Estado e PMA começam a contar prejuízos das chuvas

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A cabeceira da ponte nova em Riachuelo, que dá acesso ao povoado Central e aos municípios de Divina Pastora e Malhador cedeu; desde a última quinta-feira que o local está interditado, mas no sábado de manhã, devido à força das águas do rio Sergipe, a cabe
A cabeceira da ponte nova em Riachuelo, que dá acesso ao povoado Central e aos municípios de Divina Pastora e Malhador cedeu; desde a última quinta-feira que o local está interditado, mas no sábado de manhã, devido à força das águas do rio Sergipe, a cabe

No Largo Aparecida as ruas continuam inundadas
No Largo Aparecida as ruas continuam inundadas

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Publicada em 13/07/2019 às 14:49:00

 

Gabriel Damásio
As chuvas da última se
mana deram uma tré-
gua neste sábado em Aracaju e parte do estado, onde o sol reapareceu durante a manhã. No entanto, os prejuízos causados pelas águas de julho só serão totalmente contabilizadas a partir desta semana. Os estragos, no entanto, já são vistos em praticamente todo o estado. Ao todo, 913 pessoas ficaram desabrigadas ou desalojadas de suas casas em 14 municípios que registraram os piores incidentes de alagamentos e desabamentos. O balanço foi divulgado no final da manhã deste sábado pela Defesa Civil Estadual. 
No interior, a situação mais grave está em Riachuelo (Vale do Cotinguiba), onde a prefeitura local decretou estado de emergência e atende a mais de 350 famílias desabrigadas. As águas dos rios Jacarecica e Sergipe subiram acima do nível normal e alagaram ruas inteiros dos bairros Sítio do Meio, Divineia, Centro e Roque Mendes, além do Assentamento Mário Lago. Casas destes locais ficaram praticamente submersas. Houve ainda estragos no acesso ao povoado Central feito por uma ponte da rodovia SE-245, que liga Riachuelo às cidades de Malhador e Divina Pastora. Na manhã de sábado, a cabeceira da ponte cedeu, a partir de uma erosão agravada pela correnteza do rio, e isolou o povoado. 
Na mesma rodovia, outra cabeceira de ponte desabou entre as cidades de Divina Pastora e Santa Rosa de Lima. Houve ainda alagamento no trecho que passa pelo povoado Siririzinho, em Siriri. Segundo o Departamento de Estradas e Rodagem (DER), todos os trechos afetados foram interditados e sinalizados aos motoristas. Equipes da repartição trabalharam no local para fazer a limpeza de calhas e retirada de lixos às margens da rodovia, minimizando assim os danos. Sobre as pontes parcialmente destruídas, o órgão informou que as equipes aguardam a diminuição das águas para avaliar os danos e planejar os serviços a serem executados. 
A Defesa Civil Estadual confirmou, em um balanço divulgado na noite de sexta-feira, que 351 pessoas tiveram de deixar suas casas em Riachuelo e estão abrigadas em escolas ou centros sociais, ou recebem o pagamento de um aluguel social. Houve ainda o registro de desabrigados em São Cristóvão (72), Estância (8), Nossa Senhora do Socorro (39), Lagarto (18), Indiaroba (40), Japaratuba (16), Laranjeiras (50), Umbaúba (12), Maruim (20) Frei Paulo (19), General Maynard (3) e Carmópolis (40). Os dados são das prefeituras locais e das coordenadorias municipais de Defesa Civil. Há ainda 833 pessoas desalojadas, que buscaram abrigo em casas de familiares ou amigos, sendo 600 em Aracaju, 140 em Socorro, 60 em Japaratuba, oito em Itaporanga, 10 em Frei Paulo, três em Divina Pastora e nos municípios de Lagarto, Carmópolis e Santa Rosa de Lima (quatro cada). 
