Sadi Gitz se mata na presença de Belivaldo e de ministro

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  • Carro do IML ao chegar ao hotel para resgatar corpo de Sadi Gitz

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Gabriel Damásio
O simpósio que discu
tiria as oportunida
des da produção de gás natural em Sergipe foi marcado por uma tragédia. O empresário Sadi Paulo Castiel Gitz, 70 anos, dono da Cerâmica Escurial e ex-presidente da Associação Comercial e Empresarial de Sergipe (Acese), cometeu suicídio às 9h20 de ontem, em pleno salão de eventos do Radisson Hotel, na Orla de Atalaia. O fato aconteceu na presença de cerca de 500 pessoas, entre políticos, autoridades, empresários, jornalistas, o ministro de Minas e Energia, almirante Bento Albuquerque, e o governador Belivaldo Chagas, que tinha acabado fazer o discurso de abertura do evento, promovido pelo governo do estado para discutir as oportunidades previstas com o aumento da produção de gás natural em Sergipe. 
Sadi assistia o discurso sentado na segunda fileira da plateia e, segundo relatos de testemunhas, tinha um semblante nervoso e parecia irritado, principalmente com questões relacionadas ao preço do gás natural fornecido às indústrias locais. Enquanto o governador cumprimentava os outros componentes da mesa e o cerimonialista anunciava o discurso do ministro Bento, o empresário se levantou e se dirigiu a ele em voz alta: "Belivaldo, você é um grande mentiroso!". Em seguida, ele pegou um revólver calibre 38, que estava no bolso do terno, atirou contra a própria cabeça e morreu na hora. 
A cena foi registrada por alguns perfis das redes sociais que transmitiam o evento. Elas mostram que, a princípio, boa parte do público ficou estática, sem entender o que tinha acontecido. Depois de alguns segundos, criou-se um princípio de pânico entre os participantes do evento e a segurança do hotel agiu, esvaziando e isolando o auditório. O ministro foi escoltado por seguranças e integrantes da Marinha até outra sala e em seguida deixou o hotel, sem falar com os jornalistas. O evento foi imediatamente cancelado. O governador também saiu rápido do hotel, mas lamentou a morte do empresário e disse que o evento discutiria exatamente as questões relacionadas ao preço do gás natural - tema que seria abordado pelo ministro. 
"Quero prestar a minha solidariedade à família do Sadi. Era um empresário que prestou serviços a Sergipe e estava passando por um momento de dificuldades em sua empresa e estava travando uma luta por conta disso que estamos buscando hoje, que é um preço menor para o preço do gás. A empresa dele estava se tornando inviável, por causa justamente do preço do gás, que vinha prejudicando outras empresas. Lamentavelmente, não imaginávamos que um fato dessa magnitude aconteceria em um evento rão importante para o Brasil", lamentou Belivaldo. 
Entre os que estavam no hotel, o clima era de choque e incredulidade. "Foi tão chocante que o próprio fato aconteceu e ninguém teve reação. Ninguém conseguiu ter nem perna pra sair de perto. Só quando as pessoas começaram a se dar conta da gravidade da coisa é que todo mundo começou a se afastar. Quando eu ouvi o 'papoco', eu pensei que era uma espécie de brinquedo ou de fogos pra homenagear o discurso do governador, mas infelizmente não era", disse o empresário José Ribeiro, que estava sentado a poucos metros de Gitz. "A gente ainda está meio atordoada pela situação. Tudo foi muito rápido", acrescentou a jornalista Magna Santana, uma das que cobriam a visita do ministro.
Arma legal - O salão onde aconteceu o evento foi isolado pela segurança e liberado apenas para as equipes das polícias Militar e Civil, da Criminalística e do Instituto Médico-Legal (IML). Uma equipe de local de crime do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), que abriu inquérito policial para apurar o caso, apreendeu o revólver usado por Sadi, encaminhando-o para a perícia, e intimou algumas testemunhas para prestar depoimento. 
A delegada Thereza Simony, diretora do DHPP, confirmou que o empresário era o dono da arma. "Ele tinha a posse e o registro da arma, isso já foi identificado. Ele portava esse documento. Era um revólver calibre 38 que já foi apreendido e encaminhado à perícia", disse a delegada, que explicou a necessidade legal de investigação do fato. "O nosso papel de polícia é esclarecer as circunstâncias. A questão do suicídio ficou bem clara e apenas vamos fazer o procedimento e encaminhar para a Justiça", citou. 
Familiares do empresário estiveram no hotel e ficaram bastante abalados com a notícia. Eles foram encaminhados à Delegacia Especial de Turismo (Detur), na Orla de Atalaia, para prestarem um boletim de ocorrência exigido para a liberação do corpo no Instituto Médico-Legal (IML). O corpo de Gitz foi retirado ao final da tarde de ontem e deve ser velado hoje, durante todo o dia, no cemitério Colina da Saudade, no Santa Lúcia (zona oeste). Amanhã, ele será cremado em Alagoinhas (BA) e as cinzas serão entregues à família. 

