Moradores do Jabotiana denunciam aterro de lagoa

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Manifestação dos moradores do Conjunto Santa Lúcia
Manifestação dos moradores do Conjunto Santa Lúcia

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Publicada em 19/07/2019 às 22:52:00

 

Pela segunda vez em menos de uma semana moradores da região Oeste de Aracaju se reuniram no bairro Jabotiana para protestar e reivindicar a paralisação da construção de uma estação de tratamento na área da Lagoa Doce. Além de julgar um crime contra o meio ambiente, a comunidade alega que o serviço realizado pelo Governo do Estado contribui para que os problemas naturais se tornem mais presentes no dia-a-dia dos moradores. Entre essas intercorrências está a ausência de escoamento imediato e qualificado das águas da chuva, e, consequentemente, a inundação de ruas e avenidas. Situação semelhante a enfrentada no início desse mês.
Em virtude dos problemas enfrentados neste mês, os moradores voltaram a ocupar as vias públicas para pressionar gestores do Governo de Sergipe, bem como os administradores da Prefeitura de Aracaju. Bloqueando paulatinamente o fluxo de veículos na Avenida Presidente Tancredo Neves - uma das principais da capital sergipana -, a população garantiu que os atos públicos devem permanecer ocorrendo caso os pedidos não sejam atendidos. De acordo com o organizador do ato, Flávio Marcell, o pleito dos moradores ocorre há mais de cinco anos, porém, apenas na semana passada promessas que geram esperanças aos moradores fora, apresentadas.
 "Veja como são as coisas, em 2015 houve uma situação semelhante aqui quando a chuva inundou tudo, o rio transbordou e inúmeras casas foram literalmente invadidas pela água da chuva. Foram feitor pedidos de solução para o problema, mas nada. Agora que o mesmo problema voltou a atingir os conjuntos, a prefeitura e o governo dizem trabalhar para solucionar o problema. Porque não fizeram isso antes. Deixa a inundação ocorrer mais uma vez para voltar a prometer mudanças", disse. O primeiro ato público desta semana aconteceu na segunda-feira, 15, quando o prefeito Edvaldo Nogueira esteve na região para anunciar um pacote de medidas visando atender o desejo dos moradores.
A última vez que uma enchente gerou prejuízos às famílias na zona Oeste foi em maio de 2015. Naquele episódio ao menos 60 pessoas foram obrigadas a deixar as respectivas casas e também se abrigar em prédios públicos enquanto os pertences salvos eram amontoados em galpões improvisados. Desta vez, a PMA enaltece que 400 profissionais de diversas áreas seguem trabalhando na região com o objetivo de reparar os estragos feitos pela intensidade das chuvas e rajadas de vento. "Nossos órgãos municipais estão trabalhando intensamente como planejamos. No próximo dia 29 estaremos recebendo uma comissão de moradores para manter o dialogo sobre essa situação".
Em contraponto às alegações dos moradores, o governador Belivaldo Chagas (PSD), informou - também na segunda-feira durante solenidade no Jabotiana -, que não existem irregularidades no projeto realizado pela Companhia de Saneamento de Sergipe (Deso). "Caso alguém que consiga me provar que a obra na lagoa [doce] é um problema, eu determino que a Deso paralise a obra de imediato. A questão é que até agora o que temos são informações do corpo técnico de que não há problema, sendo assim, não consigo identificar como essa obra pode resultar em problemas", disse. Os moradores não informaram quando devem voltar a se organizar em atos.
No dia 01 de agosto, um dia após a reunião com Edvaldo Nogueira, uma comissão representante dos moradores se reunirão com Belivaldo Chagas para discutir o assunto. (MAJ)

Pela segunda vez em menos de uma semana moradores da região Oeste de Aracaju se reuniram no bairro Jabotiana para protestar e reivindicar a paralisação da construção de uma estação de tratamento na área da Lagoa Doce. Além de julgar um crime contra o meio ambiente, a comunidade alega que o serviço realizado pelo Governo do Estado contribui para que os problemas naturais se tornem mais presentes no dia-a-dia dos moradores. Entre essas intercorrências está a ausência de escoamento imediato e qualificado das águas da chuva, e, consequentemente, a inundação de ruas e avenidas. Situação semelhante a enfrentada no início desse mês.
Em virtude dos problemas enfrentados neste mês, os moradores voltaram a ocupar as vias públicas para pressionar gestores do Governo de Sergipe, bem como os administradores da Prefeitura de Aracaju. Bloqueando paulatinamente o fluxo de veículos na Avenida Presidente Tancredo Neves - uma das principais da capital sergipana -, a população garantiu que os atos públicos devem permanecer ocorrendo caso os pedidos não sejam atendidos. De acordo com o organizador do ato, Flávio Marcell, o pleito dos moradores ocorre há mais de cinco anos, porém, apenas na semana passada promessas que geram esperanças aos moradores fora, apresentadas.
 "Veja como são as coisas, em 2015 houve uma situação semelhante aqui quando a chuva inundou tudo, o rio transbordou e inúmeras casas foram literalmente invadidas pela água da chuva. Foram feitor pedidos de solução para o problema, mas nada. Agora que o mesmo problema voltou a atingir os conjuntos, a prefeitura e o governo dizem trabalhar para solucionar o problema. Porque não fizeram isso antes. Deixa a inundação ocorrer mais uma vez para voltar a prometer mudanças", disse. O primeiro ato público desta semana aconteceu na segunda-feira, 15, quando o prefeito Edvaldo Nogueira esteve na região para anunciar um pacote de medidas visando atender o desejo dos moradores.
A última vez que uma enchente gerou prejuízos às famílias na zona Oeste foi em maio de 2015. Naquele episódio ao menos 60 pessoas foram obrigadas a deixar as respectivas casas e também se abrigar em prédios públicos enquanto os pertences salvos eram amontoados em galpões improvisados. Desta vez, a PMA enaltece que 400 profissionais de diversas áreas seguem trabalhando na região com o objetivo de reparar os estragos feitos pela intensidade das chuvas e rajadas de vento. "Nossos órgãos municipais estão trabalhando intensamente como planejamos. No próximo dia 29 estaremos recebendo uma comissão de moradores para manter o dialogo sobre essa situação".
Em contraponto às alegações dos moradores, o governador Belivaldo Chagas (PSD), informou - também na segunda-feira durante solenidade no Jabotiana -, que não existem irregularidades no projeto realizado pela Companhia de Saneamento de Sergipe (Deso). "Caso alguém que consiga me provar que a obra na lagoa [doce] é um problema, eu determino que a Deso paralise a obra de imediato. A questão é que até agora o que temos são informações do corpo técnico de que não há problema, sendo assim, não consigo identificar como essa obra pode resultar em problemas", disse. Os moradores não informaram quando devem voltar a se organizar em atos.
No dia 01 de agosto, um dia após a reunião com Edvaldo Nogueira, uma comissão representante dos moradores se reunirão com Belivaldo Chagas para discutir o assunto. (MAJ)