Milhares protestam contra Bolsonaro em Sergipe

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COM POUCOS ÔNIBUS NAS RUAS, MILHARES DE SERGIPANOS ADERIRAM À GREVE GERAL CONTRA CORTES NA EDUCAÇÃO E A REFORMA DA PREVIDÊNCIA; À TARDE, GRANDE PROTESTO DO CENTRO ATÉ A 13 DE JULHO
COM POUCOS ÔNIBUS NAS RUAS, MILHARES DE SERGIPANOS ADERIRAM À GREVE GERAL CONTRA CORTES NA EDUCAÇÃO E A REFORMA DA PREVIDÊNCIA; À TARDE, GRANDE PROTESTO DO CENTRO ATÉ A 13 DE JULHO

À tarde, grevistas encerraram o dia numa grande caminhada
À tarde, grevistas encerraram o dia numa grande caminhada

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Publicada em 14/06/2019 às 23:16:00

 

Milton Alves Júnior
Milhares de sergipanos 
se reuniram na tarde 
de ontem no Centro de Aracaju para realizar a primeira caminhada alusiva à Greve Geral coordenada por centrais sindicais, movimentos estudantis e movimentos sociais. Contando com representantes de todos os 75 municípios sergipanos, o ato foi deliberado ainda no início do mês passado como forma de pressionar o presidente Jair Bolsonaro a suspender o projeto de reforma previdenciária. 
A mobilização unificada contou com o apoio dos professores das redes estadual e municipal - 86% das escolas foram fechadas; docentes da Universidade Federal de Sergipe (UFS), e Instituto Federal de Sergipe (IFS) - não houve aulas em nenhum campus-; servidores dos Correios e instituições bancárias - não houve expediente em nenhuma unidade em Sergipe-; comerciários - cerca de 10% das lojas não abriram as portas-; transporte coletivo - apenas 40% da frota circulou-; órgãos públicos, como secretarias e departamentos terceirizados, também aderiram ao movimento -; além do apoio parcial de agentes de trânsito, policiais civis e militares, jornalistas, radialistas, enfermeiros, médicos, agentes de limpeza urbana, caminhoneiros, nutricionistas e operários da construção civil.
De acordo com o presidente da Central Única dos Trabalhadores (CUT/SE), professor Dudu, diante da postura de difícil acesso e diálogo progressista com o presidente Jair Bolsonaro, os trabalhadores brasileiros se uniram mais uma vez com estudantes e comunidade em geral para lutar contra a retirada de direitos históricos. Benefícios considerados por milhões de brasileiros como avanços representativos, conquistados após a queda do governo militar em 1985, fase da redemocratização do país. Segundo Dudu, para que a população não seja novamente prejudicada com um 'discurso enganador' por parte do Governo Federal, é preciso que as mobilizações continuem cada vez mais representativas.
Ontem mais de 20 mil pessoas participaram da caminhada. "Para aprovar a Reforma Trabalhista, disseram que iria melhorar a vida dos pobres, iria gerar emprego, não melhorou nada, piorou, hoje são 14 milhões de desempregados no Brasil. Quem ganhou com isso? Só os ricos. Então, assim como prometemos juntos, nessa Greve Geral não teve a totalidade de ônibus, comércio, agências de banco fechadas, enfim, inúmeros serviços suspensos com os trabalhadores de braços cruzados. A greve geral ocorreu em defesa da aposentadoria do povo brasileiro. Ontem, hoje e sempre estaremos todos juntos atuando democraticamente para barrar esta Reforma da Previdência", declarou. Ainda de acordo com o sindicalista:
"Esperamos realmente que os nossos representantes legais em Brasília estejam bem atentos às exigências que brotam das ruas. Podem ter certeza que o povo será impiedoso contra aqueles que conquistam o voto popular, mas depois que assumem o mandato simplesmente seguem no sentido contrário." Conforme já mostrado pelo JORNAL DO DIA, os sindicatos filiados à CUT, à UGT, CTB, CSP/Conlutas e movimentos sociais reunidos da Frente Brasil Popular e Frente Povo Sem Medo são os representante regionais pela construção da Greve Geral. Durante a marcha não houve registro de depredação do patrimônio público ou demais ações as quais exigissem a intervenção dos agentes de segurança pública.
 "Quem está nas ruas são pessoas dignas de respeito à ordem nacional. Trabalhadores e trabalhadoras que compreendem a necessidade de uma greve diante das graves ameaça que este governo fascista aplica sobre os brasileiros. Nem se completaram seis meses de gestão e os próprios aliados, fiéis escudeiros durante o processo mentiroso do ano passado começam a entender o risco que este presidente oferece a todos os brasileiros. Não me restavam dúvidas que essa greve geral seria um sucesso de público e de múltipla respeitabilidade", declarou o ex-deputado federal Marcio Macedo.

