PF cumpre mandados para coibir invasão de terrenos da união

Cidades

 

Agentes da Polícia Federal cumpriram na manhã de ontem oito mandados de busca e apreensão e um mandado de prisão preventiva contra um grupo criminoso que, segundo as investigações federais, utiliza uma associação para fomentar a invasão e a venda de terrenos públicos pertencentes à União localizado no município sergipano de Pirambu, região litorânea. A operação denominada Nova Canaã teve início ainda no final da madrugada e foi realizada após permissão expedida pela 1ª Vara da Justiça Federal da Seção Judiciária do Estado de Sergipe. Durante as abordagens não houve registro de resistência por parte dos réus.
Finalizado essa etapa do processo, a expectativa no momento é que todos os investigados responderão pelos crimes de associação criminosa, invasão de terras públicas, venda de lotes em loteamento não registrado, ameaças, estelionato e extorsão. Ao final da operação a Polícia Federal detalhou o esquema. A investigação indica que o grupo exigia que as pessoas interessadas em participar dos programas habitacionais se filiassem à associação, mediante o pagamento de uma taxa, e de mensalidades retroativas aos últimos três anos. Além disso, cobravam valores entre R$ 3.000,00 a R$ 10.000,00, a título de contrapartida pelos imóveis.
Muitos candidatos a beneficiário deste programa, hipnotizado com a possibilidade conquistar uma casa própria, não questionavam as possíveis exigências contratuais, e, mesmo diante do deslize, efetuavam os pagamentos. O que também chama a atenção da justiça é que denúncias anônimas alegam que os criminosos exigiam que todos os possíveis futuros proprietários dos imóveis assinassem documentos declarando que nunca haviam repassado valores para os representantes da associação. Na maioria das ocasiões esses terrenos litorâneos eram vendidos clandestinamente para pessoas que não se enquadram nos requisitos dos programas habitacionais.
Expulsão - Sob a ameaça de expulsão, além de realizar pagamentos mensais, todos os 'proprietários' desses imóveis eram obrigados a participar de atos políticos. Essa mesma associação era apontada como responsável direta por intermediar o acesso à moradia popular entre o Poder Público e a população carente. (Milton Alves Júnior)

Agentes da Polícia Federal cumpriram na manhã de ontem oito mandados de busca e apreensão e um mandado de prisão preventiva contra um grupo criminoso que, segundo as investigações federais, utiliza uma associação para fomentar a invasão e a venda de terrenos públicos pertencentes à União localizado no município sergipano de Pirambu, região litorânea. A operação denominada Nova Canaã teve início ainda no final da madrugada e foi realizada após permissão expedida pela 1ª Vara da Justiça Federal da Seção Judiciária do Estado de Sergipe. Durante as abordagens não houve registro de resistência por parte dos réus.
Finalizado essa etapa do processo, a expectativa no momento é que todos os investigados responderão pelos crimes de associação criminosa, invasão de terras públicas, venda de lotes em loteamento não registrado, ameaças, estelionato e extorsão. Ao final da operação a Polícia Federal detalhou o esquema. A investigação indica que o grupo exigia que as pessoas interessadas em participar dos programas habitacionais se filiassem à associação, mediante o pagamento de uma taxa, e de mensalidades retroativas aos últimos três anos. Além disso, cobravam valores entre R$ 3.000,00 a R$ 10.000,00, a título de contrapartida pelos imóveis.
Muitos candidatos a beneficiário deste programa, hipnotizado com a possibilidade conquistar uma casa própria, não questionavam as possíveis exigências contratuais, e, mesmo diante do deslize, efetuavam os pagamentos. O que também chama a atenção da justiça é que denúncias anônimas alegam que os criminosos exigiam que todos os possíveis futuros proprietários dos imóveis assinassem documentos declarando que nunca haviam repassado valores para os representantes da associação. Na maioria das ocasiões esses terrenos litorâneos eram vendidos clandestinamente para pessoas que não se enquadram nos requisitos dos programas habitacionais.

Expulsão - Sob a ameaça de expulsão, além de realizar pagamentos mensais, todos os 'proprietários' desses imóveis eram obrigados a participar de atos políticos. Essa mesma associação era apontada como responsável direta por intermediar o acesso à moradia popular entre o Poder Público e a população carente. (Milton Alves Júnior)

 


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