Cinco casas em área ambiental são derrubadas

Compartilhar:
Imprimir Aumentar Texto Diminuir Texto

Publicada em 18/07/2019 às 00:13:00

 

Milton Alves Júnior
Cinco casas erguidas em área de preservação ambiental,  no loteamento Jardim Centenário, zona Norte de Aracaju, foram demolidas na manhã de ontem por determinação do poder judiciário federal, por meio da Secretaria do Patrimônio da União. Conforme enaltecido pela SPU, os imóveis foram erguidos em área de preservação ambiental, e todos os moradores apresentados como representantes dessas casas foram anteriormente orientados a deixar o local e retirar todos os respectivos pertences. Apesar de não apresentar resistência, a população negou que comunicados prévios tenham sido apresentados pela superintendência da própria Secretaria de Patrimônio da União visando minimizar os transtornos para os moradores.
Elonísio Santos, um dos moradores obrigados a deixar o espaço, disse ao JORNAL DO DIA ter acordado ainda no final da madrugada com o barulho dos tratores se aproximando da então respectiva residência. A fim de atender a determinação judicial, a operação de reintegração de posse do terreno foi acompanhada por agentes da Polícia Federal e da Polícia Militar do Estado de Sergipe que realizou apoio paralelo à ação. Se dizendo abalado emocionalmente, o crítico informou que muitas pessoas estavam dormindo no momento da operação e não tiveram tempo hábil para retirar os pertences pessoais. Todo o trabalho de demolição durou menos de 30 minutos.
"Foi tudo muito rápido. Eu lembro que estava dormindo já prestes a acordar quando ouvi o barulho dos tratores e pessoas conversando. Fui na porta olhar pela brecha do que se tratava e me assustei com a determinação de deixar a casa porque ela seria destruída. É triste perceber como nossas famílias foram destratadas, nos sentimos um nada. Hoje estou com a família desabrigada e sem nem para onde ir passar a noite", declarou. Sobre a perda dos pertences, por ter despertado mais cedo, antes mesmo dos agentes baterem em sua porta, Elonísio Santos reconheceu que conseguiu salvar um maior número de objetos.
 "Se for observar, em minha casa conseguimos retirar um maior número de coisas porque como a gente sabia que nada iria reverter aquela situação, começamos logo a tirar as coisas mais valiosas. Muitos vizinhos não tiveram essa mesma sorte e acabaram acordando atordoados com o baque na porta. Rapidinho, em fração de poucos minutos toda a estrutura desmoronou. É realmente muito triste o que nós estamos passando. Até agora não consigo acreditar em tudo que aconteceu hoje", completou o ex-morador. De acordo com a Superintendente da Secretaria de Patrimônio da União (SPU), Geovanka Carvalho, o processo se estende há vários meses.
Sem se pronunciar com riqueza de detalhes sobre o processo de reintegração da área, a representante da SPU garantiu que o conteúdo era de conhecimento coletivo. "Antes de se ocorrer uma ação como essa, muitas audiências públicas, diálogo no local e estudo detalhado da área é realizado justamente para se evitar injustiças. Podem ter certeza que quando nós chegamos numa fase como essa de desocupação, inclusive de retirada da construção, é porque já existe uma determinação judicial", relatou. Aproveitando a oportunidade para chamar a atenção dos demais moradores que não obtiveram os respectivos imóveis demolidos, Geovanka Carvalho relatou:
 "Não descartamos a possibilidade de no futuro próximo, ou não, outros imóveis construídos em locais proibidos também sejam demolidos por decisão judicial. É preciso que todos estejam atentos a situação do seu imóvel para que busquem ficar tranquilos em caso de legalidade, ou busquem se mudar em caso de construção irregular."

Milton Alves Júnior

Cinco casas erguidas em área de preservação ambiental,  no loteamento Jardim Centenário, zona Norte de Aracaju, foram demolidas na manhã de ontem por determinação do poder judiciário federal, por meio da Secretaria do Patrimônio da União. Conforme enaltecido pela SPU, os imóveis foram erguidos em área de preservação ambiental, e todos os moradores apresentados como representantes dessas casas foram anteriormente orientados a deixar o local e retirar todos os respectivos pertences. Apesar de não apresentar resistência, a população negou que comunicados prévios tenham sido apresentados pela superintendência da própria Secretaria de Patrimônio da União visando minimizar os transtornos para os moradores.
Elonísio Santos, um dos moradores obrigados a deixar o espaço, disse ao JORNAL DO DIA ter acordado ainda no final da madrugada com o barulho dos tratores se aproximando da então respectiva residência. A fim de atender a determinação judicial, a operação de reintegração de posse do terreno foi acompanhada por agentes da Polícia Federal e da Polícia Militar do Estado de Sergipe que realizou apoio paralelo à ação. Se dizendo abalado emocionalmente, o crítico informou que muitas pessoas estavam dormindo no momento da operação e não tiveram tempo hábil para retirar os pertences pessoais. Todo o trabalho de demolição durou menos de 30 minutos.
"Foi tudo muito rápido. Eu lembro que estava dormindo já prestes a acordar quando ouvi o barulho dos tratores e pessoas conversando. Fui na porta olhar pela brecha do que se tratava e me assustei com a determinação de deixar a casa porque ela seria destruída. É triste perceber como nossas famílias foram destratadas, nos sentimos um nada. Hoje estou com a família desabrigada e sem nem para onde ir passar a noite", declarou. Sobre a perda dos pertences, por ter despertado mais cedo, antes mesmo dos agentes baterem em sua porta, Elonísio Santos reconheceu que conseguiu salvar um maior número de objetos.
 "Se for observar, em minha casa conseguimos retirar um maior número de coisas porque como a gente sabia que nada iria reverter aquela situação, começamos logo a tirar as coisas mais valiosas. Muitos vizinhos não tiveram essa mesma sorte e acabaram acordando atordoados com o baque na porta. Rapidinho, em fração de poucos minutos toda a estrutura desmoronou. É realmente muito triste o que nós estamos passando. Até agora não consigo acreditar em tudo que aconteceu hoje", completou o ex-morador. De acordo com a Superintendente da Secretaria de Patrimônio da União (SPU), Geovanka Carvalho, o processo se estende há vários meses.
Sem se pronunciar com riqueza de detalhes sobre o processo de reintegração da área, a representante da SPU garantiu que o conteúdo era de conhecimento coletivo. "Antes de se ocorrer uma ação como essa, muitas audiências públicas, diálogo no local e estudo detalhado da área é realizado justamente para se evitar injustiças. Podem ter certeza que quando nós chegamos numa fase como essa de desocupação, inclusive de retirada da construção, é porque já existe uma determinação judicial", relatou. Aproveitando a oportunidade para chamar a atenção dos demais moradores que não obtiveram os respectivos imóveis demolidos, Geovanka Carvalho relatou:
 "Não descartamos a possibilidade de no futuro próximo, ou não, outros imóveis construídos em locais proibidos também sejam demolidos por decisão judicial. É preciso que todos estejam atentos a situação do seu imóvel para que busquem ficar tranquilos em caso de legalidade, ou busquem se mudar em caso de construção irregular."