Milton Alves Júnior

Milhares de sergipanos  se reuniram na tarde  de ontem no Centro de Aracaju para realizar a primeira caminhada alusiva à Greve Geral coordenada por centrais sindicais, movimentos estudantis e movimentos sociais. Contando com representantes de todos os 75 municípios sergipanos, o ato foi deliberado ainda no início do mês passado como forma de pressionar o presidente Jair Bolsonaro a suspender o projeto de reforma previdenciária. 
A mobilização unificada contou com o apoio dos professores das redes estadual e municipal - 86% das escolas foram fechadas; docentes da Universidade Federal de Sergipe (UFS), e Instituto Federal de Sergipe (IFS) - não houve aulas em nenhum campus-; servidores dos Correios e instituições bancárias - não houve expediente em nenhuma unidade em Sergipe-; comerciários - cerca de 10% das lojas não abriram as portas-; transporte coletivo - apenas 40% da frota circulou-; órgãos públicos, como secretarias e departamentos terceirizados, também aderiram ao movimento -; além do apoio parcial de agentes de trânsito, policiais civis e militares, jornalistas, radialistas, enfermeiros, médicos, agentes de limpeza urbana, caminhoneiros, nutricionistas e operários da construção civil.
De acordo com o presidente da Central Única dos Trabalhadores (CUT/SE), professor Dudu, diante da postura de difícil acesso e diálogo progressista com o presidente Jair Bolsonaro, os trabalhadores brasileiros se uniram mais uma vez com estudantes e comunidade em geral para lutar contra a retirada de direitos históricos. Benefícios considerados por milhões de brasileiros como avanços representativos, conquistados após a queda do governo militar em 1985, fase da redemocratização do país. Segundo Dudu, para que a população não seja novamente prejudicada com um 'discurso enganador' por parte do Governo Federal, é preciso que as mobilizações continuem cada vez mais representativas.
Ontem mais de 20 mil pessoas participaram da caminhada. "Para aprovar a Reforma Trabalhista, disseram que iria melhorar a vida dos pobres, iria gerar emprego, não melhorou nada, piorou, hoje são 14 milhões de desempregados no Brasil. Quem ganhou com isso? Só os ricos. Então, assim como prometemos juntos, nessa Greve Geral não teve a totalidade de ônibus, comércio, agências de banco fechadas, enfim, inúmeros serviços suspensos com os trabalhadores de braços cruzados. A greve geral ocorreu em defesa da aposentadoria do povo brasileiro. Ontem, hoje e sempre estaremos todos juntos atuando democraticamente para barrar esta Reforma da Previdência", declarou. Ainda de acordo com o sindicalista:
"Esperamos realmente que os nossos representantes legais em Brasília estejam bem atentos às exigências que brotam das ruas. Podem ter certeza que o povo será impiedoso contra aqueles que conquistam o voto popular, mas depois que assumem o mandato simplesmente seguem no sentido contrário." Conforme já mostrado pelo JORNAL DO DIA, os sindicatos filiados à CUT, à UGT, CTB, CSP/Conlutas e movimentos sociais reunidos da Frente Brasil Popular e Frente Povo Sem Medo são os representante regionais pela construção da Greve Geral. Durante a marcha não houve registro de depredação do patrimônio público ou demais ações as quais exigissem a intervenção dos agentes de segurança pública.
 "Quem está nas ruas são pessoas dignas de respeito à ordem nacional. Trabalhadores e trabalhadoras que compreendem a necessidade de uma greve diante das graves ameaça que este governo fascista aplica sobre os brasileiros. Nem se completaram seis meses de gestão e os próprios aliados, fiéis escudeiros durante o processo mentiroso do ano passado começam a entender o risco que este presidente oferece a todos os brasileiros. Não me restavam dúvidas que essa greve geral seria um sucesso de público e de múltipla respeitabilidade", declarou o ex-deputado federal Marcio Macedo.