Migalhas de emprego

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Publicada em 26/07/2019 às 07:16:00

 

Com a economia local estagnada, 
os sergipanos se agarram a qual
quer boa notícia como a uma tábua de salvação. Um ligeiro aumento no número de trabalhadores empregados, por exemplo, é motivo de euforia. Convém observar, no entanto, que neste ritmo o estado não sai do buraco tão cedo.
Dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) divulgados última quinta-feira pelo Ministério da Economia, apontam um crescimento no número de vagas de trabalho em Sergipe. Ao todo, foram geradas 6.217 vagas formais no Estado, com o desligamento de 5.952 postos de trabalho, gerando um saldo positivo de 265 novos empregos.
O leitor não entendeu errado. A boa notícia é um saldo de apenas 265 empregos. Com o incentivo do Governo de Sergipe, alguns setores esboçaram uma reação positiva e, na ponta do lápis, os contratos formalizados com carteira assinada superaram as demissões. Mas o desemprego ainda é imenso.
O resultado positivo foi impulsionado pela indústria de transformação e agropecuária. Serviços e construção civil, por outro lado, sofreram as maiores baixas. Entre perdas e ganhos, infelizmente, as oportunidades para os trabalhadores sem ocupação ainda são escassas.
De acordo com levantamento do IBGE, Sergipe conta um número aproximado de 160 mil desempregados. Com a capacidade de investimento do governo reduzida a quase nada, sem o amparo do governo federal, inimigo declarado do povo nordestino, a tendência é de o trabalhador continuar catando migalhas, tentando a sorte, ainda por muito tempo.

Com a economia local estagnada,  os sergipanos se agarram a qual quer boa notícia como a uma tábua de salvação. Um ligeiro aumento no número de trabalhadores empregados, por exemplo, é motivo de euforia. Convém observar, no entanto, que neste ritmo o estado não sai do buraco tão cedo.
Dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) divulgados última quinta-feira pelo Ministério da Economia, apontam um crescimento no número de vagas de trabalho em Sergipe. Ao todo, foram geradas 6.217 vagas formais no Estado, com o desligamento de 5.952 postos de trabalho, gerando um saldo positivo de 265 novos empregos.
O leitor não entendeu errado. A boa notícia é um saldo de apenas 265 empregos. Com o incentivo do Governo de Sergipe, alguns setores esboçaram uma reação positiva e, na ponta do lápis, os contratos formalizados com carteira assinada superaram as demissões. Mas o desemprego ainda é imenso.
O resultado positivo foi impulsionado pela indústria de transformação e agropecuária. Serviços e construção civil, por outro lado, sofreram as maiores baixas. Entre perdas e ganhos, infelizmente, as oportunidades para os trabalhadores sem ocupação ainda são escassas.
De acordo com levantamento do IBGE, Sergipe conta um número aproximado de 160 mil desempregados. Com a capacidade de investimento do governo reduzida a quase nada, sem o amparo do governo federal, inimigo declarado do povo nordestino, a tendência é de o trabalhador continuar catando migalhas, tentando a sorte, ainda por muito tempo.