Comércio se prepara para o Dia dos Pais

Geral


  • As lojas já fazem apelo comercial em função do Dia dos Pais

 

Milton Alves Júnior
Na contagem regres
siva para o Dia dos 
Pais, a ser comemorado no próximo dia 11de agosto, lojas e restaurantes começam a apresentar atrativos aos olhos e bolsos dos filhos. Considerada pelo setor comerciário brasileiro como a quarta data mais representativa para o fluxo econômico dos estabelecimentos lojistas, o Dia dos Pais este ano deve gerar um aumento médio das vendas entre quatro e 8% se comparado ao ano passado. Esses índices, em alguns casos, podem variar para mais ou para menos a depender do seguimento. Lojas de artigos esportivos, sapatos, relógios e trajes sociais devem registrar maior movimento de clientes em busca de presentes para os pais.
Para o contexto econômico nacional - em especial para o empresário nordestino -, é um desafio real que começou a ser enfrentado já na primeira semana após a conclusão dos festejos juninos. Isso ocorre em virtude de o Dia dos Pais 2018 ter apresentado o melhor desempenho dos últimos seis anos, conforme apresentou o Indicador Serasa Experian de Atividade do Comércio. No ano passado esse crescimento alcançou a casa dos 3,9% em relação ao mesmo período de 2017. Uma missão em que muitas vezes a perspectiva fala mais alto que a realidade, e o resultado final fica aquém do que foi previamente estudado.
Um exemplo dessa batalha frequente entre realidade e expectativa, no último Dia das Mães a Câmara dos Dirigentes Lojistas (CDL/Aracaju), previa um aumento de sete pontos percentuais, mas, ao realizar um balanço das vendas, esse acréscimo não passou dos 2%. Um cenário nada desejado pelos lojistas, porém compreensivo diante da dificuldade econômica e da instabilidade trabalhista que atinge todos os setores produtivos da nação. Para mudar esse cenário e voltar a atrair os consumidores a aposta dos empresários fica por conta dos descontos, condições de pagamento e qualidade no atendimento.
 "Não basta você oferecer descontos excepcionais, as melhores maneiras de se pagar os produtos, oferecer uma variedade que cause a dúvida boa na cabeça dos indecisos se a gente não conseguir abordar o cliente da forma que ele deseja. Sabemos das dificuldades nas vendas, e por isso estamos investindo com frequência em cursos de comunicação e relacionamento com o público. Assim se constrói um futuro comercial melhor", declarou a gerente Lizia Fontes. Proprietária de duas lojas de calçados, ela diz compreender que o Dia dos Pais dificilmente o fluxo de vendas do Dia das Mães, mas ela acredita em melhoras setoriais.
 "Costumo dizer que é uma espécie de cadeia tradicional que difícil,ente um dia vai mudar. Assim como as vendas do Dia dos Pais não devem bater a mesma meta do Dia das Mães; este dia, por sua vez, não deve vender mais que o Natal. O que se pode fazer é justamente investir em qualificação, ouvir mais os consumidores e aos poucos atingir porcentagens de venda melhores. Quem sabe nesse ano a gente não já consiga? Estamos prontos para receber os filhos em busca dos presentes para os pais", garantiu. Um balanço geral dessas vendas deve ser apresentado pela Câmara dos Dirigentes Lojistas na segunda ou terça-feira, 12 ou 13 de agosto respectivamente.
Movimento - A princípio, até o momento o fluxo de consumidores nos principais polos comerciais da Grande Aracaju segue baixo. Uma postura já esperada pelos lojistas que aguardam aquecimento apenas a partir da próxima semana. Para o vendedor Paulo Neto, atuante no serviço comercial desde dezembro de 2006, a cultura do cidadão consumidor é outro fator difícil de ser mudado. Na sua avaliação, no centro de Aracaju, por exemplo, esse movimento expansivo deve ser registrado, em maior escala, apenas nas 72 horas que antecedem a data comemorativa. Nos shoppings o pico de maior movimentação está previsto para a sexta (09) e sábado (10).
"Parece que é uma coisa já carimbada. Compra antecipada, na grandiosa maioria das vezes, só acontece de uma forma: compra pela internet. Fora isso, na loja, para perceber alguma melhora no movimento só na semana (da data comemorativa). É costume, tradição; e outra, essas compras antecipadas só acontecem por causa do tempo do frete. Se as transportadoras garantissem entrega em até 24 horas, pode ter certeza que os consumidores - inclusive não tenho vergonha de dizer que me incluo nesse grupo -, iriam comprar na véspera", disse.

