O local e o nacional no Forró Caju 2019

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Publicada em 21/06/2019 às 22:50:00

 

* José Paulino da Silva
Com a divulgação da pífia programação do Forró Caju 2019, está evidenciado que precisamos, com certa urgência, discutir a importância do ciclo junino e sua relação com as questões econômica, socioculturais e política, com a sociedade como um todo, e sobretudo com os gestores políticos. Este ciclo festivo, para nós nordestinos, é especial. Não pode nem deve ser reduzido a realizações de mega-shows. Junho é um período que contém fortes elementos, embora por vezes adormecidos, no imaginário do povo, hoje confinado nos grandes e médios centros urbanos. As comidas típicas, a musicalidade, as danças, as fogueiras, o novenário aos santos (Antônio, João Pedro e Paulo), as ornamentações das ruas com suas bandeirolas, tudo compõe um conjunto de beleza e de alegria que alimenta a identidade do nordestino, além de ser uma autêntica expressão de nossa cultura popular. O que fazer para dar maior visibilidade a esta riqueza cultural? Eis um desafio que em primeiro lugar, compete ao município e ao estado como indutores de ações e definidores de políticas públicas que  se voltem para a preservação destes valores culturais. Por exemplo, a manutenção do Fórum de Forró tem sido uma importante ação do poder municipal neste sentido.
O prefeito Edvaldo Nogueira foi claro ao dizer que: "se não fosse o apoio do deputado federal Fabio Mitidieri, este ano não realizaríamos o Forró Caju. Porque a Prefeitura não possui verba". Disse ainda que "o Governo Federal será responsável por custear os artistas nacionais enquanto a Prefeitura, os artistas locais". O povo tem um ditado "que gato escaldado tem medo de água fria". O ano passado, antes do mês de junho, também um deputado federal balançou os bolsos cheio de dinheiro e disse para o prefeito: pode fazer a festa que eu banco! E como se sabe deu xabu. Queira Deus que este ano não aconteça a mesma coisa. 
Na fala do Prefeito ficou evidenciado que para a atual gestão, a celebração do ciclo junino em nossa capital, não tem a relevância que deveria ter. É de se perguntar por que o prefeito deixou que a celebração de uma festa tão importante como é o ciclo junino fique à mercê do apoio de um deputado federal? E mais, seja reduzida a apenas quatro noites de mega-show? Por que não planejou com antecedência uma programação educativa, artístico-cultural e criativa que devolvesse ao povo a alegria de festejar este mês tão rico de manifestações da cultura popular nordestina? Há muitas possibilidades de devolver ao povo alegria de celebrar este mês com criatividade e prazer. Outros parceiros podem ser estimulados. Incentivar as escolas públicas para que as crianças e jovens através de ações culturais, participem de iniciativas voltadas para a valorização deste ciclo.
O prefeito consolou os artistas que irão se apresentar nas quatro noites assegurando que "o Governo Federal será responsável por custear os artistas nacionais enquanto a Prefeitura os artistas locais". Embora não se fale em quantitativos, o contribuinte tem direito de ser esclarecido quanto será a verba federal e quanto será a local. Como também seria oportuno que as relações de contratações e valores fossem transparentes. Quais foram os critérios adotados para classificar os artistas entre nacional e local? Por exemplo, Mestrinho está enquadrado na categoria de local ou nacional? E Amorosa com sua excelente performance seria enquadrada como artista nacional  ou local? Sabemos que o dinheiro não vem carimbado com os carimbos  de "nacional" ou "local". Entre os artistas nacionais da programação, confesso que fiquei muito curioso para conhecer a performance forrozistica de Luan Estilizado, Jonas Esticado, Avine Vinny, Marcia Felipe e Samira Show.
O prefeito Edvaldo Nogueira perdeu uma excelente oportunidade de apresentar ao povo de Aracaju uma programação junina com artistas exclusivamente locais que são muitos e bons.
* José Paulino da Silva, Professor Emérito da UFS.
Programação Forró Caju:
 
PALCO LUIZ GONZAGA
23 de junho (Domingo)
Danielzinho O Kaceteiro
João da Passarada
Cintura Fina
Gil Mendes
24 de junho (Segunda-feira)
Amorosa
Mestrinho
Cavaleiros do Forró
Samyra Show
ARRAIAL DA CLEMILDA 
23 de junho (Domingo)
Grupo Samba de Coco da Barra
Quadrilha Pioneiros da Roça
Trio Ave Rara
24 de junho (Segunda-feira)
Quadrilha Xodó da Vila
Grupo Pisa Pólvora de Estância
Nanã Trio

