Todos ou ninguém

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Publicada em 09/07/2019 às 22:19:00

 

Em sua melhor versão, a reforma da pre
vidência é uma oportunidade de ouro, 
a melhor chance no horizonte político brasileiro de promover alguma espécie de justiça social e ainda combater privilégios e distorções. Trata-se, todos os cálculos o demonstram com precisão matemática, de uma imposição de um sistema previdenciário falido. Infelizmente, a reforma de Bolsonaro tende a distinguir categorias de trabalhadores sem nenhum critério, tendo em vista realizar concessões insustentáveis à própria base eleitoral.
No que depender do presidente, os profissionais que atuam no segmento de segurança pública serão poupados pela reforma em tramitação no Congresso Nacional. Sempre muito duro com os brasileiros mais vulneráveis, a exemplo da população quilombola e indígena, o presidente não demonstrou a mesma força ao lidar com o lobby dos policiais.
A impressão de acenos populistas a determinadas categorias profissionais ganha corpo  desde quando o texto da reforma foi trazido a conhecimento público. Os servidores militares, por exemplo, capricharam na pose de preocupação com o bem comum. Na hora H, entretanto, só aceitaram contribuir mais e por mais tempo após a reestruturação da carreira.
A reforma da previdência tem de servir sim ao equilíbrio fiscal, como é sabido por todos os gestores de estados e municípios brasileiros, sem condições mínimas de realizar investimentos. Mas não adianta trocar seis por meia dúzia. Ou a reforma vale para todos, ou não deve sacrificar ninguém. As concessões eleitoreiras do presidente depõem contra a lisura de suas verdadeiras intenções.

Em sua melhor versão, a reforma da pre vidência é uma oportunidade de ouro,  a melhor chance no horizonte político brasileiro de promover alguma espécie de justiça social e ainda combater privilégios e distorções. Trata-se, todos os cálculos o demonstram com precisão matemática, de uma imposição de um sistema previdenciário falido. Infelizmente, a reforma de Bolsonaro tende a distinguir categorias de trabalhadores sem nenhum critério, tendo em vista realizar concessões insustentáveis à própria base eleitoral.
No que depender do presidente, os profissionais que atuam no segmento de segurança pública serão poupados pela reforma em tramitação no Congresso Nacional. Sempre muito duro com os brasileiros mais vulneráveis, a exemplo da população quilombola e indígena, o presidente não demonstrou a mesma força ao lidar com o lobby dos policiais.
A impressão de acenos populistas a determinadas categorias profissionais ganha corpo  desde quando o texto da reforma foi trazido a conhecimento público. Os servidores militares, por exemplo, capricharam na pose de preocupação com o bem comum. Na hora H, entretanto, só aceitaram contribuir mais e por mais tempo após a reestruturação da carreira.
A reforma da previdência tem de servir sim ao equilíbrio fiscal, como é sabido por todos os gestores de estados e municípios brasileiros, sem condições mínimas de realizar investimentos. Mas não adianta trocar seis por meia dúzia. Ou a reforma vale para todos, ou não deve sacrificar ninguém. As concessões eleitoreiras do presidente depõem contra a lisura de suas verdadeiras intenções.