Papel vencido

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Publicada em 19/06/2019 às 22:58:00

 

Mais de onze milhões de brasilei-
ros não sabem ler, nem escre
ver. No nordeste, 13,9% da população com idade superior aos 15 anos é de analfabetos. A situação é dramática, a ponto de comprometer o futuro do País inteiro. No entanto, para o presidente Bolsonaro, o grande problema das escolas mantidas pelo poder público é a suposta doutrinação ideológica em sala de aula. Sem projeto para a educação, o governo federal colabora com a perpetuação de desigualdades de todas as ordens.
Nas regiões norte e nordeste do Brasil, como sempre, os dados relacionados aos indicadores sociais e econômicos deixam muito a desejar. Mas a verdade é que a educação é privilégio de poucos nos quatro cantos do Brasil. E, sem providências, a tendência é de estagnação dos índices de alfabetização.
A paralisia é flagrante. A região Sudeste apresenta o menor percentual de analfabetos, com 3,47%, seguida pelo Sul, com 3,63%. No Centro-Oeste, o percentual era de 5,4%. Em comparação com 2017, nenhuma delas apresentou variação maior do que 0,5 ponto percentual.
De acordo com as metas fixadas no Plano Nacional de Educação, o analfabetismo deverá ser varrido do mapa do Brasil até 2024. A meta parece ambiciosa, mas com o mínimo de vontade política seria perfeitamente exequível. Infelizmente, as prioridades do governo de turno são outras, muito diferentes. Até agora, ocupado em uma espécie de caça às bruxas nas universidades federais, o presidente Bolsonaro não moveu uma palha neste sentido. Para todos os efeitos, o PNE não passa de papel vencido.

Mais de onze milhões de brasilei- ros não sabem ler, nem escre ver. No nordeste, 13,9% da população com idade superior aos 15 anos é de analfabetos. A situação é dramática, a ponto de comprometer o futuro do País inteiro. No entanto, para o presidente Bolsonaro, o grande problema das escolas mantidas pelo poder público é a suposta doutrinação ideológica em sala de aula. Sem projeto para a educação, o governo federal colabora com a perpetuação de desigualdades de todas as ordens.
Nas regiões norte e nordeste do Brasil, como sempre, os dados relacionados aos indicadores sociais e econômicos deixam muito a desejar. Mas a verdade é que a educação é privilégio de poucos nos quatro cantos do Brasil. E, sem providências, a tendência é de estagnação dos índices de alfabetização.
A paralisia é flagrante. A região Sudeste apresenta o menor percentual de analfabetos, com 3,47%, seguida pelo Sul, com 3,63%. No Centro-Oeste, o percentual era de 5,4%. Em comparação com 2017, nenhuma delas apresentou variação maior do que 0,5 ponto percentual.
De acordo com as metas fixadas no Plano Nacional de Educação, o analfabetismo deverá ser varrido do mapa do Brasil até 2024. A meta parece ambiciosa, mas com o mínimo de vontade política seria perfeitamente exequível. Infelizmente, as prioridades do governo de turno são outras, muito diferentes. Até agora, ocupado em uma espécie de caça às bruxas nas universidades federais, o presidente Bolsonaro não moveu uma palha neste sentido. Para todos os efeitos, o PNE não passa de papel vencido.