A barbárie dos fogos

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Publicada em 26/06/2019 às 06:43:00

 

Não foi por falta de aviso. Infeliz
mente, muitos fizeram ouvidos 
de mercador. De acordo com os registros do Hospital de Urgência de Sergipe, a explosão dos fogos de artifício ainda encanta muita gente. Entre os aficionados pelo estouro breve, tão comum nos festejos de junho, não falta gente disposta a sustentar tamanha paixão até as últimas consequências.
Dedos e até mãos inteiras foram perdidas em um piscar de olhos. Somente no Huse, 56 deram entrada com queimaduras, ao longo dos últimos dias. Entre estas, 70% sofreu amputação.
Todo ano é assim. A direção do Huse promove uma verdadeira operação de guerra para receber as vítimas. Agora mesmo, foi reservada uma sala exclusiva para assistência imediata às vítimas de queimaduras. O espaço serviu de apoio à Unidade de Tratamento de Queimados e funcionará até o final do mês (30 de junho). Além disso, uma equipe multidisciplinar formada por cirurgiões plásticos, enfermeiros e técnicos de enfermagem estiveram de plantão 24 horas para atender à demanda. A estrutura reformada da UTQ, entregue no início do mês, contribui para a assistência desses pacientes.
A segurança dos forrozeiros também é atribuição do poder público, a quem cabe a fiscalização das estradas, o policiamento das festas, e a regulação sobre a venda de artefatos explosivos. A obrigação de zelar por si mesmo e pelos seus, no entanto, cabe a cada um, individualmente. No trânsito, em eventos populares, nas reuniões de família, a festa não precisa ser interrompida no susto.

Não foi por falta de aviso. Infeliz mente, muitos fizeram ouvidos  de mercador. De acordo com os registros do Hospital de Urgência de Sergipe, a explosão dos fogos de artifício ainda encanta muita gente. Entre os aficionados pelo estouro breve, tão comum nos festejos de junho, não falta gente disposta a sustentar tamanha paixão até as últimas consequências.
Dedos e até mãos inteiras foram perdidas em um piscar de olhos. Somente no Huse, 56 deram entrada com queimaduras, ao longo dos últimos dias. Entre estas, 70% sofreu amputação.
Todo ano é assim. A direção do Huse promove uma verdadeira operação de guerra para receber as vítimas. Agora mesmo, foi reservada uma sala exclusiva para assistência imediata às vítimas de queimaduras. O espaço serviu de apoio à Unidade de Tratamento de Queimados e funcionará até o final do mês (30 de junho). Além disso, uma equipe multidisciplinar formada por cirurgiões plásticos, enfermeiros e técnicos de enfermagem estiveram de plantão 24 horas para atender à demanda. A estrutura reformada da UTQ, entregue no início do mês, contribui para a assistência desses pacientes.
A segurança dos forrozeiros também é atribuição do poder público, a quem cabe a fiscalização das estradas, o policiamento das festas, e a regulação sobre a venda de artefatos explosivos. A obrigação de zelar por si mesmo e pelos seus, no entanto, cabe a cada um, individualmente. No trânsito, em eventos populares, nas reuniões de família, a festa não precisa ser interrompida no susto.