Acusado de estuprar autista tentou fugir para Caruaru

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Claudiomar Batista de Oliveira, 27 anos, teve sua prisão temporária decretada pela Justiça
Claudiomar Batista de Oliveira, 27 anos, teve sua prisão temporária decretada pela Justiça

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Publicada em 19/07/2019 às 22:46:00

 

Gabriel Damásio
A Polícia Civil deu on-
tem novos detalhes 
sobre as investigações do caso do estupro praticado contra um menino autista de 14 anos, que aconteceu na semana passada em Tobias Barreto (Centro-Sul) e ganhou repercussão porque o crime foi gravado em um vídeo distribuído através do aplicativo Whatsapp. Claudiomar Batista de Oliveira, 27 anos, apontado pela polícia como autor do abuso sexual, teve sua prisão temporária decretada pela Justiça e foi preso na madrugada de ontem, em um ônibus interestadual que seguia de Aracaju para Caruaru (PE). O acusado foi detido pela Polícia Rodoviária Federal (PRF), que foi acionada pela Civil e interceptou o ônibus na BR-235, depois de uma informação repassada pelo Disque-Denúncia (181). 
De acordo com o delegado Fábio Pimentel, responsável pelo caso, uma testemunha ligou para o 181 informando que, por volta das 23h, Claudiomar estava no Terminal Rodoviário José Rollemberg Leite, no Capucho (zona oeste), aguardando na fila do embarque para Caruaru. A suspeita é de que ele tentaria fugir para a cidade pernambucana. Com as informações repassadas pelo delegado, uma equipe da PRF abordou o ônibus no posto da saída de Aracaju e identificou o suspeito entre os passageiros. Ele foi levado preso à Central de Flagrantes e encaminhado em seguida para Tobias Barreto. 
O crime começou a ser investigado depois que três vídeos com todo o registro do estupro chegaram ao conhecimento da polícia e do Conselho Tutelar de Tobias. Pimentel confirmou que foi procurado no último dia 12 pela mulher responsável pelos cuidados do garoto autista - que faz um acompanhamento psicológico em Aracaju - e também por um adolescente, amigo do menino, que o reconheceu em uma das gravações. A partir daí, outros depoimentos foram tomados e confirmaram tanto os autores do crime quanto a dinâmica de como ele aconteceu.  
"Segundo a vítima, ele estava voltando do supermercado onde ele foi fazer compras para a sua responsável, e na volta foi abordado por três homens que o atraíram dizendo que entregariam a ele uma encomenda para levar até a moça. O menor foi até o fundo de uma casa abandonada com os suspeitos onde foi molestado sexualmente, e enquanto um dos suspeitos filmava o ato, outro homem incentivava Claudiomar a continuar o ato sexual", completou o delegado Fábio Pimentel. O abuso foi confirmado por exames de corpo delito realizados no Instituto Médico-Legal (IML). 
Ainda segundo o delegado, Batista admitiu em depoimento ter abusado sexualmente do menino, mas também procurou responsabilizar os outros dois homens envolvidos no crime, sendo um que incentivou o ataque, mandando que o autor tirasse as roupas da vítima, e o outro que gravou toda a cena e espalhou o vídeo nos grupos, em tom de deboche. Os dois envolvidos se apresentaram na delegacia e negaram ter estuprado diretamente a vítima, mas admitiram que apenas incentivaram o ato. "Durante a semana colhemos provas e fizemos diversas diligências que afirmavam a versão da vítima", atesta o delegado, concluindo ainda que os três acusados teriam atacado o garoto por imaginarem que ele seria um suposto homossexual. 
Batista foi indiciado pelo crime de estupro de vulnerável. O suspeito que filmou o ato sexual irá responder pela divulgação de filme pornográfico e pela prática de estupro participativo. Um terceiro envolvido, que aparece no vídeo mandando o Claudiomar tirar as roupas do adolescente também irá responder por participação no crime. A polícia já advertiu os integrantes de grupos de Whatsapp para que não compartilhem as gravações do abuso, sob pena de serem processados. "Eu mesmo faço parte de vários grupos de notícias de Tobias Barreto e em pelo menos em um deles já fiz esse alerta: quem espalhar esse vídeo, vai pagar por esse crime também, por se tratar de envolver um menor de idade em conteúdo pornográfico", disse Pimentel.
O autismo é um transtorno neurológico caracterizado por comprometimento da interação social, comunicação verbal e não-verbal e comportamento restrito e repetitivo, o que exige cuidados especiais na família e na educação de seus pacientes. A vítima está sendo acompanhada pelo Conselho Tutelar de Tobias Barreto e por psicólogos que o acompanham na capital, os quais já foram contatados pela polícia para apresentar relatórios e análises que comprovem a condição psicológica do adolescente violentado - o que, segundo fontes policiais, pode reforçar mais as provas para condenar os acusados. 

