MP e partido cobram explicações de Soneca

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Publicada em 03/07/2019 às 23:06:00

 

Gabriel Damásio
O Ministério Público 
Estadual entrou na 
polêmica que envolve a ida do vereador Alexsandro da Conceição, o 'Palhaço Soneca' (Cidadania), para a Festa do Mastro de Capela, no último domingo. Ontem, o órgão confirmou que a 7ª Promotoria de Justiça do Patrimônio Público instaurou uma chamada 'notícia de fato' para apurar a conduta do parlamentar, que apesar de se encontrar em licença médica de 90 dias, foi flagrado nas redes sociais participando do evento, caracterizado por um cortejo de rua seguido a um banho de lama nos foliões. 
A Promotoria informou que o procedimento visa colher e apurar informações sobre o ocorrido e verificar a existência de elementos para instauração de Inquérito Civil. Extraoficialmente, a informação é de que o MPE quer identificar se houve ou não alguma conduta de improbidade administrativa. Em caso positivo, pode ser aberta uma ação judicial que pode resultar em punições como pagamento de multa e até a cassação do mandato. 
Um despacho assinado pelo promotor substituto José Rony Almeida, ex-procurador-geral de Justiça, foi encaminhado à Câmara Municipal de Aracaju (CMA), dando um prazo de 10 dias úteis para que ela encaminhe o procedimento administrativo que culminou com o afastamento do vereador, além de apresentar manifestação por escrito sobre os fatos. O mesmo foi determinado ao 'Palhaço Soneca', que deverá apresentar prova material do que for alegado na justificativa.
Repúdio - A mesma cobrança foi feita, e de forma mais incisiva, pelo Cidadania. Na noite de anteontem, o partido publicou uma dura nota com críticas ao vereador licenciado, que foi convocado para participar de uma reunião de bancada com a executiva municipal de Aracaju, a qual também discutir a orientação de bancada. Segundo o comunicado, Soneca não compareceu. O partido diz textualmente que "manifesta seu repúdio às atitudes do vereador" e promete tomar as providências devidas ao caso em suas instâncias internas. "O Cidadania tomará o caminho da nova e boa política, e as práticas da política tradicional que relativizam a moral e a ética não serão toleradas", encerra o comunicado. 
Mais tarde, após a divulgação da nota, o ex-vereador Emerson Ferreira, que preside a executiva municipal, confirmou que manteve contato com assessores de Soneca e deve agendar uma nova reunião até o próximo domingo, quando o vereador deve apresentar suas explicações sobre seu pedido de licença. Os mesmos pedidos de esclarecimentos já foram feitos pela Comissão de Ética da própria CMA, que já começou a analisar o caso.
A aparição de Soneca na Festa do Mastro, ao lado do presidente da CMA, Nitinho Vitale (PSD), causou indignação e questionamentos nas redes sociais, que cobraram o vereador por aparecer curtindo uma festa estando afastado por licença médica. Ele deixou o cargo em abril, quando fez uma cirurgia de emergência para a retirada de uma hérnia estrangulada, e foi substituído desde então pelo suplente do partido, o advogado Armando Batalha Júnior. Além da licença remunerada de 90 dias para tratamento de saúde, com salário mensal de R$ 18,9 mil, Soneca tem ainda outros 30 dias de licença não-remunerada por questões pessoais. 
A assessoria de Palhaço Soneca informou que não foi notificada a tempo sobre a primeira reunião do partido Cidadania, mas ele irá apresentar seus esclarecimentos à executiva  municipal. Sobre o pedido do Ministério Público, o vereador licenciado disse que irá aguardar a notificação do órgão. Em uma primeira nota, Soneca afirmou que está com a "consciência tranquila", que não cometeu nenhuma irregularidade e que seu único erro no episódio foi "desobedecer a uma ordem médica". 

Gabriel Damásio

O Ministério Público  Estadual entrou na  polêmica que envolve a ida do vereador Alexsandro da Conceição, o 'Palhaço Soneca' (Cidadania), para a Festa do Mastro de Capela, no último domingo. Ontem, o órgão confirmou que a 7ª Promotoria de Justiça do Patrimônio Público instaurou uma chamada 'notícia de fato' para apurar a conduta do parlamentar, que apesar de se encontrar em licença médica de 90 dias, foi flagrado nas redes sociais participando do evento, caracterizado por um cortejo de rua seguido a um banho de lama nos foliões. 
A Promotoria informou que o procedimento visa colher e apurar informações sobre o ocorrido e verificar a existência de elementos para instauração de Inquérito Civil. Extraoficialmente, a informação é de que o MPE quer identificar se houve ou não alguma conduta de improbidade administrativa. Em caso positivo, pode ser aberta uma ação judicial que pode resultar em punições como pagamento de multa e até a cassação do mandato. 
Um despacho assinado pelo promotor substituto José Rony Almeida, ex-procurador-geral de Justiça, foi encaminhado à Câmara Municipal de Aracaju (CMA), dando um prazo de 10 dias úteis para que ela encaminhe o procedimento administrativo que culminou com o afastamento do vereador, além de apresentar manifestação por escrito sobre os fatos. O mesmo foi determinado ao 'Palhaço Soneca', que deverá apresentar prova material do que for alegado na justificativa.

Repúdio - A mesma cobrança foi feita, e de forma mais incisiva, pelo Cidadania. Na noite de anteontem, o partido publicou uma dura nota com críticas ao vereador licenciado, que foi convocado para participar de uma reunião de bancada com a executiva municipal de Aracaju, a qual também discutir a orientação de bancada. Segundo o comunicado, Soneca não compareceu. O partido diz textualmente que "manifesta seu repúdio às atitudes do vereador" e promete tomar as providências devidas ao caso em suas instâncias internas. "O Cidadania tomará o caminho da nova e boa política, e as práticas da política tradicional que relativizam a moral e a ética não serão toleradas", encerra o comunicado. 
Mais tarde, após a divulgação da nota, o ex-vereador Emerson Ferreira, que preside a executiva municipal, confirmou que manteve contato com assessores de Soneca e deve agendar uma nova reunião até o próximo domingo, quando o vereador deve apresentar suas explicações sobre seu pedido de licença. Os mesmos pedidos de esclarecimentos já foram feitos pela Comissão de Ética da própria CMA, que já começou a analisar o caso.
A aparição de Soneca na Festa do Mastro, ao lado do presidente da CMA, Nitinho Vitale (PSD), causou indignação e questionamentos nas redes sociais, que cobraram o vereador por aparecer curtindo uma festa estando afastado por licença médica. Ele deixou o cargo em abril, quando fez uma cirurgia de emergência para a retirada de uma hérnia estrangulada, e foi substituído desde então pelo suplente do partido, o advogado Armando Batalha Júnior. Além da licença remunerada de 90 dias para tratamento de saúde, com salário mensal de R$ 18,9 mil, Soneca tem ainda outros 30 dias de licença não-remunerada por questões pessoais. 
A assessoria de Palhaço Soneca informou que não foi notificada a tempo sobre a primeira reunião do partido Cidadania, mas ele irá apresentar seus esclarecimentos à executiva  municipal. Sobre o pedido do Ministério Público, o vereador licenciado disse que irá aguardar a notificação do órgão. Em uma primeira nota, Soneca afirmou que está com a "consciência tranquila", que não cometeu nenhuma irregularidade e que seu único erro no episódio foi "desobedecer a uma ordem médica".