À procura de João Oliva

Geral


  • Sergipe perdeu um homem honrado!

 

Rian Santos
riansantos@jornaldodiase.com.br
Ontem, eu passei o 
dia inteiro à cata- 
das crônicas assinadas por João Oliva. Fui à livraria Escariz, à Saraiva, por pouco não arrisco a Biblioteca reformada. Não encontrei nem uma palavra. 
A ironia é notável. Decano do jornalismo sergipano, João Oliva era também membro da Academia Sergipana de Letras - um dado incômodo, para resumir tudo em poucas palavras. 
O amigo Luiz Eduardo Costa, imortal de meu apreço, já acusou a má vontade desta página com o colegiado de escritores encarquilhado. Segundo ele, a entidade atua de modo incisivo em favor da inculta e bela, publica coletâneas de poetas inéditos, forma leitores nas lonjuras do estado. Fosse assim, no entanto, a prosa fina de João Oliva, e aqui sou obrigado a me fiar na impressão de terceiros, não seria artigo tão raro.
Livros, João Oliva os escreveu. 'Mural de impressões' (2013), o mais recente, publicado às custas do Instituto Banese, captura o ambiente de então, pinta o retrato de personalidades locais, além de conjugar literatura e memória. 'Sobre tudo a imprensa' (2004), o trocadilho sugere, é leitura recomendável para estudantes e profissionais do ramo. Infelizmente, eu sou testemunha, ninguém os encontra, os títulos são negados a eventuais interessados.
Antes do escritor, viveu o homem. E João Oliva foi tão querido quanto admirado. Segundo Antonio Samarone, por exemplo, o legado aqui em questão extrapola a excelência dos escritos. Ele lembra que João soube fazer amigos, servir a sociedade e criar os filhos. Em suas palavras, João soube envelhecer, constituindo "um exemplo de que é possível ser grande sem fortuna e sem poder. Grande na cultura, na decência e na honra". Samarone conclui, peremptório: Sergipe perdeu um homem honrado!
Um bocado de gente fez como Samarone e correu para as redes sociais com o fim de chorar a perda, despedaçados de saudades. Eu tive de ficar na minha. Não tive o privilégio da convivência, nem sucesso na caça ao tesouro preservado na indiferença das páginas.

Ontem, eu passei o  dia inteiro à cata-  das crônicas assinadas por João Oliva. Fui à livraria Escariz, à Saraiva, por pouco não arrisco a Biblioteca reformada. Não encontrei nem uma palavra. 
A ironia é notável. Decano do jornalismo sergipano, João Oliva era também membro da Academia Sergipana de Letras - um dado incômodo, para resumir tudo em poucas palavras. 
O amigo Luiz Eduardo Costa, imortal de meu apreço, já acusou a má vontade desta página com o colegiado de escritores encarquilhado. Segundo ele, a entidade atua de modo incisivo em favor da inculta e bela, publica coletâneas de poetas inéditos, forma leitores nas lonjuras do estado. Fosse assim, no entanto, a prosa fina de João Oliva, e aqui sou obrigado a me fiar na impressão de terceiros, não seria artigo tão raro.
Livros, João Oliva os escreveu. 'Mural de impressões' (2013), o mais recente, publicado às custas do Instituto Banese, captura o ambiente de então, pinta o retrato de personalidades locais, além de conjugar literatura e memória. 'Sobre tudo a imprensa' (2004), o trocadilho sugere, é leitura recomendável para estudantes e profissionais do ramo. Infelizmente, eu sou testemunha, ninguém os encontra, os títulos são negados a eventuais interessados.
Antes do escritor, viveu o homem. E João Oliva foi tão querido quanto admirado. Segundo Antonio Samarone, por exemplo, o legado aqui em questão extrapola a excelência dos escritos. Ele lembra que João soube fazer amigos, servir a sociedade e criar os filhos. Em suas palavras, João soube envelhecer, constituindo "um exemplo de que é possível ser grande sem fortuna e sem poder. Grande na cultura, na decência e na honra". Samarone conclui, peremptório: Sergipe perdeu um homem honrado!
Um bocado de gente fez como Samarone e correu para as redes sociais com o fim de chorar a perda, despedaçados de saudades. Eu tive de ficar na minha. Não tive o privilégio da convivência, nem sucesso na caça ao tesouro preservado na indiferença das páginas.

 


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