UFS nega risco de paralisar no segundo semestre

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Em comunicado oficial, reitoria da Universidade Federal de Sergipe tranquiliza comunidade e garante que \"não há risco de paralisação das atividades acadêmicas\" no segundo semestre de 2019
Em comunicado oficial, reitoria da Universidade Federal de Sergipe tranquiliza comunidade e garante que \"não há risco de paralisação das atividades acadêmicas\" no segundo semestre de 2019

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Publicada em 19/07/2019 às 22:49:00

 

Gabriel Damásio
A Universidade Federal 
de Sergipe (UFS) infor
mou ontem, em um comunicado oficial, que "não há risco de paralisação das atividades acadêmicas" no segundo semestre de 2019. A nota foi divulgada por causa de comentários feitos ao longo da semana por políticos, sindicalistas e líderes estudantis que se manifestaram contra o corte de verbas para todas as universidades públicas federais do Brasil, anunciado no começo do ano pelo Ministério da Educação (MEC). De acordo com as informações que chegaram a ser divulgadas, a UFS foi afetada com a diminuição de cerca de R$ 29,5 milhões em verbas do MEC, equivalente a 47% da dotação inicial prevista para cobrir as despesas anuais da instituição. 
A UFS assegura que, no momento, há condições de retorno das atividades acadêmicas a partir de agosto. No comunicado, a Pró-Reitoria de Planejamento (Proplan) afirma que "o quadro orçamentário e de execução financeira referente às despesas de custeio (serviços e insumos) e de capital (investimentos) difere bastante de uma universidade para outra" e que "no caso específico da UFS, não há, em absoluto, riscos de paralisação das atividades acadêmicas no segundo semestre". A universidade admite, contudo, que poderá fazer ajustes em seus serviços terceirizados, que terão sua contratação diminuída se não houver aumento ou reposição das verbas de custeio até o fim deste ano. 
"Caso o contingenciamento de 30% das despesas discricionárias permaneça até o final do exercício de 2019, haverá o risco de interrupção ou revisão de contratos de pessoal de apoio terceirizado (vigilância, limpeza, apoio administrativo, motoristas, etc) e restrições quanto ao pagamento de insumos como água, energia, telefonia, etc, por falta de empenho de créditos orçamentários. Se não houver liberação dos limites de créditos disponíveis, a UFS deverá proceder ajustes nos contratos de maior valor, nos últimos meses do exercício de 2019", afirma a instituição, explicando que "as universidades, embora tenham a mesma restrição de 30%, possuem orçamentos distintos, razão pela qual o impacto nas despesas correntes tende a ocorrer em períodos (meses) e rubricas diferentes para cada instituição".
O comunicado conclui afirmando que a UFS "dispõe de uma excelente equipe técnica responsável pela aplicação dos recursos liberados, permitindo que o planejamento orçamentário seja executado de modo eficiente, atendendo a todos os princípios da integridade e da boa governança". A reitoria informa ainda que vem tentando manter um diálogo mais próximo do governo federal para garantir uma maior liberação de recurso. "A gestão superior da UFS reafirma o compromisso inarredável com a qualidade do ensino, da pesquisa e da extensão, razão pela qual confia plenamente na liberação integral do orçamento antes do encerramento do exercício de 2019", conclui a nota.

Gabriel Damásio

A Universidade Federal  de Sergipe (UFS) infor mou ontem, em um comunicado oficial, que "não há risco de paralisação das atividades acadêmicas" no segundo semestre de 2019. A nota foi divulgada por causa de comentários feitos ao longo da semana por políticos, sindicalistas e líderes estudantis que se manifestaram contra o corte de verbas para todas as universidades públicas federais do Brasil, anunciado no começo do ano pelo Ministério da Educação (MEC). De acordo com as informações que chegaram a ser divulgadas, a UFS foi afetada com a diminuição de cerca de R$ 29,5 milhões em verbas do MEC, equivalente a 47% da dotação inicial prevista para cobrir as despesas anuais da instituição. 
A UFS assegura que, no momento, há condições de retorno das atividades acadêmicas a partir de agosto. No comunicado, a Pró-Reitoria de Planejamento (Proplan) afirma que "o quadro orçamentário e de execução financeira referente às despesas de custeio (serviços e insumos) e de capital (investimentos) difere bastante de uma universidade para outra" e que "no caso específico da UFS, não há, em absoluto, riscos de paralisação das atividades acadêmicas no segundo semestre". A universidade admite, contudo, que poderá fazer ajustes em seus serviços terceirizados, que terão sua contratação diminuída se não houver aumento ou reposição das verbas de custeio até o fim deste ano. 
"Caso o contingenciamento de 30% das despesas discricionárias permaneça até o final do exercício de 2019, haverá o risco de interrupção ou revisão de contratos de pessoal de apoio terceirizado (vigilância, limpeza, apoio administrativo, motoristas, etc) e restrições quanto ao pagamento de insumos como água, energia, telefonia, etc, por falta de empenho de créditos orçamentários. Se não houver liberação dos limites de créditos disponíveis, a UFS deverá proceder ajustes nos contratos de maior valor, nos últimos meses do exercício de 2019", afirma a instituição, explicando que "as universidades, embora tenham a mesma restrição de 30%, possuem orçamentos distintos, razão pela qual o impacto nas despesas correntes tende a ocorrer em períodos (meses) e rubricas diferentes para cada instituição".
O comunicado conclui afirmando que a UFS "dispõe de uma excelente equipe técnica responsável pela aplicação dos recursos liberados, permitindo que o planejamento orçamentário seja executado de modo eficiente, atendendo a todos os princípios da integridade e da boa governança". A reitoria informa ainda que vem tentando manter um diálogo mais próximo do governo federal para garantir uma maior liberação de recurso. "A gestão superior da UFS reafirma o compromisso inarredável com a qualidade do ensino, da pesquisa e da extensão, razão pela qual confia plenamente na liberação integral do orçamento antes do encerramento do exercício de 2019", conclui a nota.