Caso Ana Paula: Justiça decreta a prisão preventiva de Vítor Aragão

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Ana Paula foi morta a golpes de marreta
Ana Paula foi morta a golpes de marreta

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Publicada em 23/07/2019 às 07:04:00

 

Gabriel Damásio 
A Justiça voltou a decretar a prisão preventiva de Vítor Aragão da Silva, acusado de ser o autor da morte da esposa, Ana Paula de Jesus Santos, assassinada a golpes de marreta no dia 11 de maio, em sua casa, no Dom Pedro I (zona oeste). O juiz Daniel de Lima Vasconcelos, da 8ª Vara Criminal de Aracaju, recebeu a denúncia do Ministério Público e reverteu a decisão anterior que pôs o acusado em liberdade, na semana passada. Vítor foi preso na manhã desta segunda-feira em sua residência, onde estava acompanhado da mãe e da avó, e não reagiu à prisão. Da residência, ele foi encaminhado à 1ª Delegacia Metropolitana (1ª DM), no Leite Neto (zona sul), e de lá deve ser encaminhado a qualquer momento para um presídio.
A denúncia contra o réu, baseada no indiciamento da Polícia Civil e apresentada na semana passada pela promotora Cláudia Daniela Franco, também foi acolhida pelo magistrado, que abriu a ação penal do caso. Ela acusa Vítor Aragão por quatro qualificadoras de homicídio e falsa comunicação de crime, porque o suspeito teria citado uma suposta invasão de assaltantes a casa deles, que não aconteceu. A promotora destacou que isso foi provado pelas perícias realizadas no local do crime pelo Instituto de Criminalística, as quais descartaram a presença de uma terceira pessoa no local do crime.
A delegada Luciana Pereira, do DHPP, falou sobre as investigações e as provas reunidas até o momento, que segundo ela, ligam diretamente o acusado à morte da vítima. "Nós encaminhamos o processo finalizado e estamos apenas dependendo de um relatório de uma medida cautelar apresentada durante o inquérito, mas provavelmente o que vem no relatório não são fatos novos que vão acrescentar alguma versão até então apresentada pela polícia. Não temos nenhuma dúvida de que foi o Vítor quem matou a Ana Paula, e o fez por ciúmes", disse a delegada. A vendedora levou um golpe de marreta na cabeça enquanto dormia em sua cama e morreu na hora.
Na denúncia, 18 pessoas foram arroladas para prestar depoimento em juízo, incluindo parentes da vítima, do acusado e profissionais da saúde e da segurança pública que atenderam a ocorrência. A promotora destacou que pediu a prisão preventiva do acusado por se tratar de crime hediondo. "Nosso papel é fundamental nesse processo, o MP é o autor da ação criminal. O Ministério Público fala pela Ana Paula e por tantas mulheres que são agredidas sexualmente, de forma psicológica, física. Esse crime demonstra a repugnância que a sociedade tem com uma das formas mais violentas contra os Direitos Humanos", pontuou Cláudia Daniela.

Gabriel Damásio 

A Justiça voltou a decretar a prisão preventiva de Vítor Aragão da Silva, acusado de ser o autor da morte da esposa, Ana Paula de Jesus Santos, assassinada a golpes de marreta no dia 11 de maio, em sua casa, no Dom Pedro I (zona oeste). O juiz Daniel de Lima Vasconcelos, da 8ª Vara Criminal de Aracaju, recebeu a denúncia do Ministério Público e reverteu a decisão anterior que pôs o acusado em liberdade, na semana passada. Vítor foi preso na manhã desta segunda-feira em sua residência, onde estava acompanhado da mãe e da avó, e não reagiu à prisão. Da residência, ele foi encaminhado à 1ª Delegacia Metropolitana (1ª DM), no Leite Neto (zona sul), e de lá deve ser encaminhado a qualquer momento para um presídio.
A denúncia contra o réu, baseada no indiciamento da Polícia Civil e apresentada na semana passada pela promotora Cláudia Daniela Franco, também foi acolhida pelo magistrado, que abriu a ação penal do caso. Ela acusa Vítor Aragão por quatro qualificadoras de homicídio e falsa comunicação de crime, porque o suspeito teria citado uma suposta invasão de assaltantes a casa deles, que não aconteceu. A promotora destacou que isso foi provado pelas perícias realizadas no local do crime pelo Instituto de Criminalística, as quais descartaram a presença de uma terceira pessoa no local do crime.
A delegada Luciana Pereira, do DHPP, falou sobre as investigações e as provas reunidas até o momento, que segundo ela, ligam diretamente o acusado à morte da vítima. "Nós encaminhamos o processo finalizado e estamos apenas dependendo de um relatório de uma medida cautelar apresentada durante o inquérito, mas provavelmente o que vem no relatório não são fatos novos que vão acrescentar alguma versão até então apresentada pela polícia. Não temos nenhuma dúvida de que foi o Vítor quem matou a Ana Paula, e o fez por ciúmes", disse a delegada. A vendedora levou um golpe de marreta na cabeça enquanto dormia em sua cama e morreu na hora.
Na denúncia, 18 pessoas foram arroladas para prestar depoimento em juízo, incluindo parentes da vítima, do acusado e profissionais da saúde e da segurança pública que atenderam a ocorrência. A promotora destacou que pediu a prisão preventiva do acusado por se tratar de crime hediondo. "Nosso papel é fundamental nesse processo, o MP é o autor da ação criminal. O Ministério Público fala pela Ana Paula e por tantas mulheres que são agredidas sexualmente, de forma psicológica, física. Esse crime demonstra a repugnância que a sociedade tem com uma das formas mais violentas contra os Direitos Humanos", pontuou Cláudia Daniela.