Ecologia é assunto sério

Compartilhar:
Imprimir Aumentar Texto Diminuir Texto

Clique nas imagens para ampliar

Publicada em 01/07/2019 às 22:47:00

 

Sem um providencial passo atrás, 
as bravatas de natureza ideológi-
ca proferidas pelo presidente Bolsonaro podem custar muito caro para o Brasil. O acordo histórico firmado entre o Mercosul e a União Europeia, em Genebra, durante o encontro de lideranças mundiais promovido pelo G 20, é a maior prova. Sem respeito aos pactos internacionais ligados ao clima e o meio ambiente, o combinado tende a virar letra morta.
Na banda civilizada do mundo, ecologia é assunto sério. O acordo entre Mercosul e UE, por exemplo, impõe regras claras ao Brasil: se um produto vier de zonas recentemente desmatadas, simplesmente poderá não entrar no mercado europeu com privilégios e reduções de tarifas.
Desmatamento desenfreado, exploração ilegal de madeira e a pesca predatória preocupam os europeus. Para abrir as portas e os portos do velho mundo para os produtos do agronegócio brasileiro, os Países da EU querem a garantia de que as ameaças na ponta da língua de autoridades do lado de cá do Atlântico, a começar pelo próprio presidente e o ministro do Meio Ambiente Ricardo Salles, não vão ultrapassar a retórica inflamada.
Os europeus estão cobertos de razão ao condicionar o acordo comercial à preservação das florestas nativas. As tragédias ambientais são recorrentes no Brasil. Os órgãos fiscalizadores sofreram com o esvaziamento progressivo, anos a fio. Na falta de qualquer vigilância mais consistente, o extrativismo predatório ganhou terreno. A tutela internacional chega, portanto, em boa hora, antes que seja tarde demais para o planeta inteiro.

Sem um providencial passo atrás,  as bravatas de natureza ideológi- ca proferidas pelo presidente Bolsonaro podem custar muito caro para o Brasil. O acordo histórico firmado entre o Mercosul e a União Europeia, em Genebra, durante o encontro de lideranças mundiais promovido pelo G 20, é a maior prova. Sem respeito aos pactos internacionais ligados ao clima e o meio ambiente, o combinado tende a virar letra morta.
Na banda civilizada do mundo, ecologia é assunto sério. O acordo entre Mercosul e UE, por exemplo, impõe regras claras ao Brasil: se um produto vier de zonas recentemente desmatadas, simplesmente poderá não entrar no mercado europeu com privilégios e reduções de tarifas.
Desmatamento desenfreado, exploração ilegal de madeira e a pesca predatória preocupam os europeus. Para abrir as portas e os portos do velho mundo para os produtos do agronegócio brasileiro, os Países da EU querem a garantia de que as ameaças na ponta da língua de autoridades do lado de cá do Atlântico, a começar pelo próprio presidente e o ministro do Meio Ambiente Ricardo Salles, não vão ultrapassar a retórica inflamada.
Os europeus estão cobertos de razão ao condicionar o acordo comercial à preservação das florestas nativas. As tragédias ambientais são recorrentes no Brasil. Os órgãos fiscalizadores sofreram com o esvaziamento progressivo, anos a fio. Na falta de qualquer vigilância mais consistente, o extrativismo predatório ganhou terreno. A tutela internacional chega, portanto, em boa hora, antes que seja tarde demais para o planeta inteiro.