Privatismo

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Publicada em 02/07/2019 às 22:28:00

 

É promessa de campanha. Ao fim 
do governo, Bolsonaro terá priva-
tizado boa parte do patrimônio nacional. As primeiras investidas neste sentido tiveram como alvo a Infraero. Mas o maior objetivo da sanha privatista alardeada pelo presidente sempre foi acabar com a Petrobras.
A Petrobras pretende vender oito de suas 13 refinarias em até 24 meses, segundo o presidente da petrolífera, Roberto Castello Branco. Já foram anunciados os processos de venda de quatro refinarias, e as demais devem ter o detalhamento apresentado até o início de agosto. As vendas para o mercado privado devem reduzir a capacidade de refino da empresa em 50%, sob o pretexto de romper o monopólio da estatal.
Bolsonaro não é o primeiro presidente a atuar em desfavor dos brasileiros. Neste particular, entre Temer e o seu sucessor, a única diferença é o palavrório. Um era capaz de argumentar em favor de suas pretensões questionáveis com um português impecável. Bolsonaro, ao contrário, prefere se pronunciar em poucos caracteres, curto e grosso, através do Twitter, e foge da imprensa como o diabo da cruz.
Bolsonaro jamais usou de meias palavras para acusar o suposto desserviço das empresas estatais. Segundo ele, até a sua eleição, as empresas administradas pelo governo brasileiro estiveram completamente aparelhadas, serviram de refúgio para vagabundos. Entre as bravatas proferidas durante a campanha e a realidade constatada no exercício do cargo, no entanto, a realidade se impõe. A Infraero, por exemplo, possui 9,5 mil funcionários. Não é razoável supor que tantos profissionais estivessem empregados na empresa pra ficar de braços cruzados. No caso da Petrobras, as pretensões do presidente podem significar o desmonte da maior estatal do País, a troco de quase nada.

É promessa de campanha. Ao fim  do governo, Bolsonaro terá priva- tizado boa parte do patrimônio nacional. As primeiras investidas neste sentido tiveram como alvo a Infraero. Mas o maior objetivo da sanha privatista alardeada pelo presidente sempre foi acabar com a Petrobras.
A Petrobras pretende vender oito de suas 13 refinarias em até 24 meses, segundo o presidente da petrolífera, Roberto Castello Branco. Já foram anunciados os processos de venda de quatro refinarias, e as demais devem ter o detalhamento apresentado até o início de agosto. As vendas para o mercado privado devem reduzir a capacidade de refino da empresa em 50%, sob o pretexto de romper o monopólio da estatal.
Bolsonaro não é o primeiro presidente a atuar em desfavor dos brasileiros. Neste particular, entre Temer e o seu sucessor, a única diferença é o palavrório. Um era capaz de argumentar em favor de suas pretensões questionáveis com um português impecável. Bolsonaro, ao contrário, prefere se pronunciar em poucos caracteres, curto e grosso, através do Twitter, e foge da imprensa como o diabo da cruz.
Bolsonaro jamais usou de meias palavras para acusar o suposto desserviço das empresas estatais. Segundo ele, até a sua eleição, as empresas administradas pelo governo brasileiro estiveram completamente aparelhadas, serviram de refúgio para vagabundos. Entre as bravatas proferidas durante a campanha e a realidade constatada no exercício do cargo, no entanto, a realidade se impõe. A Infraero, por exemplo, possui 9,5 mil funcionários. Não é razoável supor que tantos profissionais estivessem empregados na empresa pra ficar de braços cruzados. No caso da Petrobras, as pretensões do presidente podem significar o desmonte da maior estatal do País, a troco de quase nada.