Números na mesa

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Publicada em 23/07/2019 às 06:34:00

 

Não adianta brigar com os núme-
ros. Com a economia estagna
da, nem o pendor liberal do ministro Paulo Guedes é capaz de produzir notícias favoráveis para o Governo Federal. Ontem, a expectativa de crescimento em 2019 foi revisada para baixo. A consequência imediata é um corte bilionário num orçamento já muito apertado.
A revisão para baixo do crescimento da economia brasileira em 2019 fez a equipe econômica anunciar um novo bloqueio no Orçamento. Segundo o Relatório Bimestral de Avaliação de Receitas e Despesas, divulgado pelo Ministério da Economia, o governo decidiu contingenciar mais R$ 1,443 bilhão de verbas do Poder Executivo.
A distribuição do contingenciamento pelas pastas só será anunciada na próxima semana, quando o governo editará um decreto detalhando o bloqueio. Os poderes Legislativo e Judiciário, o Ministério Público da União e a Defensoria Pública da União terão um contingenciamento adicional de R$ 16 milhões.
O tempo passa e Bolsonaro não mostra a que veio. Hoje, seis meses depois de tomar posse, o presidente ainda não deixou claro qual a agenda adotada pelo governo com o fim de enfrentar a crise. A reforma da previdência tramita aos trancos e barrancos no Congresso Nacional, sob o risco de restar completamente desidratada. Além de obrigar os cidadãos a trabalhar por mais tempo, até o limite das próprias forças, e aventar a possibilidade de investir contra os direitos dos trabalhadores, no entanto, o presidente é incapaz de apontar uma solução para o problema em sua mesa. Ele só se pronuncia sobre as agruras dos patrões. Tudo indica, o presidente não quer nem saber dos 13 milhões de brasileiros desempregados.

Não adianta brigar com os núme- ros. Com a economia estagna da, nem o pendor liberal do ministro Paulo Guedes é capaz de produzir notícias favoráveis para o Governo Federal. Ontem, a expectativa de crescimento em 2019 foi revisada para baixo. A consequência imediata é um corte bilionário num orçamento já muito apertado.
A revisão para baixo do crescimento da economia brasileira em 2019 fez a equipe econômica anunciar um novo bloqueio no Orçamento. Segundo o Relatório Bimestral de Avaliação de Receitas e Despesas, divulgado pelo Ministério da Economia, o governo decidiu contingenciar mais R$ 1,443 bilhão de verbas do Poder Executivo.
A distribuição do contingenciamento pelas pastas só será anunciada na próxima semana, quando o governo editará um decreto detalhando o bloqueio. Os poderes Legislativo e Judiciário, o Ministério Público da União e a Defensoria Pública da União terão um contingenciamento adicional de R$ 16 milhões.
O tempo passa e Bolsonaro não mostra a que veio. Hoje, seis meses depois de tomar posse, o presidente ainda não deixou claro qual a agenda adotada pelo governo com o fim de enfrentar a crise. A reforma da previdência tramita aos trancos e barrancos no Congresso Nacional, sob o risco de restar completamente desidratada. Além de obrigar os cidadãos a trabalhar por mais tempo, até o limite das próprias forças, e aventar a possibilidade de investir contra os direitos dos trabalhadores, no entanto, o presidente é incapaz de apontar uma solução para o problema em sua mesa. Ele só se pronuncia sobre as agruras dos patrões. Tudo indica, o presidente não quer nem saber dos 13 milhões de brasileiros desempregados.