Investigados da 'Valquíria' são presos em Goiás

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Os acusados já haviam sido presos em Sergipe
Os acusados já haviam sido presos em Sergipe

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Publicada em 15/07/2019 às 23:03:00

 

Gabriel Damásio
Uma operação con
junta deflagrada 
ontem pelas polícias civis de Sergipe e de Goiás resultou na prisão de três acusados pelo fornecimento de drogas e armas pesadas para quadrilhas de vários estados do país. Dois deles são os irmãos sergipanos Aduilson Góis Oliveira, o 'Galego', e Ademir Góis Oliveira, o 'Demir' ou 'Galeguinho', que já foram detidos em agosto de 2013, durante a 'Operação Valquíria'. Ambos foram encontrados em Senador Canedo (GO) e, segundo as investigações, rearticularam um esquema de remessas de drogas e armas que abastecia diversas ações criminosas relacionadas a assaltos a bancos, roubos de cargas, tráfico de drogas e assassinatos. 
Além de Ademir e Aduilson, também foi preso Lucivaldo Fernandes da Silva, apontado como o operador de logística da organização criminosa em Goiás, e que também mantinha contato com outros grupos e facções. Com os três, a polícia apreendeu dinheiro (em notas de real e dólar), porções de cocaína e uma máquina usada no processamento da droga. A previsão é de que os três foragidos sejam recambiados nos próximos dias para Aracaju, para responder aos processos judiciais abertos contra eles em Sergipe. Há também a suspeita de que eles teriam, em um intervalo de um ano, ordenado a execução de 13 assassinatos. 
As operações foram em cumprimento a vários mandados de prisão expedidos pela Justiça sergipana contra 'Galego' e 'Galeguinho', que juntos, respondem a 13 processos por homicídio, associação criminosa, tráfico de drogas e porte ilegal de arma de fogo. Em um deles, relacionado à 'Operação Valquíria', que investigou um total de 17 assassinatos e outros crimes relacionados ao jogo do bicho, tráfico, assaltos e agiotagem, Ademir foi condenado a 22 anos de prisão em regime fechado. Segundo a polícia, ele era ainda investigado como possível participante de três mortes de detentos ocorridas em abril do ano passado no Complexo Penitenciário Manoel Carvalho Neto (Copemcan). 
Mesmo com esse histórico e contrariando um parecer contrário da Procuradoria Geral da República (PGR), Ademir foi beneficiado, em 7 de fevereiro deste ano, por um habeas-corpus concedido pelo ministro Marco Aurélio de Mello, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinando sua liberdade. O delegado Osvaldo Resende Neto, do Departamento de Narcóticos (Denarc), confirma que 'Demir' aproveitou a liminar para fugir de Sergipe e, a partir daí, reconstituir parte das atividades criminosas desenvolvidas pelo grupo desbaratado na 'Valquíria'. "A linha fornecedora de armas e drogas da organização se restabeleceu e sediou-se nesta cidade ao lado de Goiânia, de onde eles estavam adquirindo grandes quantidades de drogas, armas e munições, enviando essas remessas para Sergipe e para o Nordeste", disse o delegado. 
A polícia apurou que Goiás (onde também houve investigações da 'Valquíria' em 2013) foi escolhida por causa de sua proximidade com o Mato Grosso do Sul e com as fronteiras do Brasil com Paraguai e Bolívia, considerados principais polos fornecedores de cocaína, maconha e armas pesadas - muitas delas intermediadas junto a grandes facções criminosas. Essas movimentações eram estimadas em dezenas de milhões de reais. "Com a prisão do Ademir e do Aduilson, nós conseguimos cortar os principais fornecedores de drogas e armas de fogo de calibre de uso restrito", afirmou ele.
Uma das armas fornecidas pela quadrilha dos irmãos 'Galego' e 'Galeguinho' foi uma metralhadora antiaérea ponto 50, encontrada no ano passado com uma quadrilha de assaltantes investigada pelas polícias civis do Maranhão e do Pará. Os sergipanos também estão ligados a uma remessa apreendida no dia 20 de novembro de 2018, em Garanhuns (PE), onde a polícia pernambucana encontrou um fuzil calibre 556, 720 munições, duas pistolas calibre 380, um revólver calibre 38, um equipamento bloqueador de sinal GPS e três quilos de maconha e cocaína. 

