Un Nu - Maria Scombona (2012)

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Henrique Teles, mais uma trica de Ás
Henrique Teles, mais uma trica de Ás

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Publicada em 06/07/2019 às 15:15:00

 

De acordo com Thiago Ribeiro, responsável pela direção e arranjo dos vocais de 'Un Nu', seu trabalho consistiu em colocar o compositor no lugar que lhe é devido. "Nos dois primeiros discos da Maria, Henrique se apresentava apenas como o vocalista da banda. Agora, ele assume a condição de poeta".
A observação faz sentido. Embora conserve certa coerência, preservando alguns elementos fundamentais, a discografia da Maria registra formações e escolhas diferentes. Com a voz de Henrique desenterrada por obra e graça da correta acentuação das palavras, no entanto, a banda reafirma o apreço pela composição enquanto valor fundamental.
Não nos referimos a qualquer banda. Falamos dos grooves de Robson Souza (baixo) e Rafael Jr (bateria), das linhas de guitarra de Saulinho. Se a trinca de Ás da nossa música instrumental dobrou os joelhos para reverenciar os sopapos da inspiração, melhor imitar o gesto, calado.
O pior é que o desprendimento deu muito certo. A Maria nunca se apresentou tão confortável e caceteira. Uma banda despida de artifícios, com competência e cara dura para gravar o disco inteiro num tapa, sem os excessos dos overdubs, amparada exclusivamente pelos calos dos músicos e pela naturalidade expressa no sotaque de um compositor à vontade para soltar o verbo como bem entender.
Só vacila quem procura um caminho. E a Maria Scombona sabe bem onde pisa.

De acordo com Thiago Ribeiro, responsável pela direção e arranjo dos vocais de 'Un Nu', seu trabalho consistiu em colocar o compositor no lugar que lhe é devido. "Nos dois primeiros discos da Maria, Henrique se apresentava apenas como o vocalista da banda. Agora, ele assume a condição de poeta".
A observação faz sentido. Embora conserve certa coerência, preservando alguns elementos fundamentais, a discografia da Maria registra formações e escolhas diferentes. Com a voz de Henrique desenterrada por obra e graça da correta acentuação das palavras, no entanto, a banda reafirma o apreço pela composição enquanto valor fundamental.
Não nos referimos a qualquer banda. Falamos dos grooves de Robson Souza (baixo) e Rafael Jr (bateria), das linhas de guitarra de Saulinho. Se a trinca de Ás da nossa música instrumental dobrou os joelhos para reverenciar os sopapos da inspiração, melhor imitar o gesto, calado.
O pior é que o desprendimento deu muito certo. A Maria nunca se apresentou tão confortável e caceteira. Uma banda despida de artifícios, com competência e cara dura para gravar o disco inteiro num tapa, sem os excessos dos overdubs, amparada exclusivamente pelos calos dos músicos e pela naturalidade expressa no sotaque de um compositor à vontade para soltar o verbo como bem entender.
Só vacila quem procura um caminho. E a Maria Scombona sabe bem onde pisa.