No total, 35 casas foram destruídas e outras 88 foram danificadas, além das que foram interditadas por se encontrarem em áreas de risco. Parte desse total está em Japaratuba, onde uma cratera se abriu e destruiu seis casas em uma rua próxima ao Fórum do município, no Centro. Não houve a confirmação de feridos, mas há o registro de três pessoas desaparecidas nas cidades de Porto da Folha, Itaporanga D'Ajuda e Riachuelo. A única morte atribuída às chuvas foi a de um menino de três anos, que se afobou na tarde de quinta-feira, após cair em uma cisterna alagada no povoado Anari, em Nossa Senhora Aparecida.
O governo do Estado informou que aguarda um levantamento das defesas civis municipais para identificar os principais danos causados e o número total de ocorrências, para aí sim definir um plano de recuperação para os municípios atingidos.
Aracaju - Depois de Riachuelo, Aracaju foi o segundo município mais prejudicado pelas chuvas, com 224 desabrigados e desalojados. Tratam-se de moradores das casas que ficaram alagadas em áreas do bairro Jabotiana (zona oeste) que foram alagadas pelo aumento do nível das águas do Rio Poxim. Os imóveis e lojas ficaram inundadas no Largo da Aparecida e nos conjuntos, JK. Sol Nascente e Santa Lúcia. Os que não conseguiram se abrigar em casas de parentes foram alocadas em três locais: o Centro de Referência em Assistência Social (Cras) Madre Tereza de Calcutá, a Escola Municipal de Ensino Fundamental (Emef) José Airton de Andrade e a Associação de Moradores do Sol Nascente. 
A Prefeitura de Aracaju (PMA) manteve as atividades do Comitê de Gerenciamento de Crise e reforçou os trabalhos de limpeza e desobstrução da rede de drenagem e de canais, visando agilizar o escoamento das áreas alagadas. O nível do Rio Poxim diminuiu cerca de 40 centímetros na manhã de sábado e o acesso em algumas ruas da região foi liberado para alguns veículos, mas em outras o alagamento persiste. As medidas de emergência também foram mantidas, com a entrega de mantimentos e a prestação de consultas médicas aos desabrigados. Além do Jabotiana, houve ainda reforço na limpeza e no monitoramento das comunidades dos bairros Santa Maria (zona sul), 17 de Março (zona de expansão) e Avenida Euclides Figueiredo (zona norte), igualmente afetadas por alagamentos. 
O secretário municipal de Defesa Social, coronel Luiz Fernando de Almeida, disse que, com a diminuição das chuvas, a PMA mantém as fases de prevenção e resposta do plano de contingência, mas passa agora pra a fase de recuperação dos estragos, com o levantamento dos estragos a serem reparados. "Já começamos a fase de recuperação, fazendo toda a estimativa do que gastamos até agora, projetamos a recuperação da cidade, com a limpeza das ruas e orientação da limpeza das casas, recomeçar o tapa-buraco em algumas ruas que ficaram esburacadas e fazer a cidade voltar à sua normalidade", afirmou. O total dos custos causados pelas chuvas ainda é apurado pela PMA e será divulgado nos próximos dias.

