Regras de trânsito

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Publicada em 04/06/2019 às 22:17:00

 

Desregulamentar, precarizar, cor
tar. Todas as medidas tomadas 
por Jair Bolsonaro ao longo dos quase seis meses transcorridos desde a sua posse na presidência da República investem de alguma forma contra as normas estabelecidas legalmente. O presidente é um demolidor. Em lugar dos tótens do esquerdismo supostamente enraizados no estamento burocrático brasileiro, contudo, resta o vácuo. Bolsonaro não constrói nada.
Ontem, o presidente fez um gesto teatral de aproximação com o Congresso Nacional e compareceu à Câmara dos Deputados com uma proposta estapafúrdia de atualização do Código de Trânsito Brasileiro. Nas entrelinhas do documento, é possível ler a intenção mal disfarçada de afrouxar a norma, até o limite do caos.
Senão, vejamos. O texto propõe mudanças como o fim da exigência de exame toxicológico para motoristas profissionais. Também retira dos departamentos de Trânsito (Detrans) a exigência de credenciar clínicas para a emissão do atestado de saúde exigido para renovar a Carteira Nacional de Habilitação (CNH). Segundo o próprio presidente da República, "qualquer médico" poderá conceder esse laudo. Outro ponto da proposta altera, de 20 para 40, o limite máximo de pontos que um motorista pode acumular, em até 12 meses, sem perder a licença para dirigir. E por aí vai.
As mortes derivadas de acidentes de trânsito no Brasil cresceram na mesma proporção da frota de veículos, ao longo dos últimos anos, com a velocidade de uma epidemia. Mas o presidente acha pouco. Se depender de Bolsonaro, as precárias estradas do País podem ficar ainda mais perigosas, à mercê de motoristas irresponsáveis, sem nenhum apreço pela própria vida e a dos outros.

Desregulamentar, precarizar, cor tar. Todas as medidas tomadas  por Jair Bolsonaro ao longo dos quase seis meses transcorridos desde a sua posse na presidência da República investem de alguma forma contra as normas estabelecidas legalmente. O presidente é um demolidor. Em lugar dos tótens do esquerdismo supostamente enraizados no estamento burocrático brasileiro, contudo, resta o vácuo. Bolsonaro não constrói nada.
Ontem, o presidente fez um gesto teatral de aproximação com o Congresso Nacional e compareceu à Câmara dos Deputados com uma proposta estapafúrdia de atualização do Código de Trânsito Brasileiro. Nas entrelinhas do documento, é possível ler a intenção mal disfarçada de afrouxar a norma, até o limite do caos.
Senão, vejamos. O texto propõe mudanças como o fim da exigência de exame toxicológico para motoristas profissionais. Também retira dos departamentos de Trânsito (Detrans) a exigência de credenciar clínicas para a emissão do atestado de saúde exigido para renovar a Carteira Nacional de Habilitação (CNH). Segundo o próprio presidente da República, "qualquer médico" poderá conceder esse laudo. Outro ponto da proposta altera, de 20 para 40, o limite máximo de pontos que um motorista pode acumular, em até 12 meses, sem perder a licença para dirigir. E por aí vai.
As mortes derivadas de acidentes de trânsito no Brasil cresceram na mesma proporção da frota de veículos, ao longo dos últimos anos, com a velocidade de uma epidemia. Mas o presidente acha pouco. Se depender de Bolsonaro, as precárias estradas do País podem ficar ainda mais perigosas, à mercê de motoristas irresponsáveis, sem nenhum apreço pela própria vida e a dos outros.