Estudante é preso por aplicar golpes em site de compras

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Publicada em 13/06/2019 às 23:30:00

 

O estudante universitá
rio Gabriel Fontes Pe
reira de Souza, 21 anos, foi preso ontem por agentes da Delegacia de Repressão a Crimes Cibernéticos (DRCC), da Polícia Civil. Ele é acusado de praticar golpes contra a empresa de comércio eletrônico Mercado Livre. O caso foi investigado a partir de uma denúncia feita pela assessoria jurídica da própria empresa, que afirma ter sofrido um prejuízo superior a R$ 40 mil.
Segundo a polícia, Gabriel fazia a aquisição dos produtos na internet, geralmente aparelhos celulares de alto valor, e quando os produtos eram entregues na sua residência, ele recusava os objetos, fazendo com que os celulares retornavam às agências dos Correios para serem devolvidos aos vendedores. Como o Mercado Livre trabalha com a política de garantia ao comprador, a empresa restituía o dinheiro ao estudante supostamente lesado por não receber o produto final. Após o reembolso, Gabriel se deslocava às agências dos Correios, antes que os produtos tivessem sido postados, e pegava a mercadoria, ficando com o dinheiro e o produto da compra.  
Segundo a delegada Rosana Freitas, Gabriel foi preso após ter comparecido a uma agência dos Correios na zona oeste de Aracaju, onde pretendia retirar os produtos. "Tivemos uma denúncia do próprio "Mercado Livre" que eles vinham sendo vítimas sucessivamente do mesmo golpe, fizeram alguns levantamentos e o setor jurídico da empresa em São Paulo entrou em contato conosco para solicitar um apoio e tentar efetuar essa prisão", disse a delegada. 
Ela acrescenta que os produtos que foram retirados ontem na agência, dois smartphones, já tinham sido revendidos para um comerciante. "As investigações terão continuidade para tentarmos identificar essa pessoa a quem eram repassados, verificar se há participação dela ou não, além disso tentar recuperar esses produtos", explicou. Em depoimento à polícia, o estudante confessou os golpes.
Conforme levantamentos do Mercado Livre, o prejuízo da empresa com o golpe girou em torno de R$ 40 mil, porém esse valor pode ser ainda ser maior, já que Gabriel vinha agindo dessa forma desde 2017. Todos os produtos adquiridos pelo estudante universitário eram repassados para comerciantes locais para que fossem revendidos. O caso continua em investigação para identificar os compradores das mercadorias.
Liberado - O universitário foi apresentado ontem à tarde em audiência de custódia no Fórum Gumercindo Bessa, no Capucho (zona norte). A juíza plantonista Jane Silva Santos Vieira concedeu liberdade provisória ao acusado, mediante o pagamento de uma fiança de R$ 20 mil. O valor foi quitado e Gabriel foi liberado ao final da tarde, podendo responder em liberdade pelo crime de estelionato.
Em seu despacho, a magistrada disse que fixou a fiança neste valor "em razão da natureza da infração, pois aproveitando-se da boa fé de pessoas, através de uma empresa de comércio eletrônico, o interrogado adquiria as mercadorias e quando chegavam em sua residência as recusava, a fim de que o dinheiro retornasse para sua conta e depois dirigia-se a agência dos Correios e retirava os produtos".
Jane Vieira também afirmou na decisão que, apesar da recorrência nos golpes e de reconhecer a legalidade da prisão em flagrante, o estudante não apresenta nenhuma circunstância que justifique uma eventual prisão preventiva. 

O estudante universitá rio Gabriel Fontes Pe reira de Souza, 21 anos, foi preso ontem por agentes da Delegacia de Repressão a Crimes Cibernéticos (DRCC), da Polícia Civil. Ele é acusado de praticar golpes contra a empresa de comércio eletrônico Mercado Livre. O caso foi investigado a partir de uma denúncia feita pela assessoria jurídica da própria empresa, que afirma ter sofrido um prejuízo superior a R$ 40 mil.
Segundo a polícia, Gabriel fazia a aquisição dos produtos na internet, geralmente aparelhos celulares de alto valor, e quando os produtos eram entregues na sua residência, ele recusava os objetos, fazendo com que os celulares retornavam às agências dos Correios para serem devolvidos aos vendedores. Como o Mercado Livre trabalha com a política de garantia ao comprador, a empresa restituía o dinheiro ao estudante supostamente lesado por não receber o produto final. Após o reembolso, Gabriel se deslocava às agências dos Correios, antes que os produtos tivessem sido postados, e pegava a mercadoria, ficando com o dinheiro e o produto da compra.  
Segundo a delegada Rosana Freitas, Gabriel foi preso após ter comparecido a uma agência dos Correios na zona oeste de Aracaju, onde pretendia retirar os produtos. "Tivemos uma denúncia do próprio "Mercado Livre" que eles vinham sendo vítimas sucessivamente do mesmo golpe, fizeram alguns levantamentos e o setor jurídico da empresa em São Paulo entrou em contato conosco para solicitar um apoio e tentar efetuar essa prisão", disse a delegada. 
Ela acrescenta que os produtos que foram retirados ontem na agência, dois smartphones, já tinham sido revendidos para um comerciante. "As investigações terão continuidade para tentarmos identificar essa pessoa a quem eram repassados, verificar se há participação dela ou não, além disso tentar recuperar esses produtos", explicou. Em depoimento à polícia, o estudante confessou os golpes.
Conforme levantamentos do Mercado Livre, o prejuízo da empresa com o golpe girou em torno de R$ 40 mil, porém esse valor pode ser ainda ser maior, já que Gabriel vinha agindo dessa forma desde 2017. Todos os produtos adquiridos pelo estudante universitário eram repassados para comerciantes locais para que fossem revendidos. O caso continua em investigação para identificar os compradores das mercadorias.

Liberado - O universitário foi apresentado ontem à tarde em audiência de custódia no Fórum Gumercindo Bessa, no Capucho (zona norte). A juíza plantonista Jane Silva Santos Vieira concedeu liberdade provisória ao acusado, mediante o pagamento de uma fiança de R$ 20 mil. O valor foi quitado e Gabriel foi liberado ao final da tarde, podendo responder em liberdade pelo crime de estelionato.
Em seu despacho, a magistrada disse que fixou a fiança neste valor "em razão da natureza da infração, pois aproveitando-se da boa fé de pessoas, através de uma empresa de comércio eletrônico, o interrogado adquiria as mercadorias e quando chegavam em sua residência as recusava, a fim de que o dinheiro retornasse para sua conta e depois dirigia-se a agência dos Correios e retirava os produtos".
Jane Vieira também afirmou na decisão que, apesar da recorrência nos golpes e de reconhecer a legalidade da prisão em flagrante, o estudante não apresenta nenhuma circunstância que justifique uma eventual prisão preventiva.