Gabriel Damásio

As chuvas da última se mana deram uma tré- gua neste sábado em Aracaju e parte do estado, onde o sol reapareceu durante a manhã. No entanto, os prejuízos causados pelas águas de julho só serão totalmente contabilizadas a partir desta semana. Os estragos, no entanto, já são vistos em praticamente todo o estado. Ao todo, 913 pessoas ficaram desabrigadas ou desalojadas de suas casas em 14 municípios que registraram os piores incidentes de alagamentos e desabamentos. O balanço foi divulgado no final da manhã deste sábado pela Defesa Civil Estadual. 
No interior, a situação mais grave está em Riachuelo (Vale do Cotinguiba), onde a prefeitura local decretou estado de emergência e atende a mais de 350 famílias desabrigadas. As águas dos rios Jacarecica e Sergipe subiram acima do nível normal e alagaram ruas inteiros dos bairros Sítio do Meio, Divineia, Centro e Roque Mendes, além do Assentamento Mário Lago. Casas destes locais ficaram praticamente submersas. Houve ainda estragos no acesso ao povoado Central feito por uma ponte da rodovia SE-245, que liga Riachuelo às cidades de Malhador e Divina Pastora. Na manhã de sábado, a cabeceira da ponte cedeu, a partir de uma erosão agravada pela correnteza do rio, e isolou o povoado. 
Na mesma rodovia, outra cabeceira de ponte desabou entre as cidades de Divina Pastora e Santa Rosa de Lima. Houve ainda alagamento no trecho que passa pelo povoado Siririzinho, em Siriri. Segundo o Departamento de Estradas e Rodagem (DER), todos os trechos afetados foram interditados e sinalizados aos motoristas. Equipes da repartição trabalharam no local para fazer a limpeza de calhas e retirada de lixos às margens da rodovia, minimizando assim os danos. Sobre as pontes parcialmente destruídas, o órgão informou que as equipes aguardam a diminuição das águas para avaliar os danos e planejar os serviços a serem executados. 
A Defesa Civil Estadual confirmou, em um balanço divulgado na noite de sexta-feira, que 351 pessoas tiveram de deixar suas casas em Riachuelo e estão abrigadas em escolas ou centros sociais, ou recebem o pagamento de um aluguel social. Houve ainda o registro de desabrigados em São Cristóvão (72), Estância (8), Nossa Senhora do Socorro (39), Lagarto (18), Indiaroba (40), Japaratuba (16), Laranjeiras (50), Umbaúba (12), Maruim (20) Frei Paulo (19), General Maynard (3) e Carmópolis (40). Os dados são das prefeituras locais e das coordenadorias municipais de Defesa Civil. Há ainda 833 pessoas desalojadas, que buscaram abrigo em casas de familiares ou amigos, sendo 600 em Aracaju, 140 em Socorro, 60 em Japaratuba, oito em Itaporanga, 10 em Frei Paulo, três em Divina Pastora e nos municípios de Lagarto, Carmópolis e Santa Rosa de Lima (quatro cada). 
No total, 35 casas foram destruídas e outras 88 foram danificadas, além das que foram interditadas por se encontrarem em áreas de risco. Parte desse total está em Japaratuba, onde uma cratera se abriu e destruiu seis casas em uma rua próxima ao Fórum do município, no Centro. Não houve a confirmação de feridos, mas há o registro de três pessoas desaparecidas nas cidades de Porto da Folha, Itaporanga D'Ajuda e Riachuelo. A única morte atribuída às chuvas foi a de um menino de três anos, que se afobou na tarde de quinta-feira, após cair em uma cisterna alagada no povoado Anari, em Nossa Senhora Aparecida.
O governo do Estado informou que aguarda um levantamento das defesas civis municipais para identificar os principais danos causados e o número total de ocorrências, para aí sim definir um plano de recuperação para os municípios atingidos.

Aracaju - Depois de Riachuelo, Aracaju foi o segundo município mais prejudicado pelas chuvas, com 224 desabrigados e desalojados. Tratam-se de moradores das casas que ficaram alagadas em áreas do bairro Jabotiana (zona oeste) que foram alagadas pelo aumento do nível das águas do Rio Poxim. Os imóveis e lojas ficaram inundadas no Largo da Aparecida e nos conjuntos, JK. Sol Nascente e Santa Lúcia. Os que não conseguiram se abrigar em casas de parentes foram alocadas em três locais: o Centro de Referência em Assistência Social (Cras) Madre Tereza de Calcutá, a Escola Municipal de Ensino Fundamental (Emef) José Airton de Andrade e a Associação de Moradores do Sol Nascente. 
A Prefeitura de Aracaju (PMA) manteve as atividades do Comitê de Gerenciamento de Crise e reforçou os trabalhos de limpeza e desobstrução da rede de drenagem e de canais, visando agilizar o escoamento das áreas alagadas. O nível do Rio Poxim diminuiu cerca de 40 centímetros na manhã de sábado e o acesso em algumas ruas da região foi liberado para alguns veículos, mas em outras o alagamento persiste. As medidas de emergência também foram mantidas, com a entrega de mantimentos e a prestação de consultas médicas aos desabrigados. Além do Jabotiana, houve ainda reforço na limpeza e no monitoramento das comunidades dos bairros Santa Maria (zona sul), 17 de Março (zona de expansão) e Avenida Euclides Figueiredo (zona norte), igualmente afetadas por alagamentos. 
O secretário municipal de Defesa Social, coronel Luiz Fernando de Almeida, disse que, com a diminuição das chuvas, a PMA mantém as fases de prevenção e resposta do plano de contingência, mas passa agora pra a fase de recuperação dos estragos, com o levantamento dos estragos a serem reparados. "Já começamos a fase de recuperação, fazendo toda a estimativa do que gastamos até agora, projetamos a recuperação da cidade, com a limpeza das ruas e orientação da limpeza das casas, recomeçar o tapa-buraco em algumas ruas que ficaram esburacadas e fazer a cidade voltar à sua normalidade", afirmou. O total dos custos causados pelas chuvas ainda é apurado pela PMA e será divulgado nos próximos dias.