Saúde revoga decisão sobre refeições de acompanhantes

Geral

 

Milton Alves Júnior
Menos de 72 horas 
após ter anunciado 
a suspensão no fornecimento de alimentação para acompanhantes dos pacientes internados nos hospitais públicos de Sergipe, o Governo do Estado, por meio da Secretaria de Estado da Saúde (SES), decidiu anular a ação anterior e garantiu que a oferta seguirá sem alterações. Inicialmente a perspectiva era de corte já a partir desta segunda-feira, 08, inclusive, nas maternidades, hospitais regionais e no Hospital de Urgência de Sergipe (Huse), maior unidade pública a qual recebe diariamente centenas de usuários do Sistema Único de Saúde (SUS).
A exceção ficava por conta apenas de acompanhantes de idosos, menores de 18 anos ou de portadores de algum tipo de necessidade especial. As explicações para o corte se baseavam na legislação trabalhista e nas regras do Governo Federal, através do Ministério da Saúde. De acordo com a superintendência do Huse, ao longo dos últimos meses foi possível verificar um fluxo desordenado de pessoas com acesso ao refeitório. Com a suspensão parcial do fornecimento, a proposta da superintendência era controlar mais rigorosamente o serviço de alimentação a fim de cortar - segundo o Huse - manobras muitas vezes realizadas por acompanhantes e até funcionários terceirizados.
Em comunicado oficial apresentado no final da tarde da última sexta-feira (5), a direção da Secretaria da Saúde informou que o contrato será analisado com objetivo de que todos as pessoas devidamente credenciadas tenham suas refeições garantidas. As pastas responsáveis pela administração das unidades de saúde não informaram como devem, ou irão agir para bloquear o acesso de pessoas não autorizadas às refeições. Entre as irregularidades conferidas anteriormente estava a presença de funcionários que recebem ticket alimentação, e, mesmo assim, usufruíam de forma paralela dos alimentos fornecidos nos refeitórios.
Humberto dos Santos, estanciano que acompanha a esposa hospitalizada e conversou com o JORNAL DO DIA na última quarta-feira, 03, desta vez parabeniza o Estado pela mudança de planos administrativos, e torce para que fiscalizações minuciosas possam ser realizadas a fim de combater as irregularidades, e evitar que as pessoas com direito assistido sejam prejudicadas. "Ninguém aqui é contra o corte, mas que ele seja justo. A informação que recebemos realmente causou pânico porque muitas pessoas não têm condições de pagar todo santo dia por um, dois e até três pratos de comida do lado de fora do Huse por mais preço baixo que tenha. Fez certo o Estado em voltar atrás", avaliou.
Fornecimento - A SES informa que somente no Huse em 2018, foram servidas 1.459.804 refeições. Desse total, foram contabilizadas 735.715 entre pacientes adultos; 120.548 para pacientes infantis, 350.321 acompanhantes e 253.220 funcionários pelo Serviço de Nutrição e Dietética (SND) da unidade que conta com um cardápio variado. As refeições são divididas em seis tipos: desjejum (café da manhã), colação (lanche da manhã), almoço, lanche da tarde, jantar e ceia, além das dietas líquidas e enterais (com ingestão controlada de nutrientes específicos).
Já visando minimizar as irregularidades que geraram o 'ensaio' para o corte do serviço, em novembro do ano passado o Hospital decidiu adotar um controle com a identificação dos acompanhantes na hora de receber o ticket. A mudança naquele momento exigia do cidadão beneficiado comprovar com um documento original com foto e acompanhar o paciente por seis horas, no mínimo, além de respeitar os horários de renovação dos tickets para as demais refeições. "Todas as formas de se evitar irregularidades será bem vinda pelas pessoas de bem e que realmente precisam, mas cortar para todo mundo aí já não é uma medida inteligente. Espero que essa nova decisão na mude", concluiu Humberto dos Santos.

Milton Alves Júnior

Menos de 72 horas  após ter anunciado  a suspensão no fornecimento de alimentação para acompanhantes dos pacientes internados nos hospitais públicos de Sergipe, o Governo do Estado, por meio da Secretaria de Estado da Saúde (SES), decidiu anular a ação anterior e garantiu que a oferta seguirá sem alterações. Inicialmente a perspectiva era de corte já a partir desta segunda-feira, 08, inclusive, nas maternidades, hospitais regionais e no Hospital de Urgência de Sergipe (Huse), maior unidade pública a qual recebe diariamente centenas de usuários do Sistema Único de Saúde (SUS).
A exceção ficava por conta apenas de acompanhantes de idosos, menores de 18 anos ou de portadores de algum tipo de necessidade especial. As explicações para o corte se baseavam na legislação trabalhista e nas regras do Governo Federal, através do Ministério da Saúde. De acordo com a superintendência do Huse, ao longo dos últimos meses foi possível verificar um fluxo desordenado de pessoas com acesso ao refeitório. Com a suspensão parcial do fornecimento, a proposta da superintendência era controlar mais rigorosamente o serviço de alimentação a fim de cortar - segundo o Huse - manobras muitas vezes realizadas por acompanhantes e até funcionários terceirizados.
Em comunicado oficial apresentado no final da tarde da última sexta-feira (5), a direção da Secretaria da Saúde informou que o contrato será analisado com objetivo de que todos as pessoas devidamente credenciadas tenham suas refeições garantidas. As pastas responsáveis pela administração das unidades de saúde não informaram como devem, ou irão agir para bloquear o acesso de pessoas não autorizadas às refeições. Entre as irregularidades conferidas anteriormente estava a presença de funcionários que recebem ticket alimentação, e, mesmo assim, usufruíam de forma paralela dos alimentos fornecidos nos refeitórios.
Humberto dos Santos, estanciano que acompanha a esposa hospitalizada e conversou com o JORNAL DO DIA na última quarta-feira, 03, desta vez parabeniza o Estado pela mudança de planos administrativos, e torce para que fiscalizações minuciosas possam ser realizadas a fim de combater as irregularidades, e evitar que as pessoas com direito assistido sejam prejudicadas. "Ninguém aqui é contra o corte, mas que ele seja justo. A informação que recebemos realmente causou pânico porque muitas pessoas não têm condições de pagar todo santo dia por um, dois e até três pratos de comida do lado de fora do Huse por mais preço baixo que tenha. Fez certo o Estado em voltar atrás", avaliou.

Fornecimento - A SES informa que somente no Huse em 2018, foram servidas 1.459.804 refeições. Desse total, foram contabilizadas 735.715 entre pacientes adultos; 120.548 para pacientes infantis, 350.321 acompanhantes e 253.220 funcionários pelo Serviço de Nutrição e Dietética (SND) da unidade que conta com um cardápio variado. As refeições são divididas em seis tipos: desjejum (café da manhã), colação (lanche da manhã), almoço, lanche da tarde, jantar e ceia, além das dietas líquidas e enterais (com ingestão controlada de nutrientes específicos).
Já visando minimizar as irregularidades que geraram o 'ensaio' para o corte do serviço, em novembro do ano passado o Hospital decidiu adotar um controle com a identificação dos acompanhantes na hora de receber o ticket. A mudança naquele momento exigia do cidadão beneficiado comprovar com um documento original com foto e acompanhar o paciente por seis horas, no mínimo, além de respeitar os horários de renovação dos tickets para as demais refeições. "Todas as formas de se evitar irregularidades será bem vinda pelas pessoas de bem e que realmente precisam, mas cortar para todo mundo aí já não é uma medida inteligente. Espero que essa nova decisão na mude", concluiu Humberto dos Santos.

 


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