Número de crianças soropositivas aumenta no Estado

Compartilhar:
Imprimir Aumentar Texto Diminuir Texto

Publicada em 15/06/2019 às 13:50:00

 

Milton Alves Júnior
Um levantamento re-
alizado pela Secre-
taria de Estado da Saúde (SES) mostra que o número de crianças com diagnóstico de soropositivo segue se multiplicando no Estado de Sergipe. Conforme explicado pelo Programa Estadual de Doenças Sexualmente Transmissíveis (DST/Aids), desde o ano de 1987 Sergipe já registrou 125 casos de crianças as quais adquiram a doença através da transmissão vertical, ou seja, de mãe para filho no momento do parto. Os estudos mostram ainda que desse total, 54 são do sexo masculino e 71 do sexo feminino. Apesar da assistência especializada oferecida pela SES, 22 crianças já faleceram desde que a Aids foi identificada em criança.
Quanto à faixa etária diagnosticada nos portadores mirins, 17 foram registrados em crianças menores de 1 ano, 70 em crianças de 1 a 4 anos, 28 casos em crianças de 5 a 9 anos e outros 10 em crianças entre 10 e 14 anos. De acordo com Ministério da Saúde, essa transmissão da doença ocorre em maior escala estatística no momento do parto, quando a criança possui contato ainda mais direto com o organismo da mãe. Existem casos ainda de transferência da Aids durante a gestação, bem como no momento da amamentação. Para o coordenador do programa, Almir Santana, é possível minimizar os riscos de contaminação caso a doença seja identificada de forma precoce.
Minimizar os riscos - Para que isso ocorra, ainda no período pré-natal é necessário que a mãe, caso seja soropositiva, comunique o fato imediatamente à profissional ginecologista e obstetra a fim de receber as orientações necessárias. Como o contato com o sangue da mãe é irreversível, com 34 semanas a equipe médica solicita um novo exame de carga viral. Baseando-se nestes resultados, será estabelecida a via de parto. Se a carga for maior do que 1000, o parto será por meio de cesárea. Após o parto, com o diagnóstico positivo, deve-se fazer tratamento com medicamentos anti-retrovirais, pois eles diminuem a carga viral e, consequentemente, os riscos de infecções.
 "Esses casos nos preocupa demais, não apenas pelo registro de novos casos dessa doença, mas também por saber que os profissionais da área da saúde necessitam multiplicar as atenções na busca ativa das gestantes, bem como na solicitação dos testes de Aids e Sífilis na gravidez e na recomendação do uso do preservativo masculino ou feminino, mesmo quando a mulher estiver grávida. O diagnóstico de uma criança com Aids é a comprovação que o trabalho base não foi realizado com o sucesso que tanto desejamos", declarou Almir. Paralelo as ações governamentais, é preciso que as pessoas busquem se conscientizar quanto a necessidade dos preservativos.
Em adultos, conforme dados do Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan), do Ministério da Saúde (MS), de 1987 até maio de 2019 o estado de Sergipe registrou 4929 casos de AIDS, além de mais 2203 casos de HIV. Tanto a SES, quanto Ministério da Saúde, destacam que HIV é a sigla em inglês para o Vírus da Imunodeficiência Humana e AIDS é a doença desenvolvida. Dessa forma, nem todo indivíduo que tem o vírus HIV chega a desenvolver a doença que ataca o sistema imunológico. Os municípios sergipanos que apresentaram mais casos de AIDS, contabilizando crianças e adultos, são: Aracaju com 2311, Nossa Senhora do Socorro com 505, Itabaiana com 244, São Cristóvão com 193, Estância com 175, Lagarto com 138 e Propriá com 117 casos.
Já para os casos de HIV surgem: Aracaju com 1021, Nossa Senhora do Socorro com 220, São Cristóvão com 93, Estância apresenta 90 casos e Propriá com 76. "É preciso estar atentos para os cuidados, para as formas de ter prazeres, mas com o máximo de segurança. Desde que foi inventada, a camisinha masculina, e, posteriormente feminina, são os principais meios de se proteger e evitar a doença. Nunca é demais relembrar a todos que esses produtos são distribuídos gratuitamente em todas as unidades básicas ou avançadas de saúde. Basta solicitar e receber as unidades. Esse trabalho unificado contribuirá para diminuir esses números que seguem nos preocupando", concluiu o especialista.

