Pérolas para Jobim

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Fé na beleza
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Publicada em 20/07/2019 às 14:23:00

 

A Música Popular Brasileira, aplaudida por certa malemolência, é também marcada por requintes pontuais de elevada erudição. Embora a sensibilidade verde e amarela, profundamente identificada com o País tropical da canção, seja sim tributária da alegria mais calorosa, tal sentimento nunca foi essencialmente estranho à forma clássica. É nessa espécie de Lado B do espírito nativo que o Duo Vieira aposta todas as fichas com o projeto Pérolas para Jobim.
As cores usualmente atribuídas ao cancioneiro tupiniquim pintam uma nação de traços folclóricos, lugar próprio do exótico, de valores alheios a grandezas musicais. Já a voz da cantora Rebeca Vieira, associada aos arranjos de acento camerístico assinados pelo sete cordas Ricardo Vieira, ao contrário, passa ao largo de tudo o que não é música. E, também por isso, busca aqui as próprias razões no repertório menos conhecido do maestro Tom Jobim.

A Música Popular Brasileira, aplaudida por certa malemolência, é também marcada por requintes pontuais de elevada erudição. Embora a sensibilidade verde e amarela, profundamente identificada com o País tropical da canção, seja sim tributária da alegria mais calorosa, tal sentimento nunca foi essencialmente estranho à forma clássica. É nessa espécie de Lado B do espírito nativo que o Duo Vieira aposta todas as fichas com o projeto Pérolas para Jobim.
As cores usualmente atribuídas ao cancioneiro tupiniquim pintam uma nação de traços folclóricos, lugar próprio do exótico, de valores alheios a grandezas musicais. Já a voz da cantora Rebeca Vieira, associada aos arranjos de acento camerístico assinados pelo sete cordas Ricardo Vieira, ao contrário, passa ao largo de tudo o que não é música. E, também por isso, busca aqui as próprias razões no repertório menos conhecido do maestro Tom Jobim.