A batalha dos campi

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Publicada em 17/07/2019 às 23:17:00

 

Por hora, seria prematuro emitir 
qualquer juízo a respeito do pla
no Future-se, lançado ontem pelo Ministério da Educação, com o fim de apresentar uma alternativa viável para o financiamento do ensino de terceiro grau. A opinião é da Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino. Segundo os reitores, a liberação das verbas represadas em abril, sob o pretexto de contornar a crise, deve anteceder a adesão ao programa. Sem grana, sem papo.
Para início de conversa, a construção do programa do governo federal não teve a participação da comunidade acadêmica. Grupos de estudo estão sendo organizados para se debruçar sobre a proposta. Os efeitos do contingenciamento - ou corte, como preferem professores e estudantes -, ao contrário, já são percebidos no dia a dia dos campi, Brasil a fora.
A principal proposta do Future-se é a criação de um fundo de R$ 102 bilhões, de administração privada, que estaria disponível às universidades que aderirem ao plano. As instituições disputariam a verba segundo critérios envolvendo gestão, pesquisa e inovação. Essas metas ainda não foram divulgadas pelo MEC.
Certo é que após o confronto ideológico promovido pelo governo federal, desde o início da gestão Bolsonaro, a comunidade acadêmica tem razões de sobra para desconfiança. Pela primeira vez na história recente da República, a sala de aula foi tomada por campo de batalha partidário e eleitoral.

Por hora, seria prematuro emitir  qualquer juízo a respeito do pla no Future-se, lançado ontem pelo Ministério da Educação, com o fim de apresentar uma alternativa viável para o financiamento do ensino de terceiro grau. A opinião é da Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino. Segundo os reitores, a liberação das verbas represadas em abril, sob o pretexto de contornar a crise, deve anteceder a adesão ao programa. Sem grana, sem papo.
Para início de conversa, a construção do programa do governo federal não teve a participação da comunidade acadêmica. Grupos de estudo estão sendo organizados para se debruçar sobre a proposta. Os efeitos do contingenciamento - ou corte, como preferem professores e estudantes -, ao contrário, já são percebidos no dia a dia dos campi, Brasil a fora.
A principal proposta do Future-se é a criação de um fundo de R$ 102 bilhões, de administração privada, que estaria disponível às universidades que aderirem ao plano. As instituições disputariam a verba segundo critérios envolvendo gestão, pesquisa e inovação. Essas metas ainda não foram divulgadas pelo MEC.
Certo é que após o confronto ideológico promovido pelo governo federal, desde o início da gestão Bolsonaro, a comunidade acadêmica tem razões de sobra para desconfiança. Pela primeira vez na história recente da República, a sala de aula foi tomada por campo de batalha partidário e eleitoral.