* José Paulino da Silva

Com a divulgação da pífia programação do Forró Caju 2019, está evidenciado que precisamos, com certa urgência, discutir a importância do ciclo junino e sua relação com as questões econômica, socioculturais e política, com a sociedade como um todo, e sobretudo com os gestores políticos. Este ciclo festivo, para nós nordestinos, é especial. Não pode nem deve ser reduzido a realizações de mega-shows. Junho é um período que contém fortes elementos, embora por vezes adormecidos, no imaginário do povo, hoje confinado nos grandes e médios centros urbanos. As comidas típicas, a musicalidade, as danças, as fogueiras, o novenário aos santos (Antônio, João Pedro e Paulo), as ornamentações das ruas com suas bandeirolas, tudo compõe um conjunto de beleza e de alegria que alimenta a identidade do nordestino, além de ser uma autêntica expressão de nossa cultura popular. O que fazer para dar maior visibilidade a esta riqueza cultural? Eis um desafio que em primeiro lugar, compete ao município e ao estado como indutores de ações e definidores de políticas públicas que  se voltem para a preservação destes valores culturais. Por exemplo, a manutenção do Fórum de Forró tem sido uma importante ação do poder municipal neste sentido.
O prefeito Edvaldo Nogueira foi claro ao dizer que: "se não fosse o apoio do deputado federal Fabio Mitidieri, este ano não realizaríamos o Forró Caju. Porque a Prefeitura não possui verba". Disse ainda que "o Governo Federal será responsável por custear os artistas nacionais enquanto a Prefeitura, os artistas locais". O povo tem um ditado "que gato escaldado tem medo de água fria". O ano passado, antes do mês de junho, também um deputado federal balançou os bolsos cheio de dinheiro e disse para o prefeito: pode fazer a festa que eu banco! E como se sabe deu xabu. Queira Deus que este ano não aconteça a mesma coisa. 
Na fala do Prefeito ficou evidenciado que para a atual gestão, a celebração do ciclo junino em nossa capital, não tem a relevância que deveria ter. É de se perguntar por que o prefeito deixou que a celebração de uma festa tão importante como é o ciclo junino fique à mercê do apoio de um deputado federal? E mais, seja reduzida a apenas quatro noites de mega-show? Por que não planejou com antecedência uma programação educativa, artístico-cultural e criativa que devolvesse ao povo a alegria de festejar este mês tão rico de manifestações da cultura popular nordestina? Há muitas possibilidades de devolver ao povo alegria de celebrar este mês com criatividade e prazer. Outros parceiros podem ser estimulados. Incentivar as escolas públicas para que as crianças e jovens através de ações culturais, participem de iniciativas voltadas para a valorização deste ciclo.
O prefeito consolou os artistas que irão se apresentar nas quatro noites assegurando que "o Governo Federal será responsável por custear os artistas nacionais enquanto a Prefeitura os artistas locais". Embora não se fale em quantitativos, o contribuinte tem direito de ser esclarecido quanto será a verba federal e quanto será a local. Como também seria oportuno que as relações de contratações e valores fossem transparentes. Quais foram os critérios adotados para classificar os artistas entre nacional e local? Por exemplo, Mestrinho está enquadrado na categoria de local ou nacional? E Amorosa com sua excelente performance seria enquadrada como artista nacional  ou local? Sabemos que o dinheiro não vem carimbado com os carimbos  de "nacional" ou "local". Entre os artistas nacionais da programação, confesso que fiquei muito curioso para conhecer a performance forrozistica de Luan Estilizado, Jonas Esticado, Avine Vinny, Marcia Felipe e Samira Show.
O prefeito Edvaldo Nogueira perdeu uma excelente oportunidade de apresentar ao povo de Aracaju uma programação junina com artistas exclusivamente locais que são muitos e bons.

* José Paulino da Silva, Professor Emérito da UFS.


Programação Forró Caju:
 PALCO LUIZ GONZAGA23 de junho (Domingo)

Danielzinho O Kaceteiro
João da Passarada
Cintura Fina
Gil Mendes

24 de junho (Segunda-feira)
Amorosa
Mestrinho
Cavaleiros do Forró
Samyra Show

ARRAIAL DA CLEMILDA 23 de junho (Domingo)
Grupo Samba de Coco da Barra
Quadrilha Pioneiros da Roça
Trio Ave Rara

24 de junho (Segunda-feira)
Quadrilha Xodó da Vila
Grupo Pisa Pólvora de Estância
Nanã Trio