Gabriel Damásio

Uma operação con junta deflagrada  ontem pelas polícias civis de Sergipe e de Goiás resultou na prisão de três acusados pelo fornecimento de drogas e armas pesadas para quadrilhas de vários estados do país. Dois deles são os irmãos sergipanos Aduilson Góis Oliveira, o 'Galego', e Ademir Góis Oliveira, o 'Demir' ou 'Galeguinho', que já foram detidos em agosto de 2013, durante a 'Operação Valquíria'. Ambos foram encontrados em Senador Canedo (GO) e, segundo as investigações, rearticularam um esquema de remessas de drogas e armas que abastecia diversas ações criminosas relacionadas a assaltos a bancos, roubos de cargas, tráfico de drogas e assassinatos. 
Além de Ademir e Aduilson, também foi preso Lucivaldo Fernandes da Silva, apontado como o operador de logística da organização criminosa em Goiás, e que também mantinha contato com outros grupos e facções. Com os três, a polícia apreendeu dinheiro (em notas de real e dólar), porções de cocaína e uma máquina usada no processamento da droga. A previsão é de que os três foragidos sejam recambiados nos próximos dias para Aracaju, para responder aos processos judiciais abertos contra eles em Sergipe. Há também a suspeita de que eles teriam, em um intervalo de um ano, ordenado a execução de 13 assassinatos. 
As operações foram em cumprimento a vários mandados de prisão expedidos pela Justiça sergipana contra 'Galego' e 'Galeguinho', que juntos, respondem a 13 processos por homicídio, associação criminosa, tráfico de drogas e porte ilegal de arma de fogo. Em um deles, relacionado à 'Operação Valquíria', que investigou um total de 17 assassinatos e outros crimes relacionados ao jogo do bicho, tráfico, assaltos e agiotagem, Ademir foi condenado a 22 anos de prisão em regime fechado. Segundo a polícia, ele era ainda investigado como possível participante de três mortes de detentos ocorridas em abril do ano passado no Complexo Penitenciário Manoel Carvalho Neto (Copemcan). 
Mesmo com esse histórico e contrariando um parecer contrário da Procuradoria Geral da República (PGR), Ademir foi beneficiado, em 7 de fevereiro deste ano, por um habeas-corpus concedido pelo ministro Marco Aurélio de Mello, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinando sua liberdade. O delegado Osvaldo Resende Neto, do Departamento de Narcóticos (Denarc), confirma que 'Demir' aproveitou a liminar para fugir de Sergipe e, a partir daí, reconstituir parte das atividades criminosas desenvolvidas pelo grupo desbaratado na 'Valquíria'. "A linha fornecedora de armas e drogas da organização se restabeleceu e sediou-se nesta cidade ao lado de Goiânia, de onde eles estavam adquirindo grandes quantidades de drogas, armas e munições, enviando essas remessas para Sergipe e para o Nordeste", disse o delegado. 
A polícia apurou que Goiás (onde também houve investigações da 'Valquíria' em 2013) foi escolhida por causa de sua proximidade com o Mato Grosso do Sul e com as fronteiras do Brasil com Paraguai e Bolívia, considerados principais polos fornecedores de cocaína, maconha e armas pesadas - muitas delas intermediadas junto a grandes facções criminosas. Essas movimentações eram estimadas em dezenas de milhões de reais. "Com a prisão do Ademir e do Aduilson, nós conseguimos cortar os principais fornecedores de drogas e armas de fogo de calibre de uso restrito", afirmou ele.
Uma das armas fornecidas pela quadrilha dos irmãos 'Galego' e 'Galeguinho' foi uma metralhadora antiaérea ponto 50, encontrada no ano passado com uma quadrilha de assaltantes investigada pelas polícias civis do Maranhão e do Pará. Os sergipanos também estão ligados a uma remessa apreendida no dia 20 de novembro de 2018, em Garanhuns (PE), onde a polícia pernambucana encontrou um fuzil calibre 556, 720 munições, duas pistolas calibre 380, um revólver calibre 38, um equipamento bloqueador de sinal GPS e três quilos de maconha e cocaína.