Crime impune

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Publicada em 28/06/2019 às 21:36:00

 

A conclusão do inquérito aberto 
para apurar o homicídio de um 
designer de interiores, derivado de uma abordagem policial estapafúrdia, desaconselha a confiança na Polícia Civil de Sergipe. De acordo com a Secretaria de Segurança Pública, o policial acusado pelos disparos matou sem querer, mera fatalidade.
O crime ocorreu no início de maio, no Bugio, não por acaso periferia de Aracaju. Sexta-feira, quase dois meses depois, o delegado à frente das investigações tentou convencer a imprensa de que tudo não passou de um acidente. A tese não cola.
Em entrevista coletiva, o delegado da Corregedoria da Polícia Civil, Júlio Flávio, falou muito, mas esclareceu quase nada. 
"Decidimos indiciar um dos policiais pelo homicídio culposo da vítima Clautenis José dos Santos. Houve uma abordagem policial e em nenhum momento os policiais envolvidos quiseram esse resultado, mas por uma série de circunstâncias e variáveis, chegou-se a esse resultado trágico que foi a morte de Clautenis". 
Não existem dados discriminando o número de cidadãos abatidos por policiais no exercício do ofício em Sergipe. Mas ninguém duvida que abusos sejam cometidos todos os dias. No caso aqui em tela, por exemplo, a SSP reluta em responsabilizar os policiais civis que efetuaram os disparos. A impunidade é regra.
Infeliz do cidadão que for abordado pela polícia sergipana, independente de culpa no cartório. A letalidade policial, eufemismo adotado pelas autoridades para tentar abafar os casos de abusos resguardados pelo distintivo, deveria ser tomado como uma medida do despreparo policial no diálogo com a população. E, no entanto, os dados muitas vezes não chegam nem mesmo a ser reconhecidos e computados.

A conclusão do inquérito aberto  para apurar o homicídio de um  designer de interiores, derivado de uma abordagem policial estapafúrdia, desaconselha a confiança na Polícia Civil de Sergipe. De acordo com a Secretaria de Segurança Pública, o policial acusado pelos disparos matou sem querer, mera fatalidade.
O crime ocorreu no início de maio, no Bugio, não por acaso periferia de Aracaju. Sexta-feira, quase dois meses depois, o delegado à frente das investigações tentou convencer a imprensa de que tudo não passou de um acidente. A tese não cola.
Em entrevista coletiva, o delegado da Corregedoria da Polícia Civil, Júlio Flávio, falou muito, mas esclareceu quase nada. 
"Decidimos indiciar um dos policiais pelo homicídio culposo da vítima Clautenis José dos Santos. Houve uma abordagem policial e em nenhum momento os policiais envolvidos quiseram esse resultado, mas por uma série de circunstâncias e variáveis, chegou-se a esse resultado trágico que foi a morte de Clautenis". 
Não existem dados discriminando o número de cidadãos abatidos por policiais no exercício do ofício em Sergipe. Mas ninguém duvida que abusos sejam cometidos todos os dias. No caso aqui em tela, por exemplo, a SSP reluta em responsabilizar os policiais civis que efetuaram os disparos. A impunidade é regra.
Infeliz do cidadão que for abordado pela polícia sergipana, independente de culpa no cartório. A letalidade policial, eufemismo adotado pelas autoridades para tentar abafar os casos de abusos resguardados pelo distintivo, deveria ser tomado como uma medida do despreparo policial no diálogo com a população. E, no entanto, os dados muitas vezes não chegam nem mesmo a ser reconhecidos e computados.