para baixo. 
O "assim" a que ela se refere é o fato de o pé direito ter, agora, apenas o dedão, pois os outros foram amputados por causa da doença, que, certa vez, também afetou a região plantar do pé. A última amputação foi há cerca de seis meses e, por causa deste procedimento, ela foi selecionada para o grupo que recebe tratamento com membrana contendo extrato de barbatimão. "Aceitei participar porque minha irmã disse que seria bom para mim, e realmente está sendo. Pela primeira vez uma ferida minha fechou bem rápido. Das outras vezes que fiz cirurgia demorou muito para sarar, eu não conseguia caminhar direito como agora. Também tive outros benefícios, porque consegui controlar a glicemia e perder peso, graças as orientações que recebi", declarou a paciente. 
Mesmo conseguindo andar, ela recebe o tratamento em casa, pois a distância entre a residência dela e a unidade de saúde do bairro é considerável. Como a cicatrização está bem acelerada, não é mais necessário fazer o curativo e a troca das membranas diariamente, mas a cada dois dias. "Essa é outra característica positiva do material: possibilita a redução dos custos, inclusive para o paciente, que muitas vezes tem que fazer os curativos em casa e arca com as despesas do que é utilizado, quando o SUS não consegue prover o material, que não é barato", observou Paula Futuro. 
Com dez anos de profissão e já tendo atuado em unidades hospitalares, onde, segundo ela, acompanhou diversos pacientes com o mesmo problema, a enfermeira alerta que uma ferida de pé diabético pode ser a porta de entrada para graves infecções, por isso, o tema requer atenção e cuidado redobrado. "A ferida crônica impede que o paciente tenha uma vida saudável, normal, e afeta, inclusive, as relações sociais. É algo que gera sofrimento e prejuízos de diversas ordens, não só para quem a tem, mas também para a família que acompanha a situação", observou a enfermeira.

Os pacientes que não têm mobilidade para irem até a unidade de saúde para fazer a troca diária do curativo estão recebendo acompanhamento da enfermeira Paula Futuro em casa. Por ter um aspecto amplo, a pesquisa também leva em consideração as condições fisiopatológicas do pé diabetico que, de acordo com a profissional da saúde, atrasam o processo de cicatrização, "até porque existem outros fatores que influenciam diretamente neste processo de melhora", frisou. A evolução dos integrantes do ensaio clínico é acompanhada, também, por meio de formulário específico, onde estão descritas informações importantes como, por exemplo, os medicamentos dos quais o paciente faz uso, se é hipertenso, tabagista, o Índice de Massa Corpórea, se está com sobrepeso e, a mais importante, se a glicema está abaixo de 200 mg/dl.
Um dos pacientes selecionados é uma senhora de 42 anos de idade, moradora do bairro Getúlio Vargas, localizado na região central da capital sergipana. Há dez anos ela vem sofrendo, cotidianamente, em virtude das consequências do pé diabético. Diagnosticada aos 20 anos com diabetes, ela conta que até os 32 teve uma vida normal e economicamente ativa, pois trabalhava como auxiliar de limpeza. "Mas, um dia estava limpando a pizzaria onde trabalhava e pisei em um prego, depois disso ficou assim", comenta a paciente, apontando para baixo. 
O "assim" a que ela se refere é o fato de o pé direito ter, agora, apenas o dedão, pois os outros foram amputados por causa da doença, que, certa vez, também afetou a região plantar do pé. A última amputação foi há cerca de seis meses e, por causa deste procedimento, ela foi selecionada para o grupo que recebe tratamento com membrana contendo extrato de barbatimão. "Aceitei participar porque minha irmã disse que seria bom para mim, e realmente está sendo. Pela primeira vez uma ferida minha fechou bem rápido. Das outras vezes que fiz cirurgia demorou muito para sarar, eu não conseguia caminhar direito como agora. Também tive outros benefícios, porque consegui controlar a glicemia e perder peso, graças as orientações que recebi", declarou a paciente. 
Mesmo conseguindo andar, ela recebe o tratamento em casa, pois a distância entre a residência dela e a unidade de saúde do bairro é considerável. Como a cicatrização está bem acelerada, não é mais necessário fazer o curativo e a troca das membranas diariamente, mas a cada dois dias. "Essa é outra característica positiva do material: possibilita a redução dos custos, inclusive para o paciente, que muitas vezes tem que fazer os curativos em casa e arca com as despesas do que é utilizado, quando o SUS não consegue prover o material, que não é barato", observou Paula Futuro. 
Com dez anos de profissão e já tendo atuado em unidades hospitalares, onde, segundo ela, acompanhou diversos pacientes com o mesmo problema, a enfermeira alerta que uma ferida de pé diabético pode ser a porta de entrada para graves infecções, por isso, o tema requer atenção e cuidado redobrado. "A ferida crônica impede que o paciente tenha uma vida saudável, normal, e afeta, inclusive, as relações sociais. É algo que gera sofrimento e prejuízos de diversas ordens, não só para quem a tem, mas também para a família que acompanha a situação", observou a enfermeira.