Tempos modernos

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Publicada em 06/07/2019 às 14:35:00

 

Sem investimento em educação e 
qualificação profissional, o merca
do de trabalho local padece de uma incongruência flagrante: parcela expressiva dos trabalhadores sergipanos desempregados fazem de tudo por uma oportunidade, embora o aperfeiçoamento profissional esteja fora de seu horizonte.
A conclusão é do Departamento de Estatística e Ciências Atuariais, vinculado à Universidade Federal de Sergipe. Segundo estudo, o fraco desempenho da economia sergipana nos últimos anos, com baixos índices de crescimento, tem como um de seus principais fatores a baixa qualificação da população local. 
Os dados são reveladores. Em primeiro lugar, boa parte dos sergipanos não tem condições, ou não enxergam razão, de perder muito tempo entre as quatro paredes de uma sala de aula. Segundo levantamento do IBGE, entre 2012 e 2019, 940 mil estudantes matriculados na rede estadual não conseguiram concluir o Ensino Médio. Além disso, 82,97% dos trabalhadores jamais frequentaram um curso de qualificação profissional.
Não é à toa, portanto, que Sergipe vive uma situação econômica tão delicada, com empresas quebradas e recorde de desempregados. O estudo da UFS não deixa sombra de dúvidas: as políticas públicas de educação são falhas. O trabalhador sergipano vive ainda nos tempos modernos de Charlie Chaplin, está preparado apenas para apertar parafusos, não tem conhecimento para enfrentar os desafios impostos pelas transformações em curso no mercado de trabalho.

Sem investimento em educação e  qualificação profissional, o merca do de trabalho local padece de uma incongruência flagrante: parcela expressiva dos trabalhadores sergipanos desempregados fazem de tudo por uma oportunidade, embora o aperfeiçoamento profissional esteja fora de seu horizonte.
A conclusão é do Departamento de Estatística e Ciências Atuariais, vinculado à Universidade Federal de Sergipe. Segundo estudo, o fraco desempenho da economia sergipana nos últimos anos, com baixos índices de crescimento, tem como um de seus principais fatores a baixa qualificação da população local. 
Os dados são reveladores. Em primeiro lugar, boa parte dos sergipanos não tem condições, ou não enxergam razão, de perder muito tempo entre as quatro paredes de uma sala de aula. Segundo levantamento do IBGE, entre 2012 e 2019, 940 mil estudantes matriculados na rede estadual não conseguiram concluir o Ensino Médio. Além disso, 82,97% dos trabalhadores jamais frequentaram um curso de qualificação profissional.
Não é à toa, portanto, que Sergipe vive uma situação econômica tão delicada, com empresas quebradas e recorde de desempregados. O estudo da UFS não deixa sombra de dúvidas: as políticas públicas de educação são falhas. O trabalhador sergipano vive ainda nos tempos modernos de Charlie Chaplin, está preparado apenas para apertar parafusos, não tem conhecimento para enfrentar os desafios impostos pelas transformações em curso no mercado de trabalho.