Caso Anthony: um dos réus pega a pena mínima

Cidades

 

Em um segundo julgamento realizado nesta quinta-feira, e encerrado na madrugada de ontem, o Tribunal do Júri da Comarca de Nossa Senhora do Socorro (Grande Aracaju) levou ao banco dos réus os dois acusados pela morte do dançarino Anthony Marques Santos Rocha, que desapareceu em março de 2018 no conjunto João Alves, em Socorro, e foi encontrado morto nove dias depois no povoado Lavandeira, em Laranjeiras (Vale do Cotinguiba). 
Um dos réus, o comerciante Alisson Pereira Santos, o 'Toca', dono de uma loja onde Anthony fez recargas de telefones celular, foi condenado a 11 anos e cinco meses de prisão por homicídio privilegiado, quando o autor do crime responde a alguma provocação ou age sob forte emoção. Ele ainda foi absolvido dos crimes de ocultação de cadáver e lesão corporal. O funcionário da loja de Alisson, José Carlos dos Santos Júnior, o 'Júnior Bocão', que chegou a ser preso por envolvimento na morte de Anthony, foi absolvido de todas as acusações, por falta de provas. 
Alisson admitiu sua participação no crime, mas o atribuiu a um desentendimento com o dançarino. A causa foi uma dívida de R$ 800 em recargas de telefone celular, que foram compradas por Anthony para ganhar um suposto prêmio de R$ 25 mil. As compras, na verdade, foi um golpe praticado por estelionatários que ligaram para vítima e esta não teve como pagar a compra. A polícia afirma que o comerciante se irritou com a situação, agrediu Anthony junto com o funcionário e o colocou-o no porta-malas de um carro. A vítima acabou morta no povoado Lavandeira, com vários tiros na cabeça. 
"No tocante à culpabilidade do imputado, esta se deu de forma exacerbada, além do que já compõe o tipo penal, haja vista que o acusado amarrou as mãos da vítima, e a colocou dentro do porta-malas com uma bolsa plástica na cabeça, levando-a para local ermo, fato que denota uma maior reprovabilidade da ação praticada. (...) observo que o acusado demonstrou extrema frieza e excesso de agressividade", escreveu o juiz Anderson Clei Santos, da 2ª Vara Criminal de Socorro, que presidiu o julgamento. 
Apesar da condenação, a pena foi considerada mínima e pode render uma rápida ida de 'Toca' ao regime semiaberto. Por causa dos atenuantes como a confissão espontânea e o tempo de prisão preventiva, o réu deve ficar um ano e oito meses de regime fechado, mas já está detido há um ano e três meses em prisão preventiva e tem ainda quatro meses de remissão de pena. Por isso, o réu pode deixar o presídio daqui a 30 dias. 
A família do dançarino protestou contra o resultado do julgamento e avalia que ele foi injusto com o sofrimento causado à vítima. "A Justiça do Brasil é falha. Eles fizeram o que fizeram com o meu filho e meu filho é quem saiu como criminoso. Destruíram a imagem do meu filho. Foi uma palhaçada", critica a mãe de Anthony, Josevalda Santos, em declaração registrada pelo site Infonet. O advogado de Alisson, Vagrerrógeris Oliveira, apresentou apelação da sentença. Já o Ministério Público também poderá recorrer. (Gabriel Damásio)

Em um segundo julgamento realizado nesta quinta-feira, e encerrado na madrugada de ontem, o Tribunal do Júri da Comarca de Nossa Senhora do Socorro (Grande Aracaju) levou ao banco dos réus os dois acusados pela morte do dançarino Anthony Marques Santos Rocha, que desapareceu em março de 2018 no conjunto João Alves, em Socorro, e foi encontrado morto nove dias depois no povoado Lavandeira, em Laranjeiras (Vale do Cotinguiba). 
Um dos réus, o comerciante Alisson Pereira Santos, o 'Toca', dono de uma loja onde Anthony fez recargas de telefones celular, foi condenado a 11 anos e cinco meses de prisão por homicídio privilegiado, quando o autor do crime responde a alguma provocação ou age sob forte emoção. Ele ainda foi absolvido dos crimes de ocultação de cadáver e lesão corporal. O funcionário da loja de Alisson, José Carlos dos Santos Júnior, o 'Júnior Bocão', que chegou a ser preso por envolvimento na morte de Anthony, foi absolvido de todas as acusações, por falta de provas. 
Alisson admitiu sua participação no crime, mas o atribuiu a um desentendimento com o dançarino. A causa foi uma dívida de R$ 800 em recargas de telefone celular, que foram compradas por Anthony para ganhar um suposto prêmio de R$ 25 mil. As compras, na verdade, foi um golpe praticado por estelionatários que ligaram para vítima e esta não teve como pagar a compra. A polícia afirma que o comerciante se irritou com a situação, agrediu Anthony junto com o funcionário e o colocou-o no porta-malas de um carro. A vítima acabou morta no povoado Lavandeira, com vários tiros na cabeça. 
"No tocante à culpabilidade do imputado, esta se deu de forma exacerbada, além do que já compõe o tipo penal, haja vista que o acusado amarrou as mãos da vítima, e a colocou dentro do porta-malas com uma bolsa plástica na cabeça, levando-a para local ermo, fato que denota uma maior reprovabilidade da ação praticada. (...) observo que o acusado demonstrou extrema frieza e excesso de agressividade", escreveu o juiz Anderson Clei Santos, da 2ª Vara Criminal de Socorro, que presidiu o julgamento. 
Apesar da condenação, a pena foi considerada mínima e pode render uma rápida ida de 'Toca' ao regime semiaberto. Por causa dos atenuantes como a confissão espontânea e o tempo de prisão preventiva, o réu deve ficar um ano e oito meses de regime fechado, mas já está detido há um ano e três meses em prisão preventiva e tem ainda quatro meses de remissão de pena. Por isso, o réu pode deixar o presídio daqui a 30 dias. 
A família do dançarino protestou contra o resultado do julgamento e avalia que ele foi injusto com o sofrimento causado à vítima. "A Justiça do Brasil é falha. Eles fizeram o que fizeram com o meu filho e meu filho é quem saiu como criminoso. Destruíram a imagem do meu filho. Foi uma palhaçada", critica a mãe de Anthony, Josevalda Santos, em declaração registrada pelo site Infonet. O advogado de Alisson, Vagrerrógeris Oliveira, apresentou apelação da sentença. Já o Ministério Público também poderá recorrer. (Gabriel Damásio)

 


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