Governo envia especialistas para inspecionar segurança das barragens da Cohidro

Geral


  • PRIMEIRA AVALIAÇÃO FOI NO PERÍMETRO DA RIBEIRA

  • Corpo técnico, formado por engenheiros e geólogo, começou pelo Perímetro Irrigado da Ribeira

 

Um grupo de especia
listas do governo de 
Sergipe deu início a uma série de vistorias para verificar a segurança nas barragens de retenção de água dos perímetros irrigados da Companhia de Desenvolvimento de Recursos Hídricos e Irrigação de Sergipe - Cohidro. Os cinco reservatórios banham sete municípios, distribuídos em três microrregiões do estado e estão todos cheios, após uma semana inteira de intensas chuvas. A primeira visita aconteceu na barragem construída para abastecer o Perímetro Irrigado da Ribeira, entre os municípios de Itabaiana e Campo do Brito, fornecendo água para agricultar 466 lotes familiares e para o consumo humano das áreas urbanas em seu entorno, a partir de captação da Companhia de Saneamento de Sergipe - Deso.
O grande volume de água sendo disperso nos vertedouros dessas barragens causam receio na população e, para tranquilizar os moradores dos seus entornos, a Cohidro buscou a opinião técnica dos seus engenheiros civis e do Departamento Estadual de Proteção e Defesa Civil - Depec, além do geólogo da Superintendência Especial de Recursos Hídricos e Meio Ambiente - Serhma. Na sequência, a companhia vai repetir as diligências nas demais barragens e, segundo o diretor-presidente da Cohidro, Paulo Sobral, é uma medida preventiva que reforça o trabalho que vem sendo feito para monitorar a segurança nessas estruturas.
 "Temos a confirmação do Painel de Segurança de Barragens, que é o corpo de especialistas independentes, convocado pelo Programa Águas de Sergipe [do Governo do Estado], classificando as nossas barragens como de baixo risco quanto à capacidade de descarga de seu vertedouro e à consequente possibilidade de galgamento - que é o risco da estrutura de barramento da água se romper. Para reforçar essa garantia que já temos e tranquilizar a população, estamos enviando esses especialistas convidados e os nossos engenheiros civis Adnaldo Santana e Igor Garcez. Fora isso, nossas equipes locais estão fazendo visitas diárias nessas barragens para nos informar qualquer mudança no comportamento dos seus taludes", informou Paulo Sobral.
Apesar do volume de água que a barragem do perímetro da Ribeira está comportando e dispersando em seus vertedores, José Roberto Oliveira, engenheiro Civil da Depec, constatou que ela não apresenta nenhum risco em sua estabilidade estrutural. "Na vistoria que nós fizemos, observamos a condição dos taludes, principalmente a jusante [o sentido da correnteza, num curso d'água], para ver se existe alguma insurgência de água, alguma dolina ou minante. A gente sabe que uma insurgência de água a jusante da barragem poderia ser um risco, a depender do seu volume. Mas nós não vimos nada que pudesse indicar perigo aos moradores que residem na parte a jusante da barragem", disse, reforçando a importância que a barragens têm na contenção de cheias, além do acúmulo de água proporcionado para múltiplos usos e perenização dos rios.
Também na avaliação de João Carlos da Rocha, geólogo na Serhma, não há inícios de risco na estrutura da barragem. "O ideal é que se veja as insurgências, as percolações em período seco, mas demos uma olhada no pé da barragem, que seria o ponto mais crítico. Estava passando muita água - em grande parte em função das precipitações bastante elevadas -, mas água estava relativamente limpa e a gente não via nenhuma saída exagerada de água que pudesse comprometer a segurança da barragem, em relação à altura de lâmina d'água que ela atingiu", avaliou. Ainda segundo ele, o grupo deve retornar ao local em dia seco, equipado com um drone, para verificar a estrutura da barragem com maiores detalhes.

Um grupo de especia listas do governo de  Sergipe deu início a uma série de vistorias para verificar a segurança nas barragens de retenção de água dos perímetros irrigados da Companhia de Desenvolvimento de Recursos Hídricos e Irrigação de Sergipe - Cohidro. Os cinco reservatórios banham sete municípios, distribuídos em três microrregiões do estado e estão todos cheios, após uma semana inteira de intensas chuvas. A primeira visita aconteceu na barragem construída para abastecer o Perímetro Irrigado da Ribeira, entre os municípios de Itabaiana e Campo do Brito, fornecendo água para agricultar 466 lotes familiares e para o consumo humano das áreas urbanas em seu entorno, a partir de captação da Companhia de Saneamento de Sergipe - Deso.
O grande volume de água sendo disperso nos vertedouros dessas barragens causam receio na população e, para tranquilizar os moradores dos seus entornos, a Cohidro buscou a opinião técnica dos seus engenheiros civis e do Departamento Estadual de Proteção e Defesa Civil - Depec, além do geólogo da Superintendência Especial de Recursos Hídricos e Meio Ambiente - Serhma. Na sequência, a companhia vai repetir as diligências nas demais barragens e, segundo o diretor-presidente da Cohidro, Paulo Sobral, é uma medida preventiva que reforça o trabalho que vem sendo feito para monitorar a segurança nessas estruturas.
 "Temos a confirmação do Painel de Segurança de Barragens, que é o corpo de especialistas independentes, convocado pelo Programa Águas de Sergipe [do Governo do Estado], classificando as nossas barragens como de baixo risco quanto à capacidade de descarga de seu vertedouro e à consequente possibilidade de galgamento - que é o risco da estrutura de barramento da água se romper. Para reforçar essa garantia que já temos e tranquilizar a população, estamos enviando esses especialistas convidados e os nossos engenheiros civis Adnaldo Santana e Igor Garcez. Fora isso, nossas equipes locais estão fazendo visitas diárias nessas barragens para nos informar qualquer mudança no comportamento dos seus taludes", informou Paulo Sobral.
Apesar do volume de água que a barragem do perímetro da Ribeira está comportando e dispersando em seus vertedores, José Roberto Oliveira, engenheiro Civil da Depec, constatou que ela não apresenta nenhum risco em sua estabilidade estrutural. "Na vistoria que nós fizemos, observamos a condição dos taludes, principalmente a jusante [o sentido da correnteza, num curso d'água], para ver se existe alguma insurgência de água, alguma dolina ou minante. A gente sabe que uma insurgência de água a jusante da barragem poderia ser um risco, a depender do seu volume. Mas nós não vimos nada que pudesse indicar perigo aos moradores que residem na parte a jusante da barragem", disse, reforçando a importância que a barragens têm na contenção de cheias, além do acúmulo de água proporcionado para múltiplos usos e perenização dos rios.
Também na avaliação de João Carlos da Rocha, geólogo na Serhma, não há inícios de risco na estrutura da barragem. "O ideal é que se veja as insurgências, as percolações em período seco, mas demos uma olhada no pé da barragem, que seria o ponto mais crítico. Estava passando muita água - em grande parte em função das precipitações bastante elevadas -, mas água estava relativamente limpa e a gente não via nenhuma saída exagerada de água que pudesse comprometer a segurança da barragem, em relação à altura de lâmina d'água que ela atingiu", avaliou. Ainda segundo ele, o grupo deve retornar ao local em dia seco, equipado com um drone, para verificar a estrutura da barragem com maiores detalhes.

 


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