Novas polêmicas de Bolsonaro

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A Frente Parlamentar em Defesa do Nordeste vai entrar com uma representação na PGR (Procuradoria Geral da União) contra o presidente Jair Bolsonaro pela sua declaração contra o Nordeste. Em nota, o grupo de congressistas disse que o político do PSL  \"
A Frente Parlamentar em Defesa do Nordeste vai entrar com uma representação na PGR (Procuradoria Geral da União) contra o presidente Jair Bolsonaro pela sua declaração contra o Nordeste. Em nota, o grupo de congressistas disse que o político do PSL \"

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Publicada em 23/07/2019 às 06:24:00

 

O presidente Jair Bolsonaro voltou a 
surpreender o povo brasileiro na 
sexta-feira, 19, com suas declarações durante café da manhã com jornalistas de veículos estrangeiros.
Primeiro, foi flagrado chamando os governadores do Nordeste como "paraíba" e atacando especificamente o do Maranhão, Flávio Dino (PCdoB-MA) durante  conversa informal com o ministro Onyx Lorenzoni (Casa Civil). Disse Bolsonaro a Onyx: "Daqueles governadores de 'paraíba', o pior é o do Maranhão; tem que ter nada com esse cara". A conversa foi registrada pela TV Brasil e viralizou nas redes sociais já à tarde.
Em resposta ao termo pejorativo usado por Bolsonaro, governadores divulgaram uma carta em que cobraram explicações do presidente. Eles afirmaram ter recebido "com espanto e profunda indignação a declaração do presidente da República transmitindo orientações de retaliação a governos estaduais, durante encontro com a imprensa internacional". O comunicado conclui: "Aguardamos esclarecimentos por parte da presidência da República e reiteramos nossa defesa da Federação e da democracia".
O Colegiado de Presidentes de Assembleias Legislativas dos Estados do Nordeste (ParlaNordeste) também repudiou declarações preconceituosas do presidente contra governadores da região. 
 No manifesto,  o ParlaNordeste ressalta o importante trabalho desenvolvido pelos nove governadores eleitos e reeleitos democraticamente pelo povo nordestino, os quais não têm medido esforços para promoverem o desenvolvimento dos seus estados e proporcionarem uma vida digna à população. "Por isso, lutaremos contra todo tipo retaliação em função de diferenças políticas ou preconceito. Exigimos respeito e não abriremos mão do cumprimento dos deveres do Governo Federal para com a nossa região", ressalta o manifesto assinado pelo presidente da Alese, deputado Luciano Bi spo (MDB).
Como se não bastasse a discriminação contra o Nordeste, Bolsonaro quer enganar a si mesmo e ao povo brasileiro dizendo que no país ninguém morre de fome. Chegou a declarar aos jornalistas, no café da manhã da sexta-feira: "Falar que se passa fome no Brasil é uma grande mentira". "Passa-se mal, não se come bem, aí eu concordo. Agora passar fome, não. Você não vê gente, mesmo pobre, pelas ruas com o físico esquelético como se vê em outros países pelo mundo". 
A exemplo das declarações preconceituosas contra o Nordeste, o presidente Bolsonaro também enfrentou reação nas redes sociais e na imprensa por ter dito que no Brasil ninguém passa fome.  A Folha de S. Paulo divulgou no mesmo dia da sua declaração equivocada - que depois o próprio presidente voltou atrás dizendo que "uma pequena parte passa fome e outros passam mal " -  dados do Ministério da Saúde mostrando que em 2017 um total de 5.653 pessoas morreu de desnutrição no país, o que corresponde a uma média de mais de 15 pessoas por dia.
Trocando em miúdos, a cada dia que passa Jair Bolsonaro demonstra despreparo para governar o Brasil e que ainda não desceu do palanque eleitoral...