Milton Alves Júnior

Na contagem regres siva para o Dia dos  Pais, a ser comemorado no próximo dia 11de agosto, lojas e restaurantes começam a apresentar atrativos aos olhos e bolsos dos filhos. Considerada pelo setor comerciário brasileiro como a quarta data mais representativa para o fluxo econômico dos estabelecimentos lojistas, o Dia dos Pais este ano deve gerar um aumento médio das vendas entre quatro e 8% se comparado ao ano passado. Esses índices, em alguns casos, podem variar para mais ou para menos a depender do seguimento. Lojas de artigos esportivos, sapatos, relógios e trajes sociais devem registrar maior movimento de clientes em busca de presentes para os pais.
Para o contexto econômico nacional - em especial para o empresário nordestino -, é um desafio real que começou a ser enfrentado já na primeira semana após a conclusão dos festejos juninos. Isso ocorre em virtude de o Dia dos Pais 2018 ter apresentado o melhor desempenho dos últimos seis anos, conforme apresentou o Indicador Serasa Experian de Atividade do Comércio. No ano passado esse crescimento alcançou a casa dos 3,9% em relação ao mesmo período de 2017. Uma missão em que muitas vezes a perspectiva fala mais alto que a realidade, e o resultado final fica aquém do que foi previamente estudado.
Um exemplo dessa batalha frequente entre realidade e expectativa, no último Dia das Mães a Câmara dos Dirigentes Lojistas (CDL/Aracaju), previa um aumento de sete pontos percentuais, mas, ao realizar um balanço das vendas, esse acréscimo não passou dos 2%. Um cenário nada desejado pelos lojistas, porém compreensivo diante da dificuldade econômica e da instabilidade trabalhista que atinge todos os setores produtivos da nação. Para mudar esse cenário e voltar a atrair os consumidores a aposta dos empresários fica por conta dos descontos, condições de pagamento e qualidade no atendimento.
 "Não basta você oferecer descontos excepcionais, as melhores maneiras de se pagar os produtos, oferecer uma variedade que cause a dúvida boa na cabeça dos indecisos se a gente não conseguir abordar o cliente da forma que ele deseja. Sabemos das dificuldades nas vendas, e por isso estamos investindo com frequência em cursos de comunicação e relacionamento com o público. Assim se constrói um futuro comercial melhor", declarou a gerente Lizia Fontes. Proprietária de duas lojas de calçados, ela diz compreender que o Dia dos Pais dificilmente o fluxo de vendas do Dia das Mães, mas ela acredita em melhoras setoriais.
 "Costumo dizer que é uma espécie de cadeia tradicional que difícil,ente um dia vai mudar. Assim como as vendas do Dia dos Pais não devem bater a mesma meta do Dia das Mães; este dia, por sua vez, não deve vender mais que o Natal. O que se pode fazer é justamente investir em qualificação, ouvir mais os consumidores e aos poucos atingir porcentagens de venda melhores. Quem sabe nesse ano a gente não já consiga? Estamos prontos para receber os filhos em busca dos presentes para os pais", garantiu. Um balanço geral dessas vendas deve ser apresentado pela Câmara dos Dirigentes Lojistas na segunda ou terça-feira, 12 ou 13 de agosto respectivamente.

Movimento - A princípio, até o momento o fluxo de consumidores nos principais polos comerciais da Grande Aracaju segue baixo. Uma postura já esperada pelos lojistas que aguardam aquecimento apenas a partir da próxima semana. Para o vendedor Paulo Neto, atuante no serviço comercial desde dezembro de 2006, a cultura do cidadão consumidor é outro fator difícil de ser mudado. Na sua avaliação, no centro de Aracaju, por exemplo, esse movimento expansivo deve ser registrado, em maior escala, apenas nas 72 horas que antecedem a data comemorativa. Nos shoppings o pico de maior movimentação está previsto para a sexta (09) e sábado (10).
"Parece que é uma coisa já carimbada. Compra antecipada, na grandiosa maioria das vezes, só acontece de uma forma: compra pela internet. Fora isso, na loja, para perceber alguma melhora no movimento só na semana (da data comemorativa). É costume, tradição; e outra, essas compras antecipadas só acontecem por causa do tempo do frete. Se as transportadoras garantissem entrega em até 24 horas, pode ter certeza que os consumidores - inclusive não tenho vergonha de dizer que me incluo nesse grupo -, iriam comprar na véspera", disse.

 


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