Policiais voltam a protestar contra o governo

Geral


  • POLICIAIS MILITARES DA RESERVA SIMULARAM UM VELÓRIO EM FRENTE AO PALÁCIO DE DESPACHOS, PELO CORTE DE SUBSÍDIOS DETERMINADO PELO TCE

  • Policiais durante protesto em frente ao Palácio de Despachos

 

Gabriel Damásio
O governo do Estado voltou a enfrentar uma série de protestos organizados por policiais civis e militares, tanto da ativa quanto reformados. Eles reclamam principalmente da falta de concessão de um reajuste salarial linear para repor as perdas da inflação, o que segundo as entidades representativas, não acontece há cerca de seis anos. Ontem, um grupo ligado à Associação dos Militares de Sergipe (Amese) fez uma vigília em frente ao Palácio de Despachos, no Distrito Industrial (zona sul). Eles montaram uma tenda e simularam um velório, com direito a um caixão que trazia um boneco vestido com parte de um uniforme da PM.  
A categoria quer que o governo volte a pagar uma série de subsídios que já eram concedidos aos PMs da reserva e eram somados aos soldos que eram pagos quando eles estavam na ativa. Estes subsídios, que variavam entre R$ 700 e R$ 1.500, foram cortados depois que o Tribunal de Contas do Estado (TCE) recomendou a suspensão dos efeitos da Lei Complementar 310/2018, que reajustou a remuneração dos PMs que ingressaram na corporação a partir de 2006, criando assim os subsídios. O Tribunal argumentou que a lei causaria um impacto de R$ 3 milhões mensais na previdência estadual. 
A própria Amese entrou com uma ação na Justiça para contestar a recomendação do TCE e pede que o governador resolva se vai ou não dar cumprimento à Lei Complementar. O presidente da associação, sargento Jorge Vieira, acusa o governo de descumprir um compromisso firmado com os militares. "Isso é resultado da falta de cumprimento de um acordo em cima de uma lei que o governador mandou pra Assembleia. A Assembleia votou, aprovou e botou no Orçamento, mas estamos agora há um ano e dois meses sem receber o direito que nos foi tirado de forma injusta. Não estamos aqui para confrontar a autoridade, mas estamos sendo emparedados pelo governo", disse ele. 
Um carro de som usado pelos manifestantes cobrava de Belivaldo uma reunião com a categoria e uma decisão definitiva sobre a questão, ou seja, que ele diga se o governo vai retomar o pagamento dos subsídios ou acatar a recomendação do TCE. "Está na mão do governador e só ele tem condições de resolver isso", pressiona Vieira, explicando que a figura do caixão com o boneco fardado representa a "morte antecipada" dos militares ativos e reformados que são prejudicados pelo corte dos subsídios e pela não concessão da revisão salarial anual. 
Em alguns momentos, os militares, em sua maioria reformados, interromperam o trânsito em uma das faixas da Avenida Adélia Franco, carregando e exibindo o caixão com o boneco. 
O único incidente registrado foi um princípio de tumulto, quando um motociclista tentou furar um dos bloqueios na avenida e discutiu com um dos manifestantes. Houve troca de ofensas e o motociclista acabou levando um tapa no capacete. Ele chegou a descer da moto para tirar satisfações, mas depois de muito bate-boca, pedidos de desculpa e tentativas de apaziguar os ânimos, o condutor foi embora. A via foi desbloqueada e o manifestante envolvido na briga foi repreendido pela organização. 
Resposta - Sobre o pagamento dos subsídios aos militares, o Governo do Estado aguarda o julgamento de uma ação judicial movida pela Amese contra o TCE, que questiona o pedido para suspender os benefícios. Já sobre a pauta dos policiais civis, o governo informou que o seu desafio no momento, "é continuar pagando os salários mensalmente e se empenhando em trazer o salário cada vez mais para dentro do mês".

Gabriel Damásio

O governo do Estado voltou a enfrentar uma série de protestos organizados por policiais civis e militares, tanto da ativa quanto reformados. Eles reclamam principalmente da falta de concessão de um reajuste salarial linear para repor as perdas da inflação, o que segundo as entidades representativas, não acontece há cerca de seis anos. Ontem, um grupo ligado à Associação dos Militares de Sergipe (Amese) fez uma vigília em frente ao Palácio de Despachos, no Distrito Industrial (zona sul). Eles montaram uma tenda e simularam um velório, com direito a um caixão que trazia um boneco vestido com parte de um uniforme da PM.  
A categoria quer que o governo volte a pagar uma série de subsídios que já eram concedidos aos PMs da reserva e eram somados aos soldos que eram pagos quando eles estavam na ativa. Estes subsídios, que variavam entre R$ 700 e R$ 1.500, foram cortados depois que o Tribunal de Contas do Estado (TCE) recomendou a suspensão dos efeitos da Lei Complementar 310/2018, que reajustou a remuneração dos PMs que ingressaram na corporação a partir de 2006, criando assim os subsídios. O Tribunal argumentou que a lei causaria um impacto de R$ 3 milhões mensais na previdência estadual. 
A própria Amese entrou com uma ação na Justiça para contestar a recomendação do TCE e pede que o governador resolva se vai ou não dar cumprimento à Lei Complementar. O presidente da associação, sargento Jorge Vieira, acusa o governo de descumprir um compromisso firmado com os militares. "Isso é resultado da falta de cumprimento de um acordo em cima de uma lei que o governador mandou pra Assembleia. A Assembleia votou, aprovou e botou no Orçamento, mas estamos agora há um ano e dois meses sem receber o direito que nos foi tirado de forma injusta. Não estamos aqui para confrontar a autoridade, mas estamos sendo emparedados pelo governo", disse ele. 
Um carro de som usado pelos manifestantes cobrava de Belivaldo uma reunião com a categoria e uma decisão definitiva sobre a questão, ou seja, que ele diga se o governo vai retomar o pagamento dos subsídios ou acatar a recomendação do TCE. "Está na mão do governador e só ele tem condições de resolver isso", pressiona Vieira, explicando que a figura do caixão com o boneco fardado representa a "morte antecipada" dos militares ativos e reformados que são prejudicados pelo corte dos subsídios e pela não concessão da revisão salarial anual. 
Em alguns momentos, os militares, em sua maioria reformados, interromperam o trânsito em uma das faixas da Avenida Adélia Franco, carregando e exibindo o caixão com o boneco. 
O único incidente registrado foi um princípio de tumulto, quando um motociclista tentou furar um dos bloqueios na avenida e discutiu com um dos manifestantes. Houve troca de ofensas e o motociclista acabou levando um tapa no capacete. Ele chegou a descer da moto para tirar satisfações, mas depois de muito bate-boca, pedidos de desculpa e tentativas de apaziguar os ânimos, o condutor foi embora. A via foi desbloqueada e o manifestante envolvido na briga foi repreendido pela organização. 

Resposta - Sobre o pagamento dos subsídios aos militares, o Governo do Estado aguarda o julgamento de uma ação judicial movida pela Amese contra o TCE, que questiona o pedido para suspender os benefícios. Já sobre a pauta dos policiais civis, o governo informou que o seu desafio no momento, "é continuar pagando os salários mensalmente e se empenhando em trazer o salário cada vez mais para dentro do mês".

 


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