Curva perigosa

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Publicada em 03/07/2019 às 22:37:00

 

O trânsito em Sergipe ainda é mo-
tivo de justa preocupação, um 
risco para todos os cidadãos - condutores de veículos e pedestres. Em períodos de festa, como o mês de junho, quando feriados prolongados derivam em fluxo intenso nas estradas e rodovias, o perigo de todos os dias cobra atenção especial. Todo cuidado é pouco.
 
Dados do Sistema de Atendimento Móvel de Urgência levantados pela Secretaria de Estado da Saúde demonstram o perigo à espreita dos forrozeiros que pegaram o caminho da roça no São João. Em junho, foram registrados 4790 atendimentos, 10% acima da média de casos mensais. O SAMU prestou assistência, diretamente, em mais de 30 municípios, com 230 profissionais envolvidos, Unidades de Suporte Básico e Avançado, além das equipes de apoio.
Os números, em si, não comunicam nenhuma novidade. As mortes derivadas de acidentes de trânsito no Brasil cresceram na mesma proporção da frota de veículos, ao longo dos últimos anos, com a velocidade de uma epidemia. Desolador, em tal contexto, é a aparente incapacidade do poder público ao lidar com o problema. A iniciativa da secretaria de saúde, por exemplo, de divulgar um relatório confiável sobre os episódios locais, é muito oportuna. Resta saber se os números auferidos vão resultar em ações efetivas.
As mortes no trânsito configuram uma questão de saúde pública, como os números supracitados e diversos estudos sugerem. Assim, o poder público local deveria atuar no sentido de evitar o pior, por meio de campanhas educativas e punição rigorosa dos motoristas irresponsáveis. De outro modo, o resultado da omissão é computada nos custos estratosféricos do SUS, em número de mortos e feridos.

O trânsito em Sergipe ainda é mo- tivo de justa preocupação, um  risco para todos os cidadãos - condutores de veículos e pedestres. Em períodos de festa, como o mês de junho, quando feriados prolongados derivam em fluxo intenso nas estradas e rodovias, o perigo de todos os dias cobra atenção especial. Todo cuidado é pouco. Dados do Sistema de Atendimento Móvel de Urgência levantados pela Secretaria de Estado da Saúde demonstram o perigo à espreita dos forrozeiros que pegaram o caminho da roça no São João. Em junho, foram registrados 4790 atendimentos, 10% acima da média de casos mensais. O SAMU prestou assistência, diretamente, em mais de 30 municípios, com 230 profissionais envolvidos, Unidades de Suporte Básico e Avançado, além das equipes de apoio.
Os números, em si, não comunicam nenhuma novidade. As mortes derivadas de acidentes de trânsito no Brasil cresceram na mesma proporção da frota de veículos, ao longo dos últimos anos, com a velocidade de uma epidemia. Desolador, em tal contexto, é a aparente incapacidade do poder público ao lidar com o problema. A iniciativa da secretaria de saúde, por exemplo, de divulgar um relatório confiável sobre os episódios locais, é muito oportuna. Resta saber se os números auferidos vão resultar em ações efetivas.
As mortes no trânsito configuram uma questão de saúde pública, como os números supracitados e diversos estudos sugerem. Assim, o poder público local deveria atuar no sentido de evitar o pior, por meio de campanhas educativas e punição rigorosa dos motoristas irresponsáveis. De outro modo, o resultado da omissão é computada nos custos estratosféricos do SUS, em número de mortos e feridos.