Saúde decide cortar alimentação de acompanhantes nos hospitais do Estado

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Publicada em 03/07/2019 às 23:16:00

 

Milton Alves Júnior
Sobram críticas para o 
Governo do Estado 
de Sergipe após a Secretaria de Estado da Saúde (SES) ter oficializado na manhã de ontem que a partir da próxima segunda-feira (8), todos os acompanhantes de pacientes, bem como um grupo de funcionários, deixarão de se alimentar nas demais unidades de saúde. Essa determinação atinge, inclusive, as maternidades, hospitais regionais e o Hospital de Urgência de Sergipe (Huse), maior hospital público o qual recebe diariamente centenas de usuários do Sistema Único de Saúde (SUS). A exceção fica por conta apenas de acompanhantes de idosos, menores de 18 anos ou de portadores de algum tipo de necessidade especial terão a alimentação disponibilizada.
De acordo com o estanciano Humberto dos Santos, o comunicado tem gerado pânico entre funcionários e acompanhantes dos pacientes os quais dizem não possuir condições financeiras de se alimentar diariamente sem o apoio do Governo do Estado. O crítico reivindica que o Ministério Público do Estado (MPE) comece a analisar os cortes, e o governador Belivaldo Chagas reveja a medida oficializado pela SES. "Às vezes o Estado toma decisões com base apenas em informações dos gestores públicos, sem consultar a população beneficiada, e isso acaba resultando em problemas incalculáveis para as pessoas. Acompanhantes que não têm condições financeiras para comer todos os dias, e agora podem até ficar com fome", avaliou.
Explicações - A Secretaria de Estado da Saúde informou que as mudanças foram adotadas com base na legislação trabalhista e nas regras do Governo Federal, através do Ministério da Saúde. O superintendente do Hospital de Urgência de Sergipe (Huse), Darcy Tavares, garantiu que não haverá suspensão do serviço, mas sim, restrição devido a quantidade hoje desordenada de pessoas com acesso ao refeitório. A proposta da superintendência é controlar mais rigorosamente esse fornecimento de alimentação a fim de cortar manobras muitas vezes realizadas por acompanhantes e até funcionários terceirizados.
 "Ninguém vai tirar a comida daqueles que legalmente tem direito garantido. A situação não é bem essa que estamos nos deparando desde que publicamos as mudanças. Ocorre que praticamente todo mundo que está no Huse se alimenta lá. Para se ter coma ideia básica da situação atual, tem gente que chega no horário de almoço para ter acesso à refeição, entendemos a questão social, mas é preciso que haja uma regulação, uma organização, e é isso que será feito a partir de agora", avisou. O anúncio realizado com mais de 78 horas de antecedência ocorreu, segundo o próprio Darcy Tavares, com a perspectiva de evitar 'surpresas' sobretudo por parte dos acompanhantes.

Milton Alves Júnior

Sobram críticas para o  Governo do Estado  de Sergipe após a Secretaria de Estado da Saúde (SES) ter oficializado na manhã de ontem que a partir da próxima segunda-feira (8), todos os acompanhantes de pacientes, bem como um grupo de funcionários, deixarão de se alimentar nas demais unidades de saúde. Essa determinação atinge, inclusive, as maternidades, hospitais regionais e o Hospital de Urgência de Sergipe (Huse), maior hospital público o qual recebe diariamente centenas de usuários do Sistema Único de Saúde (SUS). A exceção fica por conta apenas de acompanhantes de idosos, menores de 18 anos ou de portadores de algum tipo de necessidade especial terão a alimentação disponibilizada.
De acordo com o estanciano Humberto dos Santos, o comunicado tem gerado pânico entre funcionários e acompanhantes dos pacientes os quais dizem não possuir condições financeiras de se alimentar diariamente sem o apoio do Governo do Estado. O crítico reivindica que o Ministério Público do Estado (MPE) comece a analisar os cortes, e o governador Belivaldo Chagas reveja a medida oficializado pela SES. "Às vezes o Estado toma decisões com base apenas em informações dos gestores públicos, sem consultar a população beneficiada, e isso acaba resultando em problemas incalculáveis para as pessoas. Acompanhantes que não têm condições financeiras para comer todos os dias, e agora podem até ficar com fome", avaliou.

Explicações - A Secretaria de Estado da Saúde informou que as mudanças foram adotadas com base na legislação trabalhista e nas regras do Governo Federal, através do Ministério da Saúde. O superintendente do Hospital de Urgência de Sergipe (Huse), Darcy Tavares, garantiu que não haverá suspensão do serviço, mas sim, restrição devido a quantidade hoje desordenada de pessoas com acesso ao refeitório. A proposta da superintendência é controlar mais rigorosamente esse fornecimento de alimentação a fim de cortar manobras muitas vezes realizadas por acompanhantes e até funcionários terceirizados.
 "Ninguém vai tirar a comida daqueles que legalmente tem direito garantido. A situação não é bem essa que estamos nos deparando desde que publicamos as mudanças. Ocorre que praticamente todo mundo que está no Huse se alimenta lá. Para se ter coma ideia básica da situação atual, tem gente que chega no horário de almoço para ter acesso à refeição, entendemos a questão social, mas é preciso que haja uma regulação, uma organização, e é isso que será feito a partir de agora", avisou. O anúncio realizado com mais de 78 horas de antecedência ocorreu, segundo o próprio Darcy Tavares, com a perspectiva de evitar 'surpresas' sobretudo por parte dos acompanhantes.