A devoção ao Coração de Jesus

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Publicada em 26/06/2019 às 22:49:00

 

* Dom Edvaldo Gonçalves Amaral, SDB
A Igreja Católica celebra amanhã, 28/06, a 
solenidade do 'Sagrado Coração de Jesus'. 
A devoção ao Coração de Jesus é do domínio da História e da Teologia. É fato histórico e verdade teológica. Antes de Santa Margarida Maria Alacoque (22/07/1647-17/10/1690) e São João Eudes (1601-1680), houve quem tivesse e propagasse a devoção ao Coração de Jesus: São Bernardo, Santa Gertrudes, Santa Mectildes. O próprio Santo Agostinho (†430) tem belíssima reflexão sobre a transfixação do Coração de Jesus pela lança do centurião romano.
Porém, o culto que se tornou público ao Coração de Jesus e que foi admitido oficialmente pela Igreja tem sua origem nas revelações de Santa Margarida Maria Alacoque, no fim do século 17.
Motivo deste culto, diz o Pe. Garrigou-Lagrange, é a excelência da caridade de Cristo e a excelência de seu coração físico, orgânico, o qual é digno de adoração porque é coração da Pessoa Divina que é o Verbo feito carne e porque é símbolo de seu amor. Não se pode separar o coração da pessoa de Jesus. O objeto da nossa devoção é a mesma Pessoa Divina que se manifesta no amor e no seu símbolo que é o coração.
Objeto próprio desta devoção - diz o Pe. Bainvel - é o coração de carne, emblema do infinito amor de Jesus. Portanto, nem o coração só, nem só o amor de Jesus. Mas o coração como símbolo e expressão do infinito amor de Jesus por nós. Mostrando a Santa Margarida Maria o seu peito aberto, disse Jesus: "Eis o coração que tanto tem amado os homens e que não se poupou até a morte em demonstrar-lhe todo seu imenso amor".
Aí estão os dois elementos que constituem a devoção ao Coração de Jesus como é praticada hoje na Igreja:
- o elemento sensível: o coração de Jesus;
- o elemento espiritual: o infinito amor de Jesus por nós, do qual é símbolo e expressão o coração.
Os dois elementos - o coração amante e o amor do coração -, são essenciais nesta devoção como a alma e o corpo são essenciais ao homem e constituem um só homem.
A devoção ao Coração de Jesus é a devoção ao amor de Jesus por nós; o amor com que nos amou como homem e o amor com que nos ama como Deus.
Por isso, essa devoção se compraz em estudar e meditar esse amor liberal e generoso em todos os seus benefícios, detendo-se, especialmente, em duas de suas maiores manifestações depois de sua Encarnação, depois de se fazer homem como nós. São elas: a Paixão e a Eucaristia. Comenta o Pe. Croiset: "Objeto particular da devoção ao Coração de Jesus é o amor imenso do Filho de Deus por nós, que o fez entregar-se à morte pela nossa salvação e dar-se como alimento para nossa alma no SS. Sacramento do Altar".
Consequência para nossa vida cristã: é ser todo de Jesus para sentir o que Ele sente, para amar o que Ele ama, apropriar-se de seus sentimentos de amor, oferecer a Deus uma vida de reparação e de amor.
Mas a grande lição do Coração de Jesus nós encontramos nos dois textos bíblicos da liturgia da festa do Sagrado Coração de Jesus:
- 1 Jo 4,16: "Deus é amor: quem permanece no amor permanece em Deus, e Deus permanece nele".
- Mt 11,29: "Aprendei de mim, que sou manso e humilde de coração, e encontrareis descanso". 
* Dom Edvaldo Gonçalves Amaral, SDB é Arcebispo Emérito de Maceió (foi Bispo Auxiliar de Aracaju - 1975 a 1980)
dedvaldo@salesianorecife.com.br 

* Dom Edvaldo Gonçalves Amaral, SDB

A Igreja Católica celebra amanhã, 28/06, a  solenidade do 'Sagrado Coração de Jesus'.  A devoção ao Coração de Jesus é do domínio da História e da Teologia. É fato histórico e verdade teológica. Antes de Santa Margarida Maria Alacoque (22/07/1647-17/10/1690) e São João Eudes (1601-1680), houve quem tivesse e propagasse a devoção ao Coração de Jesus: São Bernardo, Santa Gertrudes, Santa Mectildes. O próprio Santo Agostinho (†430) tem belíssima reflexão sobre a transfixação do Coração de Jesus pela lança do centurião romano.
Porém, o culto que se tornou público ao Coração de Jesus e que foi admitido oficialmente pela Igreja tem sua origem nas revelações de Santa Margarida Maria Alacoque, no fim do século 17.
Motivo deste culto, diz o Pe. Garrigou-Lagrange, é a excelência da caridade de Cristo e a excelência de seu coração físico, orgânico, o qual é digno de adoração porque é coração da Pessoa Divina que é o Verbo feito carne e porque é símbolo de seu amor. Não se pode separar o coração da pessoa de Jesus. O objeto da nossa devoção é a mesma Pessoa Divina que se manifesta no amor e no seu símbolo que é o coração.
Objeto próprio desta devoção - diz o Pe. Bainvel - é o coração de carne, emblema do infinito amor de Jesus. Portanto, nem o coração só, nem só o amor de Jesus. Mas o coração como símbolo e expressão do infinito amor de Jesus por nós. Mostrando a Santa Margarida Maria o seu peito aberto, disse Jesus: "Eis o coração que tanto tem amado os homens e que não se poupou até a morte em demonstrar-lhe todo seu imenso amor".
Aí estão os dois elementos que constituem a devoção ao Coração de Jesus como é praticada hoje na Igreja:
- o elemento sensível: o coração de Jesus;
- o elemento espiritual: o infinito amor de Jesus por nós, do qual é símbolo e expressão o coração.
Os dois elementos - o coração amante e o amor do coração -, são essenciais nesta devoção como a alma e o corpo são essenciais ao homem e constituem um só homem.
A devoção ao Coração de Jesus é a devoção ao amor de Jesus por nós; o amor com que nos amou como homem e o amor com que nos ama como Deus.
Por isso, essa devoção se compraz em estudar e meditar esse amor liberal e generoso em todos os seus benefícios, detendo-se, especialmente, em duas de suas maiores manifestações depois de sua Encarnação, depois de se fazer homem como nós. São elas: a Paixão e a Eucaristia. Comenta o Pe. Croiset: "Objeto particular da devoção ao Coração de Jesus é o amor imenso do Filho de Deus por nós, que o fez entregar-se à morte pela nossa salvação e dar-se como alimento para nossa alma no SS. Sacramento do Altar".
Consequência para nossa vida cristã: é ser todo de Jesus para sentir o que Ele sente, para amar o que Ele ama, apropriar-se de seus sentimentos de amor, oferecer a Deus uma vida de reparação e de amor.
Mas a grande lição do Coração de Jesus nós encontramos nos dois textos bíblicos da liturgia da festa do Sagrado Coração de Jesus:
- 1 Jo 4,16: "Deus é amor: quem permanece no amor permanece em Deus, e Deus permanece nele".
- Mt 11,29: "Aprendei de mim, que sou manso e humilde de coração, e encontrareis descanso". 

* Dom Edvaldo Gonçalves Amaral, SDB é Arcebispo Emérito de Maceió (foi Bispo Auxiliar de Aracaju - 1975 a 1980)dedvaldo@salesianorecife.com.br