Gabriel Damásio

A Polícia Civil deu on- tem novos detalhes  sobre as investigações do caso do estupro praticado contra um menino autista de 14 anos, que aconteceu na semana passada em Tobias Barreto (Centro-Sul) e ganhou repercussão porque o crime foi gravado em um vídeo distribuído através do aplicativo Whatsapp. Claudiomar Batista de Oliveira, 27 anos, apontado pela polícia como autor do abuso sexual, teve sua prisão temporária decretada pela Justiça e foi preso na madrugada de ontem, em um ônibus interestadual que seguia de Aracaju para Caruaru (PE). O acusado foi detido pela Polícia Rodoviária Federal (PRF), que foi acionada pela Civil e interceptou o ônibus na BR-235, depois de uma informação repassada pelo Disque-Denúncia (181). 
De acordo com o delegado Fábio Pimentel, responsável pelo caso, uma testemunha ligou para o 181 informando que, por volta das 23h, Claudiomar estava no Terminal Rodoviário José Rollemberg Leite, no Capucho (zona oeste), aguardando na fila do embarque para Caruaru. A suspeita é de que ele tentaria fugir para a cidade pernambucana. Com as informações repassadas pelo delegado, uma equipe da PRF abordou o ônibus no posto da saída de Aracaju e identificou o suspeito entre os passageiros. Ele foi levado preso à Central de Flagrantes e encaminhado em seguida para Tobias Barreto. 
O crime começou a ser investigado depois que três vídeos com todo o registro do estupro chegaram ao conhecimento da polícia e do Conselho Tutelar de Tobias. Pimentel confirmou que foi procurado no último dia 12 pela mulher responsável pelos cuidados do garoto autista - que faz um acompanhamento psicológico em Aracaju - e também por um adolescente, amigo do menino, que o reconheceu em uma das gravações. A partir daí, outros depoimentos foram tomados e confirmaram tanto os autores do crime quanto a dinâmica de como ele aconteceu.  
"Segundo a vítima, ele estava voltando do supermercado onde ele foi fazer compras para a sua responsável, e na volta foi abordado por três homens que o atraíram dizendo que entregariam a ele uma encomenda para levar até a moça. O menor foi até o fundo de uma casa abandonada com os suspeitos onde foi molestado sexualmente, e enquanto um dos suspeitos filmava o ato, outro homem incentivava Claudiomar a continuar o ato sexual", completou o delegado Fábio Pimentel. O abuso foi confirmado por exames de corpo delito realizados no Instituto Médico-Legal (IML). 
Ainda segundo o delegado, Batista admitiu em depoimento ter abusado sexualmente do menino, mas também procurou responsabilizar os outros dois homens envolvidos no crime, sendo um que incentivou o ataque, mandando que o autor tirasse as roupas da vítima, e o outro que gravou toda a cena e espalhou o vídeo nos grupos, em tom de deboche. Os dois envolvidos se apresentaram na delegacia e negaram ter estuprado diretamente a vítima, mas admitiram que apenas incentivaram o ato. "Durante a semana colhemos provas e fizemos diversas diligências que afirmavam a versão da vítima", atesta o delegado, concluindo ainda que os três acusados teriam atacado o garoto por imaginarem que ele seria um suposto homossexual. 
Batista foi indiciado pelo crime de estupro de vulnerável. O suspeito que filmou o ato sexual irá responder pela divulgação de filme pornográfico e pela prática de estupro participativo. Um terceiro envolvido, que aparece no vídeo mandando o Claudiomar tirar as roupas do adolescente também irá responder por participação no crime. A polícia já advertiu os integrantes de grupos de Whatsapp para que não compartilhem as gravações do abuso, sob pena de serem processados. "Eu mesmo faço parte de vários grupos de notícias de Tobias Barreto e em pelo menos em um deles já fiz esse alerta: quem espalhar esse vídeo, vai pagar por esse crime também, por se tratar de envolver um menor de idade em conteúdo pornográfico", disse Pimentel.
O autismo é um transtorno neurológico caracterizado por comprometimento da interação social, comunicação verbal e não-verbal e comportamento restrito e repetitivo, o que exige cuidados especiais na família e na educação de seus pacientes. A vítima está sendo acompanhada pelo Conselho Tutelar de Tobias Barreto e por psicólogos que o acompanham na capital, os quais já foram contatados pela polícia para apresentar relatórios e análises que comprovem a condição psicológica do adolescente violentado - o que, segundo fontes policiais, pode reforçar mais as provas para condenar os acusados.