O Mecanismo

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Publicada em 11/06/2019 às 07:47:00

 

* Lelê Teles
Sabe-se agora, por meio de inter
ceptações de mensagens, que 
Moro era uma peça fundamental na engrenagem montada para destruir um partido político e um líder popular.
 Para tanto, fizeram dele uma figura planetária, convertido de uma hora para outra em arroz de festa em cerimônias mundo afora; qual um dande, vivia metido num fraque, adornado por uma gravata borboleta, sorridente e todo celebridoso.
Ex-figurante, passou a figurar como um figurão em capas e mais capas de jornais e revistas, vastas matérias sobre ele foram veiculadas no rádio e na tevê, virou o homem do ano; fariam dele o homem da década se preciso fosse.
Além disso, posava para fotos ao lado de conhecidos escroques da política brasileira, sempre sorridente, revelando sua abjeta parcialidade.
 Assim, desenharam a narrativa do justiceiro heroificado, o paladino da moral e da ética,  o antipetista raiz! 
 Tudo isso foi montado pelos homens de bens, os maiores interessados nessa patranha, a saber: os donos da bufunfa, dos grupos de mídia e os manda-chuvas dos Esteites.
 Desejavam, essa turma, o retorno daqueles dois brasis, onde um serve apenas para servir ao outro.
 Serviram-se da justiça, portanto, para cometer as maiores injustiças.
 Queriam subtrair direitos dos trabalhadores e destruir as tímidas, mas importantes, conquistas sociais dos pobres, doa pretos e das minorias de forma geral.
 O macho branco heterossexual e cristão queria seu protagonismo de volta.
Parece que Moro e Dalagnoll tinham o seu preço, o futuro revelaria de onde viriam as recompensas: para um, uma fundação bilionária; para o outro, a vitaliciedade do STF.
 Você sabe, diligente internauta, quando tiram a venda da justiça, colocam a justiça.
 O The Intercept nos mostrou que Moro e Dallagnol agiam como "conges", um chegava mesmo a se excitar, lhe dava tesão saber que estava perto prender Lula da Silva. 
Orava e se masturbava olhando a foto de Lula.
Esses sacanas tiraram o trapo que cobre o olho da estátua, ejacularam na face da justiça.
Perseguiram, de forma implacável, Lula e seu partido (uma obsessão, como disse o Barba) até que o meteram no cárcere para de lá nunca mais sair.
 Ou seja, deixaram de servir ao Direito e à constituição para se tornarem sabotadores políticos, servindo aos interesses dos homens de bens.
 E como nessa vida tudo é política, essa dupla de marionetes acabou mexendo também na condução da economia e na dinâmica social, destruindo empresas, empregos e alimentando sociopatas com narrativas odiosas e artificiais.
 É sabido, desde sempre, que a dupla dinâmica contava com a conivência de alguns de seus pares.
 Mas o estarrecedor é perceber como todo o sistema judicial brasileiro assistiu, conivente ou omisso, aos mandos e desmandos desses dois sujeitos.
 Um, falaificador de um certo diploma em Harvard; o outro, espanca a língua portuguesa sempre que abre a boca, e essas duas fraudes ambulantes perambularam por aí sem serem incomodadas.
 Figuras menores, depois de fazerem o trabalho sujo foram descartados, hoje batem boca no twitter com internautas.
Moro é uma alma penada nos círculos do poder, o presidente não o convida nem para pescar.
 É claro que o conteúdo deixado para mais tarde, pelo The Intercept, irá revelar quem eram os chefes desses sujeitos, pra quem eles tudo vazavam.
Mas o importante agora é que alguém caminhe até a Praça dos Três Poderes e devolva o lenço que cobria o olho da estátua e, assim, a justiça volte à normalidade.
Botando os malfeitores em seus devidos lugares e libertando os inocentes.
* Lelê Teles, Jornalista, publicitário e roteirista

* Lelê Teles

Sabe-se agora, por meio de inter ceptações de mensagens, que  Moro era uma peça fundamental na engrenagem montada para destruir um partido político e um líder popular.
 Para tanto, fizeram dele uma figura planetária, convertido de uma hora para outra em arroz de festa em cerimônias mundo afora; qual um dande, vivia metido num fraque, adornado por uma gravata borboleta, sorridente e todo celebridoso.
Ex-figurante, passou a figurar como um figurão em capas e mais capas de jornais e revistas, vastas matérias sobre ele foram veiculadas no rádio e na tevê, virou o homem do ano; fariam dele o homem da década se preciso fosse.
Além disso, posava para fotos ao lado de conhecidos escroques da política brasileira, sempre sorridente, revelando sua abjeta parcialidade.
 Assim, desenharam a narrativa do justiceiro heroificado, o paladino da moral e da ética,  o antipetista raiz! 
 Tudo isso foi montado pelos homens de bens, os maiores interessados nessa patranha, a saber: os donos da bufunfa, dos grupos de mídia e os manda-chuvas dos Esteites.
 Desejavam, essa turma, o retorno daqueles dois brasis, onde um serve apenas para servir ao outro.
 Serviram-se da justiça, portanto, para cometer as maiores injustiças.
 Queriam subtrair direitos dos trabalhadores e destruir as tímidas, mas importantes, conquistas sociais dos pobres, doa pretos e das minorias de forma geral.
 O macho branco heterossexual e cristão queria seu protagonismo de volta.
Parece que Moro e Dalagnoll tinham o seu preço, o futuro revelaria de onde viriam as recompensas: para um, uma fundação bilionária; para o outro, a vitaliciedade do STF.
 Você sabe, diligente internauta, quando tiram a venda da justiça, colocam a justiça.
 O The Intercept nos mostrou que Moro e Dallagnol agiam como "conges", um chegava mesmo a se excitar, lhe dava tesão saber que estava perto prender Lula da Silva. 
Orava e se masturbava olhando a foto de Lula.
Esses sacanas tiraram o trapo que cobre o olho da estátua, ejacularam na face da justiça.
Perseguiram, de forma implacável, Lula e seu partido (uma obsessão, como disse o Barba) até que o meteram no cárcere para de lá nunca mais sair.
 Ou seja, deixaram de servir ao Direito e à constituição para se tornarem sabotadores políticos, servindo aos interesses dos homens de bens.
 E como nessa vida tudo é política, essa dupla de marionetes acabou mexendo também na condução da economia e na dinâmica social, destruindo empresas, empregos e alimentando sociopatas com narrativas odiosas e artificiais.
 É sabido, desde sempre, que a dupla dinâmica contava com a conivência de alguns de seus pares.
 Mas o estarrecedor é perceber como todo o sistema judicial brasileiro assistiu, conivente ou omisso, aos mandos e desmandos desses dois sujeitos.
 Um, falaificador de um certo diploma em Harvard; o outro, espanca a língua portuguesa sempre que abre a boca, e essas duas fraudes ambulantes perambularam por aí sem serem incomodadas.
 Figuras menores, depois de fazerem o trabalho sujo foram descartados, hoje batem boca no twitter com internautas.
Moro é uma alma penada nos círculos do poder, o presidente não o convida nem para pescar.
 É claro que o conteúdo deixado para mais tarde, pelo The Intercept, irá revelar quem eram os chefes desses sujeitos, pra quem eles tudo vazavam.
Mas o importante agora é que alguém caminhe até a Praça dos Três Poderes e devolva o lenço que cobria o olho da estátua e, assim, a justiça volte à normalidade.
Botando os malfeitores em seus devidos lugares e libertando os inocentes.

* Lelê Teles, Jornalista, publicitário e roteirista