Gabriel Damásio

O simpósio que discu tiria as oportunida des da produção de gás natural em Sergipe foi marcado por uma tragédia. O empresário Sadi Paulo Castiel Gitz, 70 anos, dono da Cerâmica Escurial e ex-presidente da Associação Comercial e Empresarial de Sergipe (Acese), cometeu suicídio às 9h20 de ontem, em pleno salão de eventos do Radisson Hotel, na Orla de Atalaia. O fato aconteceu na presença de cerca de 500 pessoas, entre políticos, autoridades, empresários, jornalistas, o ministro de Minas e Energia, almirante Bento Albuquerque, e o governador Belivaldo Chagas, que tinha acabado fazer o discurso de abertura do evento, promovido pelo governo do estado para discutir as oportunidades previstas com o aumento da produção de gás natural em Sergipe. 
Sadi assistia o discurso sentado na segunda fileira da plateia e, segundo relatos de testemunhas, tinha um semblante nervoso e parecia irritado, principalmente com questões relacionadas ao preço do gás natural fornecido às indústrias locais. Enquanto o governador cumprimentava os outros componentes da mesa e o cerimonialista anunciava o discurso do ministro Bento, o empresário se levantou e se dirigiu a ele em voz alta: "Belivaldo, você é um grande mentiroso!". Em seguida, ele pegou um revólver calibre 38, que estava no bolso do terno, atirou contra a própria cabeça e morreu na hora. 
A cena foi registrada por alguns perfis das redes sociais que transmitiam o evento. Elas mostram que, a princípio, boa parte do público ficou estática, sem entender o que tinha acontecido. Depois de alguns segundos, criou-se um princípio de pânico entre os participantes do evento e a segurança do hotel agiu, esvaziando e isolando o auditório. O ministro foi escoltado por seguranças e integrantes da Marinha até outra sala e em seguida deixou o hotel, sem falar com os jornalistas. O evento foi imediatamente cancelado. O governador também saiu rápido do hotel, mas lamentou a morte do empresário e disse que o evento discutiria exatamente as questões relacionadas ao preço do gás natural - tema que seria abordado pelo ministro. 
"Quero prestar a minha solidariedade à família do Sadi. Era um empresário que prestou serviços a Sergipe e estava passando por um momento de dificuldades em sua empresa e estava travando uma luta por conta disso que estamos buscando hoje, que é um preço menor para o preço do gás. A empresa dele estava se tornando inviável, por causa justamente do preço do gás, que vinha prejudicando outras empresas. Lamentavelmente, não imaginávamos que um fato dessa magnitude aconteceria em um evento rão importante para o Brasil", lamentou Belivaldo. 
Entre os que estavam no hotel, o clima era de choque e incredulidade. "Foi tão chocante que o próprio fato aconteceu e ninguém teve reação. Ninguém conseguiu ter nem perna pra sair de perto. Só quando as pessoas começaram a se dar conta da gravidade da coisa é que todo mundo começou a se afastar. Quando eu ouvi o 'papoco', eu pensei que era uma espécie de brinquedo ou de fogos pra homenagear o discurso do governador, mas infelizmente não era", disse o empresário José Ribeiro, que estava sentado a poucos metros de Gitz. "A gente ainda está meio atordoada pela situação. Tudo foi muito rápido", acrescentou a jornalista Magna Santana, uma das que cobriam a visita do ministro.

Arma legal - O salão onde aconteceu o evento foi isolado pela segurança e liberado apenas para as equipes das polícias Militar e Civil, da Criminalística e do Instituto Médico-Legal (IML). Uma equipe de local de crime do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), que abriu inquérito policial para apurar o caso, apreendeu o revólver usado por Sadi, encaminhando-o para a perícia, e intimou algumas testemunhas para prestar depoimento. 
A delegada Thereza Simony, diretora do DHPP, confirmou que o empresário era o dono da arma. "Ele tinha a posse e o registro da arma, isso já foi identificado. Ele portava esse documento. Era um revólver calibre 38 que já foi apreendido e encaminhado à perícia", disse a delegada, que explicou a necessidade legal de investigação do fato. "O nosso papel de polícia é esclarecer as circunstâncias. A questão do suicídio ficou bem clara e apenas vamos fazer o procedimento e encaminhar para a Justiça", citou. 
Familiares do empresário estiveram no hotel e ficaram bastante abalados com a notícia. Eles foram encaminhados à Delegacia Especial de Turismo (Detur), na Orla de Atalaia, para prestarem um boletim de ocorrência exigido para a liberação do corpo no Instituto Médico-Legal (IML). O corpo de Gitz foi retirado ao final da tarde de ontem e deve ser velado hoje, durante todo o dia, no cemitério Colina da Saudade, no Santa Lúcia (zona oeste). Amanhã, ele será cremado em Alagoinhas (BA) e as cinzas serão entregues à família. 

 


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