O triste fim da Vanguart

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Publicada em 13/06/2019 às 08:55:00

 

Rian Santos
riansantos@jornaldodiase.com.br
A Vanguart de Hélio 
Flanders acabou, ou 
então não se daria ao trabalho de lançar um disco inteiro com as canções de Bob Dylan. Sobrevivendo às custas de glórias passadas, há quase dez anos sem divulgar um único single digno de nota, a banda finalmente admite a exaustão de seu impulso criativo. Ninguém afirma com todas as letras, mas um disco de releituras soará sempre como um artifício de artista em fim de carreira, sem nenhuma ideia original, cansado.
'Boa parte de mim vai embora', o último trabalho relevante da Vanguart, foi lançado em um muito distante 2011. Desde então, depois de alcançar o cume da música independente brazuca, a banda desce ladeira abaixo. Muita gente boa torceu o nariz para o romantismo de encomenda berrando nas faixas de 'Muito mais que o amor' (2013). 'Beijo estranho' (2017) passou em brancas nuvens. O anunciado 'Vanguart Sings Bob Dylan' é, desde a concepção, um trabalho manjado.
Este jornalista adoraria queimar a língua, ser obrigado a redigir um mea culpa, pedindo desculpa ao leitor pelo pecado de um julgamento apressado. Mas o episódio de um programa do Canal Bis, no qual a Vanguart destrincha o repertório de sua influência mais evidente, não deixa ninguém se enganar. A expectativa mais justa é de um fiasco.
Disco tributo - Dia 28 de junho, o Vanguart lança 'Vanguart Sings Bob Dylan', releitura de um dos maiores compositores da música contemporânea, uma grande influência para a banda. Após realizar quatro discos autorais em 11 anos, o quarteto se enfurnou no estúdio Tambor, no Rio de Janeiro, em dezembro de 2018, junto do produtor Rafael Ramos para registrar seu primeiro álbum não-autoral. 
Dezesseis canções do bardo americano foram gravadas de modo ao vivo, dando ênfase a seus primeiros 15 anos de carreira, com exceção para 'Make You Feel My Love', do álbum de 1996, 'Time Out of Mind'.
"A importância de um disco do Vanguart tocando Dylan, para além de celebrar a obra do compositor, é enorme, pois ao mesmo tempo que nos faz compreender de onde viemos também nos mostra que podemos ir muito além de bandeiras e gêneros fincados dentro da música e seus limites. Enquanto os ventos seguirem soprando, a resposta continuará lá", comenta Helio Flanders.
 Gravado em 5 dias, o álbum traz uma música cantada pela violinista Fernanda Kostchak, 'House of the Risin' Sun' e outra pelo guitarrista David Dafré, 'Hurricane'. As demais canções foram interpretadas pelos vocalistas da banda Helio Flanders (que também tocou violão, guitarra, piano e gaita) e Reginaldo Lincoln (que também tocou baixo, guitarra e violões). Também participaram do disco Julio Nganga (piano e órgão Hammond), Kezo Nogueira (bateria e percussão) e Pedro Gongom (bateria, percussão).
 'Vanguart Sings Bob Dylan' será lançado pela Deck nas plataformas digitais, em CD e num compacto em vinil com 3 faixas: 'Blowin' In the Wind', 'Tangled Up in Blue' e 'Don't Think Twice, It's All Right'. Os shows de lançamento serão dias 5, 6 e 7 de julho no Sesc Santana, em São Paulo.

A Vanguart de Hélio  Flanders acabou, ou  então não se daria ao trabalho de lançar um disco inteiro com as canções de Bob Dylan. Sobrevivendo às custas de glórias passadas, há quase dez anos sem divulgar um único single digno de nota, a banda finalmente admite a exaustão de seu impulso criativo. Ninguém afirma com todas as letras, mas um disco de releituras soará sempre como um artifício de artista em fim de carreira, sem nenhuma ideia original, cansado.
'Boa parte de mim vai embora', o último trabalho relevante da Vanguart, foi lançado em um muito distante 2011. Desde então, depois de alcançar o cume da música independente brazuca, a banda desce ladeira abaixo. Muita gente boa torceu o nariz para o romantismo de encomenda berrando nas faixas de 'Muito mais que o amor' (2013). 'Beijo estranho' (2017) passou em brancas nuvens. O anunciado 'Vanguart Sings Bob Dylan' é, desde a concepção, um trabalho manjado.
Este jornalista adoraria queimar a língua, ser obrigado a redigir um mea culpa, pedindo desculpa ao leitor pelo pecado de um julgamento apressado. Mas o episódio de um programa do Canal Bis, no qual a Vanguart destrincha o repertório de sua influência mais evidente, não deixa ninguém se enganar. A expectativa mais justa é de um fiasco.

Disco tributo - Dia 28 de junho, o Vanguart lança 'Vanguart Sings Bob Dylan', releitura de um dos maiores compositores da música contemporânea, uma grande influência para a banda. Após realizar quatro discos autorais em 11 anos, o quarteto se enfurnou no estúdio Tambor, no Rio de Janeiro, em dezembro de 2018, junto do produtor Rafael Ramos para registrar seu primeiro álbum não-autoral. 
Dezesseis canções do bardo americano foram gravadas de modo ao vivo, dando ênfase a seus primeiros 15 anos de carreira, com exceção para 'Make You Feel My Love', do álbum de 1996, 'Time Out of Mind'.
"A importância de um disco do Vanguart tocando Dylan, para além de celebrar a obra do compositor, é enorme, pois ao mesmo tempo que nos faz compreender de onde viemos também nos mostra que podemos ir muito além de bandeiras e gêneros fincados dentro da música e seus limites. Enquanto os ventos seguirem soprando, a resposta continuará lá", comenta Helio Flanders.
 Gravado em 5 dias, o álbum traz uma música cantada pela violinista Fernanda Kostchak, 'House of the Risin' Sun' e outra pelo guitarrista David Dafré, 'Hurricane'. As demais canções foram interpretadas pelos vocalistas da banda Helio Flanders (que também tocou violão, guitarra, piano e gaita) e Reginaldo Lincoln (que também tocou baixo, guitarra e violões). Também participaram do disco Julio Nganga (piano e órgão Hammond), Kezo Nogueira (bateria e percussão) e Pedro Gongom (bateria, percussão).
 'Vanguart Sings Bob Dylan' será lançado pela Deck nas plataformas digitais, em CD e num compacto em vinil com 3 faixas: 'Blowin' In the Wind', 'Tangled Up in Blue' e 'Don't Think Twice, It's All Right'. Os shows de lançamento serão dias 5, 6 e 7 de julho no Sesc Santana, em São Paulo.