Coleta de lixo em Umbaúba é feita com caçambas

Cidades

 

Sem Equipamento de Proteção Individual (EPI), garis que trabalham diariamente na coleta de lixo residencial no município sergipano de Umbaúba, estão reclamando dos problemas operacionais e administrativos que podem interferir na integridade da saúde dos trabalhadores. Distante à 109 km da capital, Aracaju, a cidade interiorana realiza desde a semana passada a coleta de lixo por meio de caminhões tipo caçamba. Sem caminhões coletores, alguns garis são forçados a ficar na parte superior da caçamba, dividindo espaço com as sacolas de descarte residencial, com o objetivo de melhor armazenar o lixo. O contato direto é constante, e isso tem provocado críticas também por parte dos moradores.
Sem concordar com a metodologia funcional em vigor, os denunciantes provocam os órgãos públicos de fiscalização, em especial o Ministério Público Estadual (MPE), e o Ministério Público do Trabalho (MPT), para que os fiscais notifiquem a irregularidade junto à Prefeitura de Umbaúba, bem como determine em caráter imediato a mudança do procedimento operacional. Com medo de possíveis perseguições ou dispensas trabalhistas, apesar das lamentações e desejo de mudanças os garis optaram por não se identificar. Ao JORNAL DO DIA, no início da tarde de ontem um desses servidores citou por telefone que a irregularidade é de total conhecimento da administração municipal.
"Quem é que não sabe disso aqui? A gente fica o dia todo se coçando mesmo com as luvas que são as únicas proteções que temos. Eu não fiquei ainda, mas tenho colegas que todos os dias ficam em cima do caminhão e estão até com umas feridas nas pernas. O pior disso tudo é que a prefeitura sabe e mesmo assim parece não se importar com a saúde da gente", declarou. De acordo com o secretário de obras do município, Cecílio Félix, as denúncias apresentadas de fato são de conhecimento da gestão, mas garantiu que a utilização de caminhões caçamba ocorre paliativamente em virtude de o caminhão coletor ter apresentado problemas mecânicos na última sexta-feira, 31.
A expectativa do secretário é que até a tarde de hoje o veículo danificado esteja novamente em operação. Enquanto esse procedimento técnico não ocorre, a caçamba segue recolhendo o lixo domiciliar a fim de não gerar maiores impasses para toda a cidade com o acúmulo de descartes dentro das residências, ou nas calçadas. No que se refere ao suposto não uso de EPIs, Cecílio Felix garantiu que os equipamentos são disponíveis para todos, mas alguns trabalhadores se negam a utilizar. Apresentado como 'situação de emergência', Felix garantiu que o município possui responsabilidade com as ações e ainda essa semana o problema estará resolvido.
"Realmente trata-se de um problema técnico que identificamos na sexta, mas que já estamos resolvendo. As peças danificadas estão sendo substituídas e a expectativa é que até essa quarta-feira, 04, o serviço seja regularizado. Queremos deixar claro que estamos enfrentando uma situação de emergência, mas que todos os equipamentos de proteção são frequentemente ofertados, porém, a responsabilidade do uso é de cada profissional trabalhador", disse. (Milton Alves Júnior)

Sem Equipamento de Proteção Individual (EPI), garis que trabalham diariamente na coleta de lixo residencial no município sergipano de Umbaúba, estão reclamando dos problemas operacionais e administrativos que podem interferir na integridade da saúde dos trabalhadores. Distante à 109 km da capital, Aracaju, a cidade interiorana realiza desde a semana passada a coleta de lixo por meio de caminhões tipo caçamba. Sem caminhões coletores, alguns garis são forçados a ficar na parte superior da caçamba, dividindo espaço com as sacolas de descarte residencial, com o objetivo de melhor armazenar o lixo. O contato direto é constante, e isso tem provocado críticas também por parte dos moradores.
Sem concordar com a metodologia funcional em vigor, os denunciantes provocam os órgãos públicos de fiscalização, em especial o Ministério Público Estadual (MPE), e o Ministério Público do Trabalho (MPT), para que os fiscais notifiquem a irregularidade junto à Prefeitura de Umbaúba, bem como determine em caráter imediato a mudança do procedimento operacional. Com medo de possíveis perseguições ou dispensas trabalhistas, apesar das lamentações e desejo de mudanças os garis optaram por não se identificar. Ao JORNAL DO DIA, no início da tarde de ontem um desses servidores citou por telefone que a irregularidade é de total conhecimento da administração municipal.
"Quem é que não sabe disso aqui? A gente fica o dia todo se coçando mesmo com as luvas que são as únicas proteções que temos. Eu não fiquei ainda, mas tenho colegas que todos os dias ficam em cima do caminhão e estão até com umas feridas nas pernas. O pior disso tudo é que a prefeitura sabe e mesmo assim parece não se importar com a saúde da gente", declarou. De acordo com o secretário de obras do município, Cecílio Félix, as denúncias apresentadas de fato são de conhecimento da gestão, mas garantiu que a utilização de caminhões caçamba ocorre paliativamente em virtude de o caminhão coletor ter apresentado problemas mecânicos na última sexta-feira, 31.
A expectativa do secretário é que até a tarde de hoje o veículo danificado esteja novamente em operação. Enquanto esse procedimento técnico não ocorre, a caçamba segue recolhendo o lixo domiciliar a fim de não gerar maiores impasses para toda a cidade com o acúmulo de descartes dentro das residências, ou nas calçadas. No que se refere ao suposto não uso de EPIs, Cecílio Felix garantiu que os equipamentos são disponíveis para todos, mas alguns trabalhadores se negam a utilizar. Apresentado como 'situação de emergência', Felix garantiu que o município possui responsabilidade com as ações e ainda essa semana o problema estará resolvido.
"Realmente trata-se de um problema técnico que identificamos na sexta, mas que já estamos resolvendo. As peças danificadas estão sendo substituídas e a expectativa é que até essa quarta-feira, 04, o serviço seja regularizado. Queremos deixar claro que estamos enfrentando uma situação de emergência, mas que todos os equipamentos de proteção são frequentemente ofertados, porém, a responsabilidade do uso é de cada profissional trabalhador", disse. (Milton Alves Júnior)

 


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