Milton Alves Júnior

Um levantamento re- alizado pela Secre- taria de Estado da Saúde (SES) mostra que o número de crianças com diagnóstico de soropositivo segue se multiplicando no Estado de Sergipe. Conforme explicado pelo Programa Estadual de Doenças Sexualmente Transmissíveis (DST/Aids), desde o ano de 1987 Sergipe já registrou 125 casos de crianças as quais adquiram a doença através da transmissão vertical, ou seja, de mãe para filho no momento do parto. Os estudos mostram ainda que desse total, 54 são do sexo masculino e 71 do sexo feminino. Apesar da assistência especializada oferecida pela SES, 22 crianças já faleceram desde que a Aids foi identificada em criança.Quanto à faixa etária diagnosticada nos portadores mirins, 17 foram registrados em crianças menores de 1 ano, 70 em crianças de 1 a 4 anos, 28 casos em crianças de 5 a 9 anos e outros 10 em crianças entre 10 e 14 anos. De acordo com Ministério da Saúde, essa transmissão da doença ocorre em maior escala estatística no momento do parto, quando a criança possui contato ainda mais direto com o organismo da mãe. Existem casos ainda de transferência da Aids durante a gestação, bem como no momento da amamentação. Para o coordenador do programa, Almir Santana, é possível minimizar os riscos de contaminação caso a doença seja identificada de forma precoce.

Minimizar os riscos - Para que isso ocorra, ainda no período pré-natal é necessário que a mãe, caso seja soropositiva, comunique o fato imediatamente à profissional ginecologista e obstetra a fim de receber as orientações necessárias. Como o contato com o sangue da mãe é irreversível, com 34 semanas a equipe médica solicita um novo exame de carga viral. Baseando-se nestes resultados, será estabelecida a via de parto. Se a carga for maior do que 1000, o parto será por meio de cesárea. Após o parto, com o diagnóstico positivo, deve-se fazer tratamento com medicamentos anti-retrovirais, pois eles diminuem a carga viral e, consequentemente, os riscos de infecções.
 "Esses casos nos preocupa demais, não apenas pelo registro de novos casos dessa doença, mas também por saber que os profissionais da área da saúde necessitam multiplicar as atenções na busca ativa das gestantes, bem como na solicitação dos testes de Aids e Sífilis na gravidez e na recomendação do uso do preservativo masculino ou feminino, mesmo quando a mulher estiver grávida. O diagnóstico de uma criança com Aids é a comprovação que o trabalho base não foi realizado com o sucesso que tanto desejamos", declarou Almir. Paralelo as ações governamentais, é preciso que as pessoas busquem se conscientizar quanto a necessidade dos preservativos.
Em adultos, conforme dados do Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan), do Ministério da Saúde (MS), de 1987 até maio de 2019 o estado de Sergipe registrou 4929 casos de AIDS, além de mais 2203 casos de HIV. Tanto a SES, quanto Ministério da Saúde, destacam que HIV é a sigla em inglês para o Vírus da Imunodeficiência Humana e AIDS é a doença desenvolvida. Dessa forma, nem todo indivíduo que tem o vírus HIV chega a desenvolver a doença que ataca o sistema imunológico. Os municípios sergipanos que apresentaram mais casos de AIDS, contabilizando crianças e adultos, são: Aracaju com 2311, Nossa Senhora do Socorro com 505, Itabaiana com 244, São Cristóvão com 193, Estância com 175, Lagarto com 138 e Propriá com 117 casos.
Já para os casos de HIV surgem: Aracaju com 1021, Nossa Senhora do Socorro com 220, São Cristóvão com 93, Estância apresenta 90 casos e Propriá com 76. "É preciso estar atentos para os cuidados, para as formas de ter prazeres, mas com o máximo de segurança. Desde que foi inventada, a camisinha masculina, e, posteriormente feminina, são os principais meios de se proteger e evitar a doença. Nunca é demais relembrar a todos que esses produtos são distribuídos gratuitamente em todas as unidades básicas ou avançadas de saúde. Basta solicitar e receber as unidades. Esse trabalho unificado contribuirá para diminuir esses números que seguem nos preocupando", concluiu o especialista.