O presidente Jair Bolsonaro voltou a  surpreender o povo brasileiro na  sexta-feira, 19, com suas declarações durante café da manhã com jornalistas de veículos estrangeiros.
Primeiro, foi flagrado chamando os governadores do Nordeste como "paraíba" e atacando especificamente o do Maranhão, Flávio Dino (PCdoB-MA) durante  conversa informal com o ministro Onyx Lorenzoni (Casa Civil). Disse Bolsonaro a Onyx: "Daqueles governadores de 'paraíba', o pior é o do Maranhão; tem que ter nada com esse cara". A conversa foi registrada pela TV Brasil e viralizou nas redes sociais já à tarde.
Em resposta ao termo pejorativo usado por Bolsonaro, governadores divulgaram uma carta em que cobraram explicações do presidente. Eles afirmaram ter recebido "com espanto e profunda indignação a declaração do presidente da República transmitindo orientações de retaliação a governos estaduais, durante encontro com a imprensa internacional". O comunicado conclui: "Aguardamos esclarecimentos por parte da presidência da República e reiteramos nossa defesa da Federação e da democracia".
O Colegiado de Presidentes de Assembleias Legislativas dos Estados do Nordeste (ParlaNordeste) também repudiou declarações preconceituosas do presidente contra governadores da região. 
 No manifesto,  o ParlaNordeste ressalta o importante trabalho desenvolvido pelos nove governadores eleitos e reeleitos democraticamente pelo povo nordestino, os quais não têm medido esforços para promoverem o desenvolvimento dos seus estados e proporcionarem uma vida digna à população. "Por isso, lutaremos contra todo tipo retaliação em função de diferenças políticas ou preconceito. Exigimos respeito e não abriremos mão do cumprimento dos deveres do Governo Federal para com a nossa região", ressalta o manifesto assinado pelo presidente da Alese, deputado Luciano Bi spo (MDB).
Como se não bastasse a discriminação contra o Nordeste, Bolsonaro quer enganar a si mesmo e ao povo brasileiro dizendo que no país ninguém morre de fome. Chegou a declarar aos jornalistas, no café da manhã da sexta-feira: "Falar que se passa fome no Brasil é uma grande mentira". "Passa-se mal, não se come bem, aí eu concordo. Agora passar fome, não. Você não vê gente, mesmo pobre, pelas ruas com o físico esquelético como se vê em outros países pelo mundo". 
A exemplo das declarações preconceituosas contra o Nordeste, o presidente Bolsonaro também enfrentou reação nas redes sociais e na imprensa por ter dito que no Brasil ninguém passa fome.  A Folha de S. Paulo divulgou no mesmo dia da sua declaração equivocada - que depois o próprio presidente voltou atrás dizendo que "uma pequena parte passa fome e outros passam mal " -  dados do Ministério da Saúde mostrando que em 2017 um total de 5.653 pessoas morreu de desnutrição no país, o que corresponde a uma média de mais de 15 pessoas por dia.
Trocando em miúdos, a cada dia que passa Jair Bolsonaro demonstra despreparo para governar o Brasil e que ainda não desceu do palanque eleitoral...

Reação 1

Alguns políticos reagiram a declaração do presidente Bolsonaro chamando governadores do Nordeste de "paraíba".  Disse o deputado federal Fábio Henrique (PDT-SE): "É muito preocupante saber que o Brasil está governado por um radical de direita, absolutamente despreparado e que governa como se est ivesse em campanha eleitoral. O nosso presidente, mesmo que não teve o meu voto, mas foi eleito para trabalhar por todos, vem disseminando o ódio e o preconceito. Infelizmente, ele não entendeu a importância do cargo que ocupa. Dia 19 de julho ficará conhecido como o dia das bobagens. Quanto mais ele fala, saem mais bobagens, inverdades e discriminação do ódio".

Reação 2

Do deputado federal Fabio Mitidieri (PSD-SE): "O seu preconceito não é maior que o meu Nordeste! Enquanto houver democracia, iremos combatê-lo, repudiá-lo. Você deveria ser o presidente de todos, unir a nação, mas você optou por disseminar o ódio. Vergonha!".

Reação 3

Declarou o senador Rogério Carvalho (PT-SE): "Não dá para uma pessoa que tem o papel de unir o país, agir dessa forma preconceituosa como vem agindo. Além dos erros graves na política externa! Como os navios do Irã, que é o 3° maior importador do Brasil, e eles não abastecem os navios por capricho". Disse ainda: "Nós somos hoje um país sem identidade, sem autonomia por causa do presidente Bolsonaro que se submete a todos as ordens cheias de capricho dos EUA".

Será?

Do deputado estadual Georgeo Passos (Rede), sobre aprovação do título de cidadão sergipano ao presidente Jair Bolsonaro, em projeto de autoria do deputado Capitão Samuel (PSC): "Será se alguém vai pedir na Alese a revogação da resolução que concede título de cidadão sergipano para Bolsonaro?".

JAF

O ex-governador João Alves Filho (DEM) completou ontem uma semana que está internado na UTI do Hospital Santa Luzia, em Brasília. Infelizmente o quadro de saúde não é dos melhores, com ele podendo passar a se alimentar por sonda.

Racha em Riachão

Está rachado o MDB de Sergipe na eleição suplementar em Riachão do Dantas, que ocorrerá em 1º de setembro. O presidente estadual da legenda, deputado federal Fábio Reis, vai apoiar Manuela Costa (PSC), nora da prefeita cassada Gerana Costa. Já o ex-governador Jackson Barreto, presidente do MDB em Aracaju, apoiará Simone Andrade (PSD) junto com o governador Belivaldo Chagas (PSD).  É regional a questão de Fábio apoiar Manuela. 

Ponto de vista 1

Do ex-senador Valadares (PSB) sobre o PT e o PCdoB: "Embora a sucessão para o governo esteja ainda muito longe, e ainda seja apenas uma miragem, vê-se que tanto Edvaldo [Nogueira] como Rogério [Carvalho] procuram um mesmo oásis repleto de água doce e de tâmaras, que é o poder estadual, mas tendo antes o comando da prefeitura mais poderosa, o que eles consideram um achado, um caminho mais fácil para que, um ou outro, seja eleito governador".

Ponto de vista 2

Prossegue Valadares em sua análise política: "Mas, conversando com os meus botões, e me lembrando do saudoso Garrincha, o inigualável ponta-direita de nossa seleção canarinha, seria melhor que antes de tudo, Rogério e Edvaldo conversassem com os "Russos?".

Fake news 1

A secretária municipal de Educação, Cecília Leite, atribuiu a fakes news informações divulgadas ontem em programas de rádio afirmando que a PMA não cumpria a previsão constitucional. "Estamos em dia com o que reza a Constituição Federal, pois sempre tratamos a Educação aqui como prioridade", afirmou, ressaltando que esses dados foram referendados pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE).

Fake news 2 

Segundo a secretária, pelo TCE-SE, em 2018, a Prefeitura investiu o montante de R$ 305.423.558,70, correspondendo a 25,45% da receita resultante de impostos, ou seja, superior aos 25% previstos em lei. "Num documento de 22 páginas, o Tribunal de Contas do Estado faz um minucioso relatório sobre as aplicações das receitas do município de Aracaju em Educação, atestando que a prefeitura vem fazendo direitinho o dever de casa no que toca ao percentual da arrecadação total destinada ao setor", afirmou. 

Projeto prevê fim de privilégio 1

O fim da prisão especial para quem tem diploma de ensino superior é o objetivo de projeto que está sendo analisado na Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) do Senado.  De autoria do senador Fabiano Contarato (Rede-ES), o PL  3945/2019, que altera o  Código de Processo Penal (Decreto-lei 3.689, de 1941) terá decisão terminativa na comissão, ou seja, caso seja aprovado, o texto pode seguir diretamente para a Câmara dos Deputados, a menos que haja recuso para a análise em Plenário.

Projeto prevê fim de privilégio 2

Atualmente, a lei prevê a prisão especial, em local separado dos presos comuns, em caso de prisão antes da condenação definitiva. Essa regra vale para pessoas com curso superior e também para governadores, prefeitos, parlamentares, oficiais militares e magistrados, entre outros. Para o senador, essa regra reflete no tratamento jurídico-penal um sistema desenhado para fortalecer as desigualdades, em que os pobres ficam cada vez mais miseráveis e os ricos têm cada vez mais dinheiro. Para ele, boa parte da legislação penal e processual penal está voltada a criminalizar a parcela marginalizada da sociedade, o que não é justo.

Veja essa ...

Levantamento feito pelo Datafolha nos dias 4 e 5 de julho mostra que para 4 a cada 10 brasileiros, o presidente Jair Bolsonaro (PSL) não fez nada de muito positivo ou que mereça destaque em seus seis meses de governo. Incitados a responder livremente (não foram dadas opções) o que o presidente teria feito de melhor até então, 39% dos entrevistados responderam "nada".

Curtas

O Diretório Municipal do PSC de Aracaju se reuniu no sábado para discutir as eleições 2020. Segundo Clóvis Silveira, ficou estabelecido que a prioridade do partido será por candidatura própria a prefeito, mas não impede conversas e apoio a outros partidos. 

Ficou acordado ainda que Clóvis ficará incumbido de viabilizar esses caminhos e que até outubro terá uma nova reunião para discutir o processo eleitoral.

Depois de Sergio Moro (Justiça), desgastado com vazamento de mensagens com procuradores da Lava Jato, mais um ministro do governo Bolsonaro tirou licença por alguns dias. É o do Turismo, Marcelo Álvaro Antônio, que vai ficar afastado de suas funções até o dia 29 de julho. 

O ministro é apontado como um dos envolvidos em esquema de candidatura laranja do PSL de Minas Gerais, quando presidiu a sigla no estado durante as eleições de 2018.

O Ministério da Agricultura aprovou ontem o registro de mais 51 agrotóxicos, totalizando 262 neste ano. O ritmo de liberação de novos pesticidas é o mais alto já visto para o período.