Estudo diz que economia vive "crise de dinamismo"

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Publicada em 06/07/2019 às 15:36:00

 

A pesquisa do IBGE apontou ainda que o número de empregos formais despencou entre 2017 e 2018, com a perda de 17 mil postos de trabalho, relativamente ao último trimestre de 2018. O pior desempenho está nas empresas de comércio e serviços e de transporte e
Armazenagem. Os setores nos quais se verificam os melhores desempenhos são informação, comunicação e atividade financeira, e alojamento e alimentação.  "As dificuldades do trabalho no interior sergipano aumentaram. Com o saldo negativo de 18,7 mil postos de trabalho, o setor de comércio e serviços perdeu 9 mil trabalhadores, seguido pelos setores de construção e alimentação cujo saldo negativo foi de 4,7 mil e 5 mil postos, respectivamente. A Capital Aracaju, por sua vez, apresentou tímido saldo positivo e 1,7 mil postos, tendo o comércio e serviços registrado o maior saldo negativo, 4 mil postos", acrescenta.
Estas perdas de empregos foram agravadas por fatos recentes que despertaram incertezas na economia sergipana.  Considerando que há uma "grave crise de dinamismo" na economia estadual, a pesquisa citou as recentes hibernações da Fábrica de Fertilizantes Nitrogenados (Fafen), em Laranjeiras, e da Cerâmica Escurial, em Socorro, além da iminente demissão de 3.600 operários que estão concluindo uma das fases da construção da termelétrica da Celse (Centrais Elétricas de Sergipe) em Santo Amaro. Até agosto deste ano, o número de trabalhadores desocupados pode chegar a 3.600. O estudo traça ainda um cenário negativo da agropecuária sergipana, que tem "60% das terras ocupadas por pastos e apenas 23% por lavouras, apresenta baixíssima produtividade, produtores carentes de educação formal e falta de orientação técnica e crédito", além dos reflexos da grave estiagem ocorrida desde 2012. 
O Observatório pretende chamar a atenção das autoridades públicas e do setor empresarial para buscarem soluções que reaqueçam o cenário local. "A economia sergipana necessita de um fator gerador de crescimento. O ponto central é: que fator? Quais fatores? Torna-se cada vez mais necessário que o planejamento do Estado apresente objetivamente quais áreas terão premência, quais a metas e objetivos, quais os métodos e estratégias a serem utilizadas e quais os atores responsáveis pela execução. Tudo isto deve ter como horizonte temporal o curtíssimo prazo, sendo fundamental entender que qualquer iniciativa fora deste roteiro básico resultará em improvisos e no aprofundamento da crise econômica que há muito atinge Sergipe", alerta o documento. 

A pesquisa do IBGE apontou ainda que o número de empregos formais despencou entre 2017 e 2018, com a perda de 17 mil postos de trabalho, relativamente ao último trimestre de 2018. O pior desempenho está nas empresas de comércio e serviços e de transporte e
Armazenagem. Os setores nos quais se verificam os melhores desempenhos são informação, comunicação e atividade financeira, e alojamento e alimentação.  "As dificuldades do trabalho no interior sergipano aumentaram. Com o saldo negativo de 18,7 mil postos de trabalho, o setor de comércio e serviços perdeu 9 mil trabalhadores, seguido pelos setores de construção e alimentação cujo saldo negativo foi de 4,7 mil e 5 mil postos, respectivamente. A Capital Aracaju, por sua vez, apresentou tímido saldo positivo e 1,7 mil postos, tendo o comércio e serviços registrado o maior saldo negativo, 4 mil postos", acrescenta.
Estas perdas de empregos foram agravadas por fatos recentes que despertaram incertezas na economia sergipana.  Considerando que há uma "grave crise de dinamismo" na economia estadual, a pesquisa citou as recentes hibernações da Fábrica de Fertilizantes Nitrogenados (Fafen), em Laranjeiras, e da Cerâmica Escurial, em Socorro, além da iminente demissão de 3.600 operários que estão concluindo uma das fases da construção da termelétrica da Celse (Centrais Elétricas de Sergipe) em Santo Amaro. Até agosto deste ano, o número de trabalhadores desocupados pode chegar a 3.600. O estudo traça ainda um cenário negativo da agropecuária sergipana, que tem "60% das terras ocupadas por pastos e apenas 23% por lavouras, apresenta baixíssima produtividade, produtores carentes de educação formal e falta de orientação técnica e crédito", além dos reflexos da grave estiagem ocorrida desde 2012. 
O Observatório pretende chamar a atenção das autoridades públicas e do setor empresarial para buscarem soluções que reaqueçam o cenário local. "A economia sergipana necessita de um fator gerador de crescimento. O ponto central é: que fator? Quais fatores? Torna-se cada vez mais necessário que o planejamento do Estado apresente objetivamente quais áreas terão premência, quais a metas e objetivos, quais os métodos e estratégias a serem utilizadas e quais os atores responsáveis pela execução. Tudo isto deve ter como horizonte temporal o curtíssimo prazo, sendo fundamental entender que qualquer iniciativa fora deste roteiro básico resultará em improvisos e no aprofundamento da crise econômica que há muito atinge Sergipe", alerta o documento.