De Stonewall à libertação gay

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Publicada em 28/06/2019 às 21:30:00

 

O Dia Internacional do Orgulho Gay, ou Dia Internacional do Orgulho LGBTI - dos Gays, Lésbicas, Bissexuais, Transexuais e Pessoas Intersexo, é comemorado no dia 28 de junho. 
Nesta data, há 50 anos, iniciou-se a Rebelião de Stonewall, uma série de manifestações violentas e espontâneas de membros da comunidade gay contra uma invasão da polícia de Nova York que aconteceu na madrugada daquele dia no bar Stonewall Inn, localizado em Manhattan.
Esses motins são considerados como o evento que desencadeou o movimento moderno de libertação gay e da luta pelos direitos LGBTI.
Pela primeira vez, um grupo de jovens homossexuais, lésbicas, drag queens e transexuais decidiu não tolerar mais o abuso policial e encurralou um grupo de agentes durante uma operação no bar gay do Greenwich Village.
Eles não tinham consciência da dimensão histórica do evento, que mudaria a vida de milhões de pessoas no mundo.
No fim dos anos 60, a homossexualidade era considerada uma doença, o sexo homossexual era ilegal nos Estados Unidos, os gays viviam de modo secreto e podiam perder o emprego ou suas casas se fossem descobertos.
Nenhuma lei protegia a comunidade. Muitas vezes eram atacados nas ruas ou detidos pela polícia por conduta indecente.
O bar Stonewall Inn era administrado pela máfia e vendia bebida alcoólica sem autorização, mas o lugar era um refúgio em meio à opressão.
Diante do bar, Martin Boyce, hoje com 71 anos, disse à Agence France-Presse: "Era um lugar incrível. Neste bar você podia ser você mesmo, apesar de ser administrado pela máfia, apesar de ser um lixo, nós estávamos felizes em ter qualquer coisa". Para ele, "Stonewall é um verbo, uma palavra de ação, e sempre será".
O Stonewall Inn foi declarado monumento histórico nacional pelo ex-presidente Barack Obama em 2016.
Os movimentos pelos direitos dos negros, das mulheres, dos latinos, a revolução sexual e os protestos dos estudantes em 1968 e contra a guerra do Vietnã contribuíram para criar o ambiente propício à mudança.
A Rebelião de Stonewall inspirou a Parada do Orgulho Gay, ou Parada do Orgulho LGBT, realizada em diversas cidades do mundo quase sempre no mês de junho. 
No Brasil, o evento de São Paulo, que acontece desde 1997, foi reconhecido pelo Guinness World Records, em 2006, como a maior Parada do Orgulho LGBT do mundo, superando a de Nova York.
Neste ano, a 23ª Parada LGBT de São Paulo aconteceu no último domingo, 23, e reuniu mais de três milhões de pessoas na Avenida Paulista.
Com 19 trios elétricos nas ruas, o evento teve cerca de sete horas de duração e contou como principal atração a Spice Girls Mel C, reconhecida defensora da causa.
Personalidades políticas e ativistas como o prefeito Bruno Covas, a senadora Marta Suplicy e o deputado federal David Miranda, subiram nos trios para falar sobre resistência e respeito à diversidade.
Houve manifestações de protesto contra o governo do presidente Jair Bolsonaro, considerado homofóbico.
A Parada de Luta LGBTI de Porto Alegre começou nesta sexta-feira, 28, e terá três dias de atividades, com shows, palestras e festas. 
Em Aracaju, a Parada LGBT acontece no próximo dia 25 de agosto, na Orla da Atalaia. Compareça!

Marcos Cardoso

O Dia Internacional do Orgulho Gay, ou Dia Internacional do Orgulho LGBTI - dos Gays, Lésbicas, Bissexuais, Transexuais e Pessoas Intersexo, é comemorado no dia 28 de junho. 
Nesta data, há 50 anos, iniciou-se a Rebelião de Stonewall, uma série de manifestações violentas e espontâneas de membros da comunidade gay contra uma invasão da polícia de Nova York que aconteceu na madrugada daquele dia no bar Stonewall Inn, localizado em Manhattan.
Esses motins são considerados como o evento que desencadeou o movimento moderno de libertação gay e da luta pelos direitos LGBTI.
Pela primeira vez, um grupo de jovens homossexuais, lésbicas, drag queens e transexuais decidiu não tolerar mais o abuso policial e encurralou um grupo de agentes durante uma operação no bar gay do Greenwich Village.
Eles não tinham consciência da dimensão histórica do evento, que mudaria a vida de milhões de pessoas no mundo.
No fim dos anos 60, a homossexualidade era considerada uma doença, o sexo homossexual era ilegal nos Estados Unidos, os gays viviam de modo secreto e podiam perder o emprego ou suas casas se fossem descobertos.
Nenhuma lei protegia a comunidade. Muitas vezes eram atacados nas ruas ou detidos pela polícia por conduta indecente.
O bar Stonewall Inn era administrado pela máfia e vendia bebida alcoólica sem autorização, mas o lugar era um refúgio em meio à opressão.
Diante do bar, Martin Boyce, hoje com 71 anos, disse à Agence France-Presse: "Era um lugar incrível. Neste bar você podia ser você mesmo, apesar de ser administrado pela máfia, apesar de ser um lixo, nós estávamos felizes em ter qualquer coisa". Para ele, "Stonewall é um verbo, uma palavra de ação, e sempre será".
O Stonewall Inn foi declarado monumento histórico nacional pelo ex-presidente Barack Obama em 2016.
Os movimentos pelos direitos dos negros, das mulheres, dos latinos, a revolução sexual e os protestos dos estudantes em 1968 e contra a guerra do Vietnã contribuíram para criar o ambiente propício à mudança.
A Rebelião de Stonewall inspirou a Parada do Orgulho Gay, ou Parada do Orgulho LGBT, realizada em diversas cidades do mundo quase sempre no mês de junho. 
No Brasil, o evento de São Paulo, que acontece desde 1997, foi reconhecido pelo Guinness World Records, em 2006, como a maior Parada do Orgulho LGBT do mundo, superando a de Nova York.
Neste ano, a 23ª Parada LGBT de São Paulo aconteceu no último domingo, 23, e reuniu mais de três milhões de pessoas na Avenida Paulista.
Com 19 trios elétricos nas ruas, o evento teve cerca de sete horas de duração e contou como principal atração a Spice Girls Mel C, reconhecida defensora da causa.
Personalidades políticas e ativistas como o prefeito Bruno Covas, a senadora Marta Suplicy e o deputado federal David Miranda, subiram nos trios para falar sobre resistência e respeito à diversidade.Houve manifestações de protesto contra o governo do presidente Jair Bolsonaro, considerado homofóbico.
A Parada de Luta LGBTI de Porto Alegre começou nesta sexta-feira, 28, e terá três dias de atividades, com shows, palestras e festas. 
Em Aracaju, a Parada LGBT acontece no próximo dia 25 de agosto, na Orla da Atalaia. Compareça!