"O TRIUNFO DA RUA DO TRIUNFO"

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Publicada em 13/06/2019 às 23:05:00

 

* Paulo André
Olá amigos leitores! 
Hoje gostaríamos de falar sobre mais um caso que em tempos poderá ser contado na literatura dos fatos históricos estancianos para rir ou refletir, mas não há que se negar, este não é mais do que uma potencial ESTORIA e acabou ganhando proporções jurídicas e midiáticas… portanto, podemos denominá-la "O TRIUNFO DA RUA DO TRIUNFO".
Pois bem, o passado desta rua é glorioso, festa tradicional de casamento caipira, arraiá, fogueiras, muitas comidas e bebida típicas bem como o grandioso forró, que é indispensável para o São João, até ai, não tão diferente das diversas ruas da nossa cidade, porém, é preciso lembrar que a comentada rua, tem duas etapas sendo que uma, abriga um povo muito festeiro e animado, a outra, munícipes experientes, já reconhecido e com bastante respeito e prestígio na sociedade estanciana, porém, com um gosto típico pela tradição junina mas sem o ímpeto dos neófitos moradores, seus parentes e convidados, estes que fazem & amp; ldquo;a festa" no ato da também tradicional " Guerra de busca pés" que dá vez ao famoso bordão estanciano " FOGO NO BECO".
Acontece que entre a Praça Orlando Gomes, antigo "Jardim Velho" e a segunda etapa da rua Leopoldo Amaral, popularmente conhecida como "Rua do Triunfo", existe um trecho com residências e empreendimentos comerciais que conforme os autores da ação, justificaram e lide entre tais moradores, tudo por conta dos rojões que alumiam as noites de festa que envolvem fugazmente nosso ciclo junino, em especial nesta estimada rua.
Observando de vários ângulos, podemos entender ao fim que discórdia desnecessária envolveu desde os mais apaixonados aos menos compromissados com a cultura popular estanciana, tanto que quiseram "os politiqueiros" tirar proveito da situação e foi aquele "Deus nos acuda!" quando a pendenga ganhou as redes sociais, a mídia radiofônica, as esquinas e as cozinhas… vimos uma série de devotos de São Enganação" clamando, chorando, berrando, mal dizendo e até regozijando que "não podemos acabar com o São João estanciano" Meu Deus, quanta lamentação! Teatralmente falando, o circo estava armado, o que era uma cisão entre vizinhos, tornou-se a epopeia que agora apresentamos…
Antes de tudo, não se mata uma cultura com um só golpe, isso, hei de concordar, é temerário a judicialização das manifestações populares, sendo perceptível o cuidado dos operadores do direito quanto ao interesse da preservação e do fazer cultural estanciano. Há um fato importante nisso tudo… nem os representantes do judiciário, nem os representantes do executivo, da segurança pública, nem parte da mídia interessada, nem os provocadores da lide e seus respectivos defensores, talvez sequer arrancaram o bambu, pisaram pólvora, passaram cerol no cordão, fizeram limalha ou encheram a "boca de cor" dos artefatos estancianos, m alharam ou se queimaram/batizaram-se com o nosso fogo, ou seja, não conhecem a nossa cultura a fundo, nos assiste pela TV, internet ou chegam e vão de sua cidade como visitante, de sua outra rua/bairro para determinado camarote, ou seja, respeitavelmente e meritocraticamente, não são estancianos, mas julgaram os estancianos!
Concomitante tudo isso, tivemos uma breve amostra de um futuro sombrio… que de recuo em recuo, os fogueteiros já não fazem os bravos e pirotécnicos batalhões, os meninos (as) já não querem brincar a verdadeira batucada estanciana, os repentistas, guerreiros da linguagem popular,  estão se convertendo ou morrendo e não cantam seus versos improvisados que animam o pisa de pólvora fazendo as "canelas" os espectadores pisar forte com o "rufar do tambor", respondendo em couro o entoar do trovador, potencializado pelos tambores de couro de boi, a marcação de couro carneiro e os ganzás, reco-reco e cuíca.
Enfim, fica a dica que Estância já não tem o potencial tradicional das brincadeiras de outrora, porém , o não podemos confundir liberdade com libertinagem e é imperativo respeitar a estancianidade!
Depois dos alardes já não tão sonoros dos politiqueiros, em audiência (autos 201951500694) sobre o caso nas dependências do Fórum de Estância, o hábil e experiente juiz da comarca acompanhado pela representante do MP conduziram a conciliação, diga-se de passagem, o acordo mais lúcido para o momento, a prefeitura e a segurança pública no município atuarão para prevenir demais contendas da espécie e os sagazes advogados e seus clientes agirão para não mais colocar em risco as nossas manifestações locais. Deixo aqui outra observação, neste pacto, por falta de perícia/vivência cultural de parte dos envolvi dos, surgiu uma brecha; não comentarei em respeito aos envolvidos, mas perceberemos na prática...
Quanto ao povo… vamos proteger nossa maior festa popular, fortalecer nossa cultura de base e  combater quaisquer tentativas de mecanização da nossa arte singular! Para um dia poder, entre familiares na beira da fogueira, ouvindo o autentico forró, soltando os fogos tradicionais, assando o milho e tomando o saboroso licor, contar aos nossos descendentes sobre quão belo é o nosso são joão e dentre tantos casos do imaginário popular estanciano o " Triunfo da rua do triunfo".       
* Paulo André é licenciado em história, bacharel em direito e dirigente do Rede Sustentabilidade

* Paulo André

Olá amigos leitores! Hoje gostaríamos de falar sobre mais um caso que em tempos poderá ser contado na literatura dos fatos históricos estancianos para rir ou refletir, mas não há que se negar, este não é mais do que uma potencial ESTORIA e acabou ganhando proporções jurídicas e midiáticas… portanto, podemos denominá-la "O TRIUNFO DA RUA DO TRIUNFO".
Pois bem, o passado desta rua é glorioso, festa tradicional de casamento caipira, arraiá, fogueiras, muitas comidas e bebida típicas bem como o grandioso forró, que é indispensável para o São João, até ai, não tão diferente das diversas ruas da nossa cidade, porém, é preciso lembrar que a comentada rua, tem duas etapas sendo que uma, abriga um povo muito festeiro e animado, a outra, munícipes experientes, já reconhecido e com bastante respeito e prestígio na sociedade estanciana, porém, com um gosto típico pela tradição junina mas sem o ímpeto dos neófitos moradores, seus parentes e convidados, estes que fazem & amp; ldquo;a festa" no ato da também tradicional " Guerra de busca pés" que dá vez ao famoso bordão estanciano " FOGO NO BECO".
Acontece que entre a Praça Orlando Gomes, antigo "Jardim Velho" e a segunda etapa da rua Leopoldo Amaral, popularmente conhecida como "Rua do Triunfo", existe um trecho com residências e empreendimentos comerciais que conforme os autores da ação, justificaram e lide entre tais moradores, tudo por conta dos rojões que alumiam as noites de festa que envolvem fugazmente nosso ciclo junino, em especial nesta estimada rua.
Observando de vários ângulos, podemos entender ao fim que discórdia desnecessária envolveu desde os mais apaixonados aos menos compromissados com a cultura popular estanciana, tanto que quiseram "os politiqueiros" tirar proveito da situação e foi aquele "Deus nos acuda!" quando a pendenga ganhou as redes sociais, a mídia radiofônica, as esquinas e as cozinhas… vimos uma série de devotos de São Enganação" clamando, chorando, berrando, mal dizendo e até regozijando que "não podemos acabar com o São João estanciano" Meu Deus, quanta lamentação! Teatralmente falando, o circo estava armado, o que era uma cisão entre vizinhos, tornou-se a epopeia que agora apresentamos…
Antes de tudo, não se mata uma cultura com um só golpe, isso, hei de concordar, é temerário a judicialização das manifestações populares, sendo perceptível o cuidado dos operadores do direito quanto ao interesse da preservação e do fazer cultural estanciano. Há um fato importante nisso tudo… nem os representantes do judiciário, nem os representantes do executivo, da segurança pública, nem parte da mídia interessada, nem os provocadores da lide e seus respectivos defensores, talvez sequer arrancaram o bambu, pisaram pólvora, passaram cerol no cordão, fizeram limalha ou encheram a "boca de cor" dos artefatos estancianos, m alharam ou se queimaram/batizaram-se com o nosso fogo, ou seja, não conhecem a nossa cultura a fundo, nos assiste pela TV, internet ou chegam e vão de sua cidade como visitante, de sua outra rua/bairro para determinado camarote, ou seja, respeitavelmente e meritocraticamente, não são estancianos, mas julgaram os estancianos!
Concomitante tudo isso, tivemos uma breve amostra de um futuro sombrio… que de recuo em recuo, os fogueteiros já não fazem os bravos e pirotécnicos batalhões, os meninos (as) já não querem brincar a verdadeira batucada estanciana, os repentistas, guerreiros da linguagem popular,  estão se convertendo ou morrendo e não cantam seus versos improvisados que animam o pisa de pólvora fazendo as "canelas" os espectadores pisar forte com o "rufar do tambor", respondendo em couro o entoar do trovador, potencializado pelos tambores de couro de boi, a marcação de couro carneiro e os ganzás, reco-reco e cuíca.
Enfim, fica a dica que Estância já não tem o potencial tradicional das brincadeiras de outrora, porém , o não podemos confundir liberdade com libertinagem e é imperativo respeitar a estancianidade!
Depois dos alardes já não tão sonoros dos politiqueiros, em audiência (autos 201951500694) sobre o caso nas dependências do Fórum de Estância, o hábil e experiente juiz da comarca acompanhado pela representante do MP conduziram a conciliação, diga-se de passagem, o acordo mais lúcido para o momento, a prefeitura e a segurança pública no município atuarão para prevenir demais contendas da espécie e os sagazes advogados e seus clientes agirão para não mais colocar em risco as nossas manifestações locais. Deixo aqui outra observação, neste pacto, por falta de perícia/vivência cultural de parte dos envolvi dos, surgiu uma brecha; não comentarei em respeito aos envolvidos, mas perceberemos na prática...
Quanto ao povo… vamos proteger nossa maior festa popular, fortalecer nossa cultura de base e  combater quaisquer tentativas de mecanização da nossa arte singular! Para um dia poder, entre familiares na beira da fogueira, ouvindo o autentico forró, soltando os fogos tradicionais, assando o milho e tomando o saboroso licor, contar aos nossos descendentes sobre quão belo é o nosso são joão e dentre tantos casos do imaginário popular estanciano o " Triunfo da rua do triunfo".       

* Paulo André é licenciado em história, bacharel em direito e dirigente do Rede Sustentabilidade