Desigualdade avança

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Publicada em 05/07/2019 às 00:35:00

 

Desigualdade de renda, saúde e 
educação são os principais im
pedimentos à justiça social no Brasil. Com o tema fora de pauta, expulso da agenda adotada pela presidência da República, a tendência é de aprofundamento da disparidade já escandalosa entre pobres e ricos.
De acordo com a Organização Internacional do Trabalho, o Brasil registrou uma nova alta na desigualdade de renda. Em 2015, a parcela dos 50% mais pobres ficou com 18,3% de toda a renda dos trabalhadores. Em 2016, essa taxa caiu para 18,13% e, em 2017, chegou a 17,9%. Em sentido inverso, a camada de 10% mais rica dos trabalhadores ficou com 41,3% da renda em 2017. Em 2016, essa taxa era de 40,9 %.
Os dados da OIT confirmam a evolução observada desde o ano passado, quando o Índice de Desenvolvimento Humano situou o Brasil como um lugar onde a vida é difícil, de imobilidade econômica, mais atrasado do que Chile, Argentina, Uruguai e até a devastada Venezuela.
O índice divulgado pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento atribui status de evidência estatística a um fato público e notório, reiterado por episódios recentes. As manobras realizadas para empurrar o aumento dos ministros do Supremo Tribunal Federal pela goela do contribuinte, por exemplo, ajudam a entender a imensa disparidade entre salário mínimo e o teto (muitas vezes ultrapassado) do funcionalismo público. Para os privilegiados das esferas mais altas da República, agraciados com super salários, não há crise. Importa aprofundar o fosso que os separa dos pés rapados na base da pirâmide social.

Desigualdade de renda, saúde e  educação são os principais im pedimentos à justiça social no Brasil. Com o tema fora de pauta, expulso da agenda adotada pela presidência da República, a tendência é de aprofundamento da disparidade já escandalosa entre pobres e ricos.
De acordo com a Organização Internacional do Trabalho, o Brasil registrou uma nova alta na desigualdade de renda. Em 2015, a parcela dos 50% mais pobres ficou com 18,3% de toda a renda dos trabalhadores. Em 2016, essa taxa caiu para 18,13% e, em 2017, chegou a 17,9%. Em sentido inverso, a camada de 10% mais rica dos trabalhadores ficou com 41,3% da renda em 2017. Em 2016, essa taxa era de 40,9 %.
Os dados da OIT confirmam a evolução observada desde o ano passado, quando o Índice de Desenvolvimento Humano situou o Brasil como um lugar onde a vida é difícil, de imobilidade econômica, mais atrasado do que Chile, Argentina, Uruguai e até a devastada Venezuela.
O índice divulgado pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento atribui status de evidência estatística a um fato público e notório, reiterado por episódios recentes. As manobras realizadas para empurrar o aumento dos ministros do Supremo Tribunal Federal pela goela do contribuinte, por exemplo, ajudam a entender a imensa disparidade entre salário mínimo e o teto (muitas vezes ultrapassado) do funcionalismo público. Para os privilegiados das esferas mais altas da República, agraciados com super salários, não há crise. Importa aprofundar o fosso que os separa dos pés rapados na base da pirâmide social.