Nordeste carente

Compartilhar:
Imprimir Aumentar Texto Diminuir Texto

Clique nas imagens para ampliar

Publicada em 12/07/2019 às 22:30:00

 

Em períodos de crise prolongada, 
como o atravessado pelo Brasil ao 
longo dos últimos anos, as desigualdades regionais tendem a se acentuar. Não é à toa, por exemplo, que o nordeste sofre com indicadores econômicos sociais inferiores à média nacional. Sem investimento robusto em industrialização, a geração local de renda e riqueza deixa muito a desejar.
A produção industrial nordestina recuou 0,9% entre maio e abril. De acordo com o acompanhamento mensal realizado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, a redução segue a tendência de retração da indústria nacional no mesmo período, embora mais acentuada. Convém mencionar, no entanto, que a presença industrial na região sempre foi muito tímida, desde o declínio do ciclo do açúcar, séculos atrás. Com a crise, entretanto, a indústria local corre o risco de restar dizimada.
Curioso observar também como a tímida produção industrial nordestina produz reflexos na infra estrutura da região. Em todo o Brasil, 66,3% das residências escoam o esgoto pela rede geral ou por meio de fossa ligada à rede geral. Na região Sudeste, a mais industrializada do País, observa-se o cenário mais avançado, com o percentual de 88,6%. No outro extremo, somente 44,6% dos domicílios nordestinos registram o escoamento do esgoto através da rede geral.
Apesar do investimento continuado, realizado nos anos de gestão federal petista, o nordeste ainda é uma região carente de recursos e atenção. A esperança de providências, no entanto, é inversamente proporcional à urgência de obras. Em primeiro lugar, há a famigerada crise, de consequências conhecidas. Em segundo lugar, o presidente Jair Bolsonaro jamais escondeu o rancor em relação aos nordestinos. Tivesse a região maior peso eleitoral, ele jamais seria feito presidente.

Em períodos de crise prolongada,  como o atravessado pelo Brasil ao  longo dos últimos anos, as desigualdades regionais tendem a se acentuar. Não é à toa, por exemplo, que o nordeste sofre com indicadores econômicos sociais inferiores à média nacional. Sem investimento robusto em industrialização, a geração local de renda e riqueza deixa muito a desejar.
A produção industrial nordestina recuou 0,9% entre maio e abril. De acordo com o acompanhamento mensal realizado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, a redução segue a tendência de retração da indústria nacional no mesmo período, embora mais acentuada. Convém mencionar, no entanto, que a presença industrial na região sempre foi muito tímida, desde o declínio do ciclo do açúcar, séculos atrás. Com a crise, entretanto, a indústria local corre o risco de restar dizimada.
Curioso observar também como a tímida produção industrial nordestina produz reflexos na infra estrutura da região. Em todo o Brasil, 66,3% das residências escoam o esgoto pela rede geral ou por meio de fossa ligada à rede geral. Na região Sudeste, a mais industrializada do País, observa-se o cenário mais avançado, com o percentual de 88,6%. No outro extremo, somente 44,6% dos domicílios nordestinos registram o escoamento do esgoto através da rede geral.
Apesar do investimento continuado, realizado nos anos de gestão federal petista, o nordeste ainda é uma região carente de recursos e atenção. A esperança de providências, no entanto, é inversamente proporcional à urgência de obras. Em primeiro lugar, há a famigerada crise, de consequências conhecidas. Em segundo lugar, o presidente Jair Bolsonaro jamais escondeu o rancor em relação aos nordestinos. Tivesse a região maior peso eleitoral, ele jamais seria feito presidente.