Sem obras, sem emprego

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Publicada em 27/07/2019 às 15:07:00

 

Não é à toa que a construção civil 
merece atenção especial dos 
gestores públicos. Mantido com a força de um grande contingente de trabalhadores, o setor pode ser usado como uma espécie de termômetro. Se as empresas de construção civil vão mal, é sinal de que a economia e o mercado formal de trabalho sofrem revés. Sem recursos para investir em grandes obras, sem condições de concluir projetos iniciados por administrações anteriores, o poder público não gera empregos.
Esta não é uma situação local, abrange o País inteiro. O estudo 'Grandes obras paradas: como enfrentar o problema?', da Confederação Nacional da Indústria, aponta que 2.796 obras estão paralisadas no Brasil, sendo que 517 (18,5%) são do setor de infraestrutura. A área de saneamento básico tem 447 empreendimentos interrompidos durante a fase de execução. Na sequência, aparecem obras de rodovias (30), aeroportos (16), mobilidade urbana (8), portos (6), ferrovias (5) e hidrovias (5). A CNI informou que obteve os dados com o Ministério do Planejamento, ao fim do ano passado.
Aqui mesmo, em Sergipe, há diversos exemplos de obras anunciadas como a salvação da pátria tocadas em compasso de espera. O Hospital do Câncer, por exemplo, já consumiu milhões em verbas públicas, mas não tem previsão de conclusão. Até lá, os pacientes oncológicos dependentes do Sistema Único de Saúde percorrem verdadeira via crucis em busca de assistência médica.
 A CNI argumenta que não há obra mais cara do que a obra interrompida, que joga dinheiro pelo ralo sem gerar benefícios sociais. Faz muito sentido. Pergunte-se aos 160 mil desempregados sergipanos. Estes são os primeiros a torcer para o estado voltar a crescer e entregar as obras necessárias à população.

Não é à toa que a construção civil  merece atenção especial dos  gestores públicos. Mantido com a força de um grande contingente de trabalhadores, o setor pode ser usado como uma espécie de termômetro. Se as empresas de construção civil vão mal, é sinal de que a economia e o mercado formal de trabalho sofrem revés. Sem recursos para investir em grandes obras, sem condições de concluir projetos iniciados por administrações anteriores, o poder público não gera empregos.
Esta não é uma situação local, abrange o País inteiro. O estudo 'Grandes obras paradas: como enfrentar o problema?', da Confederação Nacional da Indústria, aponta que 2.796 obras estão paralisadas no Brasil, sendo que 517 (18,5%) são do setor de infraestrutura. A área de saneamento básico tem 447 empreendimentos interrompidos durante a fase de execução. Na sequência, aparecem obras de rodovias (30), aeroportos (16), mobilidade urbana (8), portos (6), ferrovias (5) e hidrovias (5). A CNI informou que obteve os dados com o Ministério do Planejamento, ao fim do ano passado.
Aqui mesmo, em Sergipe, há diversos exemplos de obras anunciadas como a salvação da pátria tocadas em compasso de espera. O Hospital do Câncer, por exemplo, já consumiu milhões em verbas públicas, mas não tem previsão de conclusão. Até lá, os pacientes oncológicos dependentes do Sistema Único de Saúde percorrem verdadeira via crucis em busca de assistência médica.
 A CNI argumenta que não há obra mais cara do que a obra interrompida, que joga dinheiro pelo ralo sem gerar benefícios sociais. Faz muito sentido. Pergunte-se aos 160 mil desempregados sergipanos. Estes são os primeiros a torcer para o estado voltar a crescer e entregar as obras necessárias à população.