Gota d'água

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Publicada em 13/07/2019 às 14:27:00

 

Não foi uma chuvinha qualquer, 
como é esperado no período. Úl
timos dias, Aracaju foi inundada por um volume de precipitação pluviométrica excepcional, desafiando a capacidade de reação da Prefeitura. Felizmente, não faltou disposição para o trabalho e, na medida do possível, os transtornos foram atenuados pelos agentes públicos. Incontornável, neste episódio lamentável, foi o oportunismo e a falta de sensibilidade de alguns políticos profissionais, dispostos a explorar o drama vivido pela população, até a última gota d'água.
Como Aracaju, diversas cidades nordestinas enfrentaram problemas derivados da intensidade extraordinária da chuva. Barragens se romperam. Encostas desabaram. Famílias inteiras ficaram desabrigadas. Em alguns municípios baianos, por exemplo, prefeitos foram obrigados a decretar estado de emergência. Por aqui, ao menos, o socorro não falhou. Não há registro de mortos, nem feridos.
Seria irresponsável remeter a conta dos estragos causados pela chuva à administração A ou B, aqui ou alhures. Em verdade, a deficiência observada na infraestrutura e saneamento das cidades brasileiras é um problema histórico, ainda em vias de ser devidamente enfrentado. Não por acaso, alagamentos e suas consequências são comuns de norte a sul. Para sanar esta questão de uma vez por todas, seria preciso realizar um pacto nacional. Mas, apesar de sua importância, o tema passa longe da agenda do governo federal, a prioridade é outra.
Mais importante do que apontar culpados, ainda no calor dos acontecimentos, seria permanecer vigilante e acompanhar a assistência oferecida às famílias desabrigadas daqui pra frente. A chuva passa. A responsabilidade da Prefeitura de Aracaju e demais municípios que enfrentaram problemas com a parcela mais vulnerável da população, ao contrário, é permanente.

Não foi uma chuvinha qualquer,  como é esperado no período. Úl timos dias, Aracaju foi inundada por um volume de precipitação pluviométrica excepcional, desafiando a capacidade de reação da Prefeitura. Felizmente, não faltou disposição para o trabalho e, na medida do possível, os transtornos foram atenuados pelos agentes públicos. Incontornável, neste episódio lamentável, foi o oportunismo e a falta de sensibilidade de alguns políticos profissionais, dispostos a explorar o drama vivido pela população, até a última gota d'água.
Como Aracaju, diversas cidades nordestinas enfrentaram problemas derivados da intensidade extraordinária da chuva. Barragens se romperam. Encostas desabaram. Famílias inteiras ficaram desabrigadas. Em alguns municípios baianos, por exemplo, prefeitos foram obrigados a decretar estado de emergência. Por aqui, ao menos, o socorro não falhou. Não há registro de mortos, nem feridos.
Seria irresponsável remeter a conta dos estragos causados pela chuva à administração A ou B, aqui ou alhures. Em verdade, a deficiência observada na infraestrutura e saneamento das cidades brasileiras é um problema histórico, ainda em vias de ser devidamente enfrentado. Não por acaso, alagamentos e suas consequências são comuns de norte a sul. Para sanar esta questão de uma vez por todas, seria preciso realizar um pacto nacional. Mas, apesar de sua importância, o tema passa longe da agenda do governo federal, a prioridade é outra.
Mais importante do que apontar culpados, ainda no calor dos acontecimentos, seria permanecer vigilante e acompanhar a assistência oferecida às famílias desabrigadas daqui pra frente. A chuva passa. A responsabilidade da Prefeitura de Aracaju e demais municípios que enfrentaram problemas com a parcela mais vulnerável da população, ao